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Provas

Última corrida: Wine Run 2017 Vale dos Vinhedos (Parte 1)

Olá, mulherada! Quem nos acompanha no Instagram (@corremulherada) viu que neste fim de semana fomos para Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, participar de uma prova muito legal para quem é apaixonado por vinhos, como eu: a Wine Run!

A etapa do Vale dos Vinhedos, região onde temos a maior produção de vinhos no Brasil, teve um percurso único de 21 quilômetros que poderia ser percorrido solo ou em dupla. Nós optamos por dividir o percurso, sendo que eu fiz o primeiro trecho e a Aline o segundo.

Além de ser uma prova belíssima, com aquele visual de cair o queixo, essa corrida é uma boa oportunidade para explorar as diversas opções de passeio que a região oferece, em especial aquelas relacionadas ao enoturismo — e foi isso que nós fizemos!

Assim que chegamos em Bento Gonçalves, na sexta-feira, fomos direto para a vinícola Miolo, uma das mais tradicionais do Brasil. Ali tivemos a oportunidade de aprender um pouco mais sobre o processo de fabricação de vinhos e espumantes, desde os diferentes modos que as uvas são plantadas e colhidas, as espécies mais indicadas para cada região do nosso país, como são armazenadas as garrafas para que a fermentação da uva aconteça… Uma verdadeira aula de história e cultura do vinho!

Depois fizemos a degustação de quatro rótulos das linhas premium, sendo um espumante (Miolo Millésime Brut D.O. 2012), um branco (Miolo Cuvée Giuseppe Chardonnay D.O. 2015) e dois tintos (Miolo Merlot Terroir D.O. 2012 e Vinhas Velhas Tannat 2015) – todos incríveis e marcantes a sua maneira. Adorei poder aprender mais sobre o processo de produção da bebida e entender as diferenças entre cada uma delas.

Em seguida, fomos retirar nossos kits no Dall’Onder Grande Hotel. Chegamos bem no finalzinho e não conseguimos ver muito da expo, mas o kit veio bem recheado, com camiseta, sacola, dois sucos integrais de uva, biscoito integral, um exemplar da revista Adega e folhetos com desconto de algumas vinícolas da região. Para aqueles que optaram, também vinha o vale-taça para a Festa do Espumante no pós-prova, que dá o direito de degustar diferentes rótulos à vontade! Sim, é para correr motivada pensando em todo o espumante que você vai poder beber depois, rsrs… 😉

No Dall’Onder, hotel oficial da prova, também aconteceu um jantar de massas especial para fazer aquele “carb load” antes da prova e, como ficamos hospedadas nele, aproveitamos muuuuuito no dia seguinte o café da manhã super caprichado que eles oferecem. Sério, nunca vi um café da manhã de hotel tão completo – até fiz vídeos no Stories! rs Eram várias mesas com opções de frutas, pães, bolos, geleias, além de uma mesa só com produtos diet/light e outra com pães e bolos sem gluten e sem lactose! Também tinha várias opções de sucos, chás, leites e iogurtes; ovos mexidos e cozidos… Olha, muita coisa mesmo!

A comilança foi boa, hahahaha… Mas, sinceramente, estávamos merecendo uma alimentação “reforçada” porque essa prova não é moleza, não… Dá só uma olhada nessa altimetria!

Vou contar para vocês que não fiz uma super pesquisa prévia sobre a prova para não sofrer por antecipação. 😛 Sou muito ansiosa e fico sempre naquela angústia nos revezamentos, então preferi largar primeiro, mesmo tendo essa subida monstra aí pelo caminho!

Por volta das 7h30 da manhã, peguei o ônibus que a organização disponibilizou aos corredores próximo ao hotel Dall’Onder e fui para a largada, que aconteceu pontualmente às 9 horas. Já a Aline pegou outro ônibus às 8h30, que a deixou no ponto do revezamento.

No local da largada, retirei nosso chip (usado no pulso, e não no tênis, para que a troca do revezamento seja mais rápida) e aproveitei para conversar com alguns corredores. Foi então que descobri que o primeiro trecho é um pouco maior que o segundo – nada muito grave, ele tem cerca de 11,5 km e não 10,5 km, como eu esperava. Só que um detalhe: são pelo menos 4 km só de subida íngreme! Ai, ai… Pelo menos a paisagem do Vale dos Vinhedos compensa. 😀

Aguardando a largada!

Por falar em paisagem: que coisa maravilhosa! Começamos por uma área mais rural, com algumas casas, animais pastando… Depois entramos em uma área mais fechada e montanhosa, cruzando pequenos riachos e cachoeiras. Então começa a subida, você vê os vinhedos lá do alto e, por mais íngreme que seja, não tem como não sentir que vale a pena. O terreno também ajuda: a pista é larga e pouco acidentada, com uma mistura de terra batida e cascalho. Por todo o caminho, havia seguranças em motos acompanhando os corredores, fotógrafos e pontos de hidratação a cada 3 km!

Eu não tinha muita experiência em correr em montanha; na verdade, foi minha prova nesse estilo. O que me ajudou foi o fato de já ter treinado bastante em pistas de terra batida em São Paulo, nos parques do Piqueri e Ecológico do Tietê, onde fiz os meus longos para a W21K no ano passado. Também aproveitei algumas técnicas que aprendemos no #TreinoCM na Montanha, especialmente no início do percurso, onde estavam as descidas. 😉

Terminando meu trecho, era hora de encontrar a Aline para fazer o revezamento. Entreguei o chip para ela e aproveitei um pouco do espaço que a organização preparou para os corredores descansarem, com frutas (maçã, banana e mexerica), biscoitos, suco de uva (claro!) e água. De tempos em tempos saía um ônibus até a arena da chegada – mas esse pós-prova fica para o post da Aline (a parte 2). 😉 Só vou deixar aqui uma foto que resume um pouco desse momento… rsrs

Espumante à vontade. Mesmo! rs

De modo geral, adorei cada instante da prova e do final de semana. A organização foi impecável em diversos detalhes e a acolhida dos gaúchos dispensa comentários. Também nunca comi (e bebi! rs) tanto em uma prova na vida, que delícia! Hahahaha… Não foi só uma corrida, mas uma festa completa. Já quero voltar no próximo ano, dessa vez para fazer os 21k solo.

Ju Vargas
o autorJu Vargas
A Ju é fã das curtas distâncias e adora participar de provas diferentes. Agora, ela está se preparando para completar sua segunda meia maratona em junho, no Rio de Janeiro (RJ).

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