Olá mulherada!

A proteína é como um tijolinho no nosso organismo, ela é usada para construir massa muscular, tendões, órgãos e pele, e também é usada para fazer hormônios, neurotransmissores, enzimas e várias moléculas que tem funções importantes em nosso corpo. É necessário que todos nós consumamos proteína na nossa dieta. Muita gente acha que proteína só existe a animal e se joga nas carnes, mas existem muitas proteínas vegetais.  😉

A recomendação diária da OMS (Organização Mundial da Saúde) é que todos nós ingiramos cerca de 0.8 gramas de proteína por quilo de peso corporal. Mas alguns estudos indicam que é necessário mais do que isso para que nosso corpo fique em ordem, cerca de 1 grama. E ainda mais proteína se o seu objetivo é a hipertrofia. Aí o ideal é consultar um nutrólogo ou uma nutricionista esportiva para te auxiliar na quantidade que você deve ingerir, quando e como.

Se você quer variar sua alimentação, abaixo listo 12 proteínas vegetais que você pode incluir na sua alimentação e quem sabe até diminuir o consumo de carnes ou virar vegetariano (eu já fui e tô muito tentada a voltar a ser).

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Amendoim

O amendoim tem 26 gramas de proteína em 100 gramas. Você pode adicionar o amendoim em diversas preparações e pode comê-lo cru, assado ou em forma de pasta, a famosa pasta de amendoim (se comprar pronta, veja se é integral, melhor ainda sem açúcar). Nas preparações você pode usá-lo para fazer uma crosta em carnes, no meio de arroz ou saladas. Ele é bem versátil.

Chia

A chia tem cerca de 17 gramas de proteína em 100 gramas. Essa sementinha originária do México é riquíssima em nutrientes, e muito pobre em carboidratos, e os poucos existentes estão na forma de fibras. Ao ser ingerida, a chia forma um gel no estômago, retardando a digestão. Essa demora é muito benéfica para quem quer emagrecer, pois prolonga a sensação de saciedade. E esse não é o único benefício: a chia contém altas concentrações de Ômega 3, cálcio, magnésio e antioxidantes. 🙂

Feijão

O feijão tem cerca de 9 gramas de proteína em 100 gramas. Além disso, o feijão tem carboidratos de lenta digestão, que são aqueles que não alteram drasticamente as taxas de açúcar no sangue. Magnésio, manganês, ferro, cálcio e vitaminas do complexo B são alguns dos principais nutrientes do feijão.

Grão de Bico

O grão de bico tem cerca de 19 gramas de proteína em 100 gramas. O grão de bico é ainda rico em vitaminas do complexo B, fibras, cálcio e magnésio. O grão de bico cozido combina com saladas, patês e eu adoro prepará-los como petisco na airfryer (fica uma delícia).

Lentilha

A lentilha tem cerca de 13 gramas de proteína em 100 gramas. As lentilhas são ricas em zinco, um mineral que ajuda a regular a fome, e ainda contém vitaminas A, B1, B2, B3, B6, C e E, potássio, fósforo, cálcio, ferro, magnésio, sódio e ácido fólico. Você pode consumi-las cozida em saladas, no meio de arroz, e em forma de caldo.

Milho

O milho tem cerca de 9 gramas de proteína em 100 gramas. Ele é considerado um dos alimentos mais nutritivos que existe, pois contém praticamente todos os aminoácidos. Agora na época de festas juninas, vale aproveitar e consumir cozido, assado ou em outras preparações. 🙂

Quinoa

A quinoa tem cerca de 12 gramas de proteína em 100 gramas. Além da proteína, ela também é rica em ômega 3 e 6 que são importantes aliados na prevenção de doenças cardiovasculares e redução do colesterol. Ela também ajuda no fortalecimento dos ossos e prevenção de doenças como osteoporose e hipertensão, devido a suas quantidades de cálcio. 🙂

Sementes de Cânhamo

As sementes de cânhamo tem cerca de 25 gramas de proteína em 100 gramas. Estudos sugerem que as sementes de cânhamo podem combater doenças cardíacas, obesidade e síndrome metabólica, provavelmente porque elas são ricas em fibras e ômega-3. A semente de cânhamo contém 2% de carboidratos, 73% de gorduras e 25% de proteínas, ela é super indicada em dietas vegetarianas e veganas, pois diferente da soja, essa semente não tem ácido fítico (que é um antinutriente que nos impede de absorver minerais). 😉

Spirulina

A Spirulina tem cerca de 50 gramas de proteína em 100 gramas. A Spirulina é uma alga verde azulada, um poderoso super alimento com alta concentração de proteínas, vitaminas, antioxidantes e outros nutrientes. Ela contém todos os aminoácidos essenciais, é riquíssima em vitaminas, em especial a B12 e K, e tem alta concentração de minerais (cálcio, magnésio, manganês, potássio, zinco e ferro). Você pode usá-la em sucos verdes e smoothies.

Soja

A soja tem cerca de 36 gramas de proteína em 100 gramas. Comumente usada por vegetarianos e veganos, ela é um ótimo substituto para a carne. Ela também é rica em fibras, por isso o seu consumo ajuda a melhorar o trânsito intestinal.

Trigo Sarraceno

O trigo sarraceno tem cerca de 13 gramas de proteína em 100 gramas. Ele não contém glúten, sendo apto para celíacos. É rico em farelo e contém mais proteína do que o arroz, trigo ou milho, Além disso, sua proteína é de alto valor biológico, pois contém todos os aminoácidos essenciais, incluindo a lisina. Também é fonte de ferro, manganês e magnésio. Os seus efeitos benéficos também estão ligados à presença de flavonóides, com destaque para a rutina (Vitamina P) e a quercetina. Estes previnem doenças, com a sua ação antioxidante.

Amêndoas

As amêndoas tem cerca de 21g de proteína em 100 gramas. Elas são uma grande fonte de nutrientes, como fibras, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. As amêndoas também protegem o coração, pois aumentam o colesterol bom (HDL). Só tem que tomar cuidado pra não comer demais, pois a amêndoa é um alimento bem calórico, tem cerca de 576 calorias em 100 gramas. 🙂

E aí? Bora comer mais proteínas vegetais?

Apesar de o grão de bico ser bastante comum aqui no Brasil, não é uma comida “de todo dia”, né? A farinha de grão de bico, em especial, ainda é um item raro nas prateleiras. Mas vale a pena procurar: rica em proteínas e com baixo índice glicêmico, ela é uma ótima fonte de fibras, vitamina C e minerais como ferro e cálcio. E o melhor: não tem glúten, sendo uma excelente opção para pessoas celíacas* ou intolerantes.

Além de substituir a farinha de trigo em bolos, tortas, biscoitos, massas de pizza, panquecas, crepes etc. ou ser usada para engrossar sopas e molhos, a farinha de grão de bico faz parte da culinária típica de vários países. A Farovitta recentemente incluiu esse produto em sua linha de farinhas especiais e mandou pra gente testar com receitas supersimples de quitutes internacionais veganos – portanto, sem lactose também! 😉

Ficou com vontade de experimentar? Então, anote as receitas:

Falafel

Falafel (Divulgação/Farovitta)

Falafel (Divulgação)

  • 2 xícaras de chá de farinha de grão de bico (130 g)
  • 1 xícara de chá de água (130 ml)
  • 1 maço pequeno de salsinha picada
  • ½ cebola pequena ralada ou picada bem fina
  • 1 dente de alho picado (opcional)
  • 1 colher de café de fermento em pó
  • Coentro a gosto
  • Pimenta do reino ou cominho em pó a gosto
  • Sal a gosto
  • Óleo de Coco

Em uma vasilha, junte todos os ingredientes e misture bem até formar uma massa. Em seguida, forme bolinhos e asse em uma frigideira com óleo de coco. Sirva em seguida.

Socca (ou Farinata)

Essa receita me deu uma nostalgia imensa porque ela é a típica comida de rua da Cote d’Azur. No ano passado, quando estava com a Mari em Nice para a Maratona da Riviera Francesa, a gente sempre econtrava uma barraquinha de socca pelas feirinhas! 

Socca (Divulgação/Farovitta)

Socca (Divulgação)

  • 1 xícara de chá de farinha de grão de bico (130 g)
  • 280 ml de água
  • 2 colheres de sopa de azeite de oliva
  • 1 colher de chá rasa de sal rosa ou marinho

Misture todos os ingredientes e deixe descansar por duas horas, para que a farinha absorva bem a água. Despeje a mistura em uma forma antiaderente (ou untada com azeite de oliva) e leve ao forno pré-aquecido por cerca de 30 minutos, até que a massa asse e fique dourada. Corte em pedaços e sirva com pimenta-do-reino, sal rosa e azeite de oliva.

Se você fizer uma dessas receitas, não deixe de compartilhar a foto com a hashtag #comemulherada 😉

*Especialmente quando falamos de pessoas alérgicas ao glúten, é importante ter garantia da origem dos ingredientes e do modo de preparo dos alimentos para evitar contaminação cruzada. Consulte um médico ou nutricionista para orientações mais detalhadas.

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