Wings-For-Life-2016-pivaphoto

Crédito: @pivaphoto/Red Bull Brasil

No último fim de semana, viajei a Brasília a convite da Red Bull para correr a Wings For Life World Run. A corrida acontece simultaneamente em 34 cidades e todo o dinheiro arrecadado com as inscrições é destinado à pesquisa sobre a medula espinhal. A ideia é correr por aqueles que ainda não podem e mais de 130 mil pessoas no mundo todo apoiaram a causa este ano.

O mais legal dessa prova é que ela é totalmente diferente das outras que temos por aí. Simplesmente, não tem linha de chegada nem distâncias definidas. Todos os corredores largam juntos e, 30 minutos após o início da prova, um carro (o Catcher Car) sai “eliminando” os atletas. Ele é a linha de chegada e, ao passar por você, encerra a quilometragem do seu chip. No final, ganha quem correr mais longe.

No Brasil, a primeira colocada foi a Leticia Sartori, que fez mais de 51 km. Entre os homens, o campeão em Brasília foi o britânico Thomas Pyan, que fez 57 km. Achou muito? Pois segura as distâncias dos campeões mundiais em 2016: Kaori Yoshida fez 65,71 km no Japão e Giorgio Calcaterra fez impressionantes 88,44 km na Itália!

Momentos antes da largada com meu marido e a galera que correu com a Red Bull. E teve graça com @corridaurbana, @runjurun e @corridanoar :)

Momentos antes da largada com meu marido e a galera que correu com a Red Bull. E teve graça com @corridaurbana, @runjurun e @corridanoar, claro! 🙂

No site tinha uma calculadora e eu já sabia que ficaria na casa dos 10k, sendo alcançada pelo carro com pouco mais de uma hora de prova – e foi exatamente o que aconteceu. Só que na minha fantasia esse momento seria num retão maravilhoso em que eu conseguiria dar um sprint daqueles… Hahahahahaha… Nada disso! O carro me pegou pouco depois de uma subida em uma faixa estreita (logo após a saída da tesourinha) e com a concentração de corredores (leia-se, muvuca! rs) não deu para dar aquele tiro final 😛 Mesmo assim, a adrenalina desse momento é incomparável, ficamos realmente eufóricos quando vemos que o carro está chegando.

No site www.finalgifredbull.com.br dá para salvar o momento que o carro te encontra!

No site www.finalgifredbull.com.br dá para salvar o momento que o carro te encontra!

A estratégia para essa prova também é meio maluca porque a gente tem que correr rápido sim (quem se poupa demais pode correr menos do que gostaria), mas também não pode sair dando tudo de si logo de cara para não quebrar no meio do caminho. Pelo que conversei com os outros corredores que estavam na prova, percebi que a opção mais acertada foi segurar um ritmo bacana para cumprir a parte do percurso que você sabe que dá conta de fazer e depois ir reduzindo para ganhar aqueles kms a mais que, quem sabe, podem até te surpreender.

Esse é outro aspecto que adorei nessa prova: ela é muito democrática. Como você determina a distância com base no seu ritmo, dá para correr em qualquer pace e se divertir igualmente. No nosso grupo, tinha gente com diversos objetivos na prova e de todos os estilos, da corredora grávida ao corredor descalço. Até por isso, as médias de distância variaram muito, indo dos 5 aos 34 km!

Se não bastasse a prova incrível, a Red Bull ainda preparou uma programação nota 10 para que a gente curtisse Brasília e conhecesse a capital federal. No sábado, fizemos um mini city tour pela cidade, passando pelos pontos turísticos principais, e no domingo curtimos uma pool party após a prova com uma banda excelente. Mas o destaque, sem dúvidas, foi nosso voo na iFly!

É uma simulação de paraquedismo em um túnel de vento (no vídeo abaixo dá para entender melhor). Aprendemos alguns comandos básicos e tentamos flutuar sozinhos primeiro, o que é meio difícil para os iniciantes. Depois, tem o High Fly, momento em que o instrutor faz um giro pelo túnel com você até o alto. É muito, muito legal mesmo!!!

No sábado, também tivemos a oportunidade de bater um papo com dois atletas da Red Bull: o ironman Igor Amorelli e a ultramaratonista Fernanda Maciel. Eles comentaram sobre suas provas mais desafiadoras, momentos em que tomam o energético para dar mais explosão e nos deram várias dicas para não desistir quando pensamentos negativos surgem no meio da corrida.

A Fernanda, em especial, fez um discurso super apaixonado sobre sua motivação para o esporte e o quanto ama correr, como tenta se manter no momento presente e fazer do movimento uma forma de meditação. Arrepiou!

E para quem quer encarar um desafio novo, a sugestão deles foi: marque a prova. Tenha um prazo porque isso ajuda a dar clareza para a sua estratégia e a traçar metas mais realistas. Tanto que, assim que voltei a São Paulo, finalmente decidi e marquei minha primeira meia (ansiedade!), mas isso é  assunto para outro post! 😉

Ainda teve presentes dos patrocinadores da #WorldRun! A Garmin nos presenteou com meias e viseira, e a Puma nos deu um kit completo de roupas para a corrida, com bolsa de academia, shorts, saia, top, camiseta, viseira e o novo Ignite V2! Logo mais, tem resenha do tênis aqui no blog. 😉

Essa prova com certeza entrou na minha lista de favoritas e quero muito repetir a dose! No próximo ano, a Wings For Life World Run acontece no dia 7 de maio e para algumas cidades (incluindo Brasília, a única do nosso país) já é possível fazer a pré-inscrição. Quem também se animou para ir? 🙂

  1. Ursula disse:

    Quero voltar! Amei essa prova. Percurso lindo (apesar das subidas), clima agradável, vibe incrível da galera e a sensação de ser pega pelo carro perseguidor é demais! 🙂

  2. Victor disse:

    Mais que demais! Relato perfeito não mudaria nada.

    Grande prazer conhecer vocês.

    Abraços.

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