Começamos hoje o CM Awards de 2016! E para iniciar, vamos relembrar as provas que mais nos marcaram neste ano. Neste ano, rolaram muitas provas para nós, tanto aqui em São Paulo, como fora da cidade. É sempre muito bom correr em outros lugares, né?

Aline

Com o nascimento da Melissa, meu ano de corridas começou apenas em maio. As minhas provas preferidas foram a Vênus 15k, que consegui correr bem e manter um pace constante do começo ao final e a outra corrida foi a Golden Run de São Paulo, nesta eu não corri, mas participamos fazendo a torcida e foi tão gratificante que não tem como não ficar na memória. <3

Juliana

Para a Ju, como não poderia deixar de ser, a prova inesquecível de 2016 foi a ASICS W21K, sua primeira meia maratona. Foi a prova que ela mais esperou e se preparou, sem dúvida. Valeu a pena o esforço, cada minutinho. 🙂
O segundo lugar foi disputadíssimo, pois ela fez muitas provas gostosas esse ano, mas pela proposta diferente de não ter uma linha de chegada fixa e por toda a experiência que viveu naquele fim de semana inesquecível em Brasília, ela escolheu a Wings For Life.

Mariana

Para a Mari, as corridas que mais marcaram em 2016 foi o Desafio do Dunga na Disney e Nike Women Victory Tour que rolou no Rio de Janeiro.

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Também perguntamos para os nossos seguidores do instagram e do facebook quais foram as provas inesquecíveis e recebemos muitas respostas! <3
Foram muitas provas diferentes como Deserto do Atacama, Bravus Race, Desafio do Bope e Desafio do Dunga. Outras como Bertioga-Maresias, Ultramaratona 12 horas de Paragominas, no Pará, Indomit Costa Esmeralda e também internacionais, Maratona de Nova York, Meia Maratona de Buenos Aires.
Conta para gente quais foram suas provas inesquecíveis de 2016! 🙂

[Leia a parte 1 aqui]

Na semana que antecedeu a W21K Asics, senti uma ansiedade comparável a de poucos momentos da minha vida – como quando prestei vestibular, encarei uma entrevista de emprego de 40 minutos em inglês e casei. Deu para entender como eu estava, né? Hahahaha… 😉

Eu sabia que era normal, afinal, tinha a companhia de algumas amigas que também iriam estrear nos 21k na mesma prova e estavam tão ansiosas quanto eu. E pude contar com pessoas experientes em meia maratonas para me ouvir e me aconselhar diante de todos os meus anseios, justificados ou não. 😛 Isso não me impedia, contudo, de ficar frustada por estar tão ansiosa. “É só mais uma prova, é só ir lá e correr”, repetia para mim mesma, como um mantra.

A mudança para o horário de verão não foi um problema. Quatro horas da manhã (do horário novo) eu já estava acordada. Cheguei na USP quando ainda estava escuro, com aquela vontade doida de, finalmente, ir lá e correr. Como combinado, encontrei com a Gabi, a Claudia e a Juciara na arena e fomos juntas para a largada. Resolvi correr ouvindo música e preparei uma playlist com meus episódios favoritos do podcast do Ronaldo Gasparian. A contagem regressiva terminou, balões subiam ao céu e os pelotões avançavam. Gabi me mostrou seu braço arrepiado e fiquei com vontade de chorar, mas segurei a emoção para me manter focada na prova.

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Com Gabi e Clau pouco antes da largada

Se no ano passado a W21K aconteceu em uma manhã nublada com termômetros entre 18 e 20 graus, o último domingo prometia céu aberto, com o sol queimando a mais de 30 graus. Isso já tinha sido motivo de uma longa conversa com a Mari na semana anterior, quando discutimos estratégias de prova para dias quentes (ela enfrentaria um desafio ainda maior, correndo a Meia Internacional do Rio com largada às 8h30 da manhã). A princípio, eu queria fazer uma prova progressiva, tentando aumentar o pace a cada 7 km. A sugestão da Mari era o contrário, que eu acelerasse no começo, quando a temperatura estaria mais baixa e eu renderia melhor.

Nos primeiros quilômetros tive a companhia da Clau. Fomos conversando e, quando me dei conta, estava correndo mais rápido que o pace que pretendíamos. Lembrei da sugestão da Mari e, já que estava confortável, segui o que meu corpo pedia. Acabei me distanciando das meninas, mas esses minutos que ganhei no começo da prova foram fundamentais lá no final. No primeiro cotovelo, quando nos cruzamos no km 4, trocamos sinais de que estava tudo bem. Cruzei também com a Aline, que corria os 10k, e vi no rosto dela aquela expressão que mistura alívio e alegria ao ver que tudo está acontecendo conforme o previsto. Isso me deu ainda mais confiança.

O primeiro terço da prova passou que nem vi. Na altura do km 8, reencontrei a Claudia, que tinha se empolgado e estava mandando ver. Tentei acompanhar, mas o calor começava a dar as caras e precisei diminuir o ritmo para um pace mais confortável para mim. Não via a hora de voltar para a USP, não só porque seria a segunda metade da prova, mas porque lá teria árvores!!! Hahahahaha…

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Entrando na USP para a segunda metade da prova (Foto: Cristiano de Lima/PopCorn Run Brasil)

Eu tinha esquecido totalmente que correríamos na Avenida Politécnica. Do km 12,5 ao 16 não havia quase nenhuma sombra e foi, de longe, o trecho mais duro da prova para mim, mesmo sendo plano. Eu já havia jogado muita água no corpo e até gelo nos pontos de hidratação, mas ainda assim o sol castigava. Foi quando me rendi e tirei a regata do CM para correr só de top, mesmo com as gordurinhas balançando. Quem se importava? No retorno da avenida, a Gabi vinha no sentido oposto também correndo de top. Comecei a rir sozinha – minha profecia do ano anterior se cumpria! 😛

Também foi nessa hora que me lembrei da Mari, mais uma vez. Ela trabalha ali perto e, por muitos anos, quando eu também trabalhava por ali, tivemos almoços animados com a Pri no McDonald’s que fica no final daquela avenida – em uma época em que nem imaginávamos que um dia estaríamos correndo, quando mais meia maratonas! Pela hora, ela já teria largado no Rio e aí me veio na cabeça algo que a Mari sempre diz: quando ficar difícil, corra cada quilômetro com uma pessoa que você gosta.

Comecei a listar mentalmente com quem eu correria aqueles últimos 7 kms. E bem nessa hora começou a tocar nos fones This One’s For You, do David Guetta – poderia ser mais perfeito? Enquanto ouvia a Zara cantar “Estamos nessa juntos, ouça nossos corações batendo juntos, nos manteremos fortes juntos… essa é pra você!” recuperei minhas forças e segui rumo à USP, rumo à sombra e ao pórtico de chegada.

Faltava pouco para a placa dos 17 km, a maior distância que eu havia percorrido até então, e aquela vontade de chorar voltou com força. Eram os quatro quilômetros que faltavam entre eu e a minha primeira meia maratona! Mas vocês já tentaram chorar enquanto correm? Não dá! Hahahahaha… Parece que você vai sufocar. O choro entalava na garganta e, entre chorar e correr, fiquei com a segunda opção.

Sempre detestei percursos com vários “cotovelos”, mas aqueles retornos nos últimos kms lá na USP tiveram uma vantagem e tanto: pude cruzar com várias amigas nesse finzinho de prova. Fiz high-five com a Ju Bueno e a Clau, comemorei quando vi que a Juciara tinha recuperado o ritmo e já estava lá na frente, cruzei com a Gabi e gritei apontando para o relógio “vai dar, vai dar!”. Hahahahaha…

E deu, estávamos quase lá! As placas indicavam os metros finais: 500… 400… 300… Como sempre, o Cris fotografava nossos momentos como só ele sabe fazer (procurem suas fotos no Foco Radical com a descrição POP16W21K). Agora era só entrar no Cepeusp e correr os últimos metros na pista de atletismo.

Tô derretendo, mas tô chegando! rs (Foto: Cristiano de Lima/PopCorn Run BR)

Tô derretendo, mas tô chegando! rs (Foto: Cristiano de Lima/PopCorn Run BR)

Nem senti a subidinha do Cepeusp e quase caí na pista tamanha empolgação! Hahahaha… Chegando vi o relógio, soube que tinha feito a prova em menos de 2h40 (deu exatamente 2h35min08s no tempo oficial) e comecei a pular comemorando antes mesmo de cruzar a chegada. O Zé estava me esperando na grade, junto com a Aline e o Beto e eu tentava organizar o corpo e a cabeça. Calor, calor, calor… Eu precisava de uma sombra, mais que qualquer coisa!

Pegando a medalha me dei conta que, diferente do ano anterior, não teríamos o colarzinho de recordação da prova. Que pena! Recebi o lanche, o isotônico, o sorvete, mal cabiam as coisas nas mãos, e fui para a primeira sombra que encontrei. Ainda estava processando aquilo tudo, tantos sentimentos… Foi quando a Aline chegou com uma caixinha nas mãos e disse: você sabe que a Mari queria muito estar aqui, então ela te mandou um presente. Abri e era uma colarzinho com dois pingentes: um tênis e uma medalhinha de 21k. Comecei a chorar, claro!

Tenho ou não tenho as melhores companheiras de blog?! 😉

Aos poucos as meninas foram chegando, conversamos, celebramos, tiramos fotos, levamos nossas medalhas para gravar… Não foi uma prova fácil, mas toda a nossa preparação, dedicação e, acima de tudo, toda a nossa paciência compensaram! rs

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Merecida e tão aguardada medalha!

Depois da prova… Bom, tem sim um depois! Mas esse vai ficar para outro post porque este aqui já está enorme!!!

Obrigada a todas vocês que me acompanharam, me deram força, me deram tchauzinho antes, durante e depois da prova. Como dá para perceber, fez diferença sim!