Em 2016, a Adidas lançou o Pure Boost X, um tênis pensado especialmente para as mulheres. Foi uma baita quebra de paradigma, aliás, já que ainda hoje a maioria dos produtos disponíveis no mercado na numeração feminina são adaptações das versões masculinas.

O grande diferencial do Pure Boost X era o seu arco flutuante – uma parte do cabedal fica destacada da sola, envolvendo todo o pé na sua região central. Então, fica um vão ali entre o pé e o solado. Era muito diferente!

Pois bem, em março desse ano, a Adidas trouxe essa tecnologia do cabedal do Pure Boost X para mais um dos modelos mais queridinhos da sua linha de corrida –  o Ultra Boost – lançado o Ultra Boost X.

Seria a junção com o melhor desses dois tênis pensada especialmente para a mulherada? Claro que eu fiquei doidinha para testar e descobrir por mim mesma! E agora, depois de ter rodado alguns bons quilômetros com ele, inclusive em algumas provas, venho contar minhas impressões para vocês! 😉

Beleza e Design

Eu sempre gostei do design do Ultra Boost e a versão X do modelo não me decepcionou. Não acho que é um tênis que transita bem no casual – pra mim, ele tem muita cara de corrida e performance – mas uma coisa é certa: ele sempre chama a atenção e desperta a curiosidade das pessoas!

No Brasil, são cinco cores disponíveis no momento: além do salmão com preto, que foi a primeira versão lançada, temos outras opções mais neutras, em preto, branco e cinza, e uma mais vibrante, em coral.

Além disso, o Ultra Boost X já ganhou algumas edições limitadas, produzidas pela Adidas com seus parceiros principais. A estilista Stella McCartney redesenhou o suporte do cadarço em uma versão mais fashionista do modelo, toda off white com pequenos pontos de cor no solado. Chiquérrima, porém uns bons reais mais cara que a versão “normal” do tênis!

Lá fora, outra edição especial que se destaca é a que foi produzida com a Parley Ocean Plastic. O modelo é fabricado com resíduos plásticos retirados do oceano e vem em lindos tons de azul inspirados nas águas mais profundas. Malha, entressola e contraforte são feitos de material PET reciclado, reutilizando, em média, onze garrafas de plástico em cada par. Legal, né?

Conforto e Amortecimento

Utilizando o sistema ARAMIS, tecnologia que captura os movimentos permitindo uma análise detalhada do corpo, o time de inovação da Adidas conseguiu identificar o ponto exato em que o pé das mulheres precisa de mais suporte e onde precisa de espaço para que possa se expandir naturalmente durante a corrida. O arco flutuante do Ultra Boost X foi desenhado para refletir a silhueta natural do pé feminino, adaptando-se ao formato do médio-pé enquanto corremos.

Outra diferença do Ultra Boost X para o Ultra Boost tradicional é o seu contraforte mais estreito, que se adapta melhor ao calcanhar feminino. Logo que você veste o tênis, já percebe como esse suporte é diferente de qualquer outro modelo. É como se você vestisse uma meia mesmo, e pode até parecer um pouco estranho no começo (justo demais, talvez). Eu usei com meia apenas na primeira vez (como na foto ali em cima); depois sempre corri sem, pois acho que fica mais confortável.

Todo o cabedal é feito em Primeknit, um tipo de malha elástica de crochê, o que aumenta a respirabilidade do tênis. A entresssola é toda em tecnologia Boost, o que traz não apenas amortecimento, mas também maior retorno da energia. A princípio, eu achei que tinha amortecimento demais (ele me pareceu um pouco mais alto que a primeira versão do Ultra Boost), mas depois de alguns treinos me adaptei bem. E quanto maior a velocidade que corremos, mais sentimos o efeito do Boost, então é um tênis que de certa forma te incentiva a ir mais rápido, porque ele fica mais “gostoso” quando estamos num ritmo acelerado, hahahaha… 😉

Na minha resenha da primeira versão do Ultra Boost, eu comento que a sola desliza um pouco. Isso foi corrigido já na versão seguinte do Ultra Boost, portanto não é uma preocupação no Ultra Boost X, que uma tração excelente para corridas em ambientes urbanos.

Peso, Pisada e Drop

O Ultra Boost X é indicado para pisada neutra. O peso no tamanho 36 é de 234 gramas (o peso varia conforme a numeração). O drop dele é altinho: 10 mm.

Tecnologias

  • Cabedal de Primeknit – envolve o pé como uma meia para proporcionar maior conforto.
  • Sistema de Contraforte – estrutura diferenciada no calcanhar, que permite o movimento natural do tendão de Aquiles.
  • Torsion System – suporta o movimento natural do pé do calcanhar ao dedo do pé.
  • Sola Continental Rubber 4-way – desenhada para o andar feminino, fornece uma boa tração para as corridas urbanas em qualquer condição.
  • BOOST – conforto ultrarresponsivo e amortecimento que armazena e devolve energia cada vez que o pé toca o chão.

Custo x Benefício

O preço sugerido no lançamento foi de R$ 899,99 (ouch!), mas hoje já é possível encontrar nas lojas virtuais por volta dos R$ 700 reais. É um tênis para quem quer muito um tênis de corrida de alta performance e gosta de amortecimento, em especial, da tecnologia Boost. Se você já estava pensando em comprar o Ultra Boost, acho que vale sim trocar pela versão X, pensada para as mulheres. Quanto à versatilidade do tênis, achei bem tranquilo fazer outros treinos com ele, como musculação e funcional, mas para usar no casual já acho um pouco mais difícil a transição.

Opinião geral

O Ultra Boost era um dos meus tênis favoritos de corrida, e o Ultra Boost X conseguiu me surpreender positivamente. De fato, senti que ele é mais confortável e dá um suporte maior que o Ultra Boost tradicional porque se encaixa bem mais nos nossos pés. O único porém é o preço, mas fique de olho nas promoções porque vale a pena experimentar (dica: nas Runbases da Adidas, você pode pegar o modelo emprestado e sentir por si mesma). Sério candidato a ser um dos meus favoritos de 2017!

Onde comprar: AdidasCentauro

Olá, mulherada! Hoje é dia de resenha aqui no blog! 😀

Dentro da linha de Performance da Skechers, os modelos GOmeb Speed, assinados pelo maratonista Meb Keflezighi, são destinados aos corredores que buscam um tênis leve e com drop baixo. Eu já era fã do Skechers GOmeb Speed 2, e a versão 3 “reloaded” do modelo não me decepcionou! Agora conto um pouco mais sobre o que achei dele.

O Skechers GOmeb Speed 3-2016 tem cabedal em GOknit, praticamente sem costura (Divulgação)

Mas como assim versão 3 “reloaded”?

A Skechers lançou o GOmeb Speed 3 em 2015 nos Estados Unidos com seu cabedal tradicional e, no ano seguinte, fez uma nova versão trocando o material dessa parte de cima do tênis por uma malha em GOknit, tecnologia que se assemelha ao crochê e é produzida em uma peça única, quase sem costuras. Como a mudança foi apenas no cabedal, mantendo o solado e as demais tecnologias, ela ganhou o nome de 3-2016.

Design

Mais leve e minimalista, esse tênis fica super delicado nos pés. Adorei inclusive para looks casuais porque ele é bem sequinho mesmo.

Além disso, o modelo foi lançado em muuuuuitas cores diferentes, tanto no feminino como no masculino. Para a mulherada, são três variações mais neutras em preto e branco com detalhes em pink, lilás ou roxo clarinho, e três opções mais coloridas. Como nos demais modelos da Skechers, o tênis vem com um par extra de cadarços em cor diferente. O único porém é que não é um modelo tão fácil de encontrar, especialmente as cores femininas.

Cores femininas do Skechers GOmeb Speed 3-2016 (Divulgação)

Amortecimento

Por ser um tênis de competição, ou seja, mais indicado para provas e treinos de velocidade do que para aquele longão do fim de semana, o amortecimento é menor, inclusive quando comparado ao de outros modelos da própria Skechers. Para quem prefere leveza a amortecimento, e está acostumado com esse tipo de calçado mais baixo, achei o amortecimento suficiente. O principal diferencial do solado é, na verdade, uma placa de estabilidade no mediopé para uma resposta rápida à pisada.

Conforto

Como já comentei, a principal atualização foi no cabedal, agora em GOknit, tecnologia que se assemelha ao crochê. Esse material tem mais respirabilidade e flexibilidade que o tradicional. Toda a parte de cima do tênis é uma peça única praticamente sem costuras, para um ajuste mais seguro e confortável. O forro interno é em microfibra, também quase sem emendas. A língua dele é mais fina para encaixar melhor nos pés. Usei tanto com e sem meias e não tive nenhum problema com bolhas.

Peso, Pisada e Drop

Esse é um modelo bem leve, com 150 gramas no tamanho 36 e 204 gramas no tamanho 41. O drop é baixo, com 4 mm, e é mais indicado para quem tem pisada neutra.

Tecnologias

  • GOimpulse™ Sensors – sensores independentes para uma experiência de corrida mais responsiva.
  • M-Strike® Technology – promove a pisada com a parte central do pé ao invés do calcanhar.
  • Cabedal em GOknit – material exclusivo quase sem peso algum, confortável e respirável.
  • Detalhes de sobreposições do cabedal em Hotmelt sintético – mantém o calçado seguro e estável.
  • Entressola em Resalyte® – material injetado leve com retenção de memória para amortecimento e que proporciona flexibilidade, retorno de energia e absorção de impactos.
  • Dupont® Delrin® – placa de estabilidade no médio pé para uma corrida segura com o mínimo de peso.

Custo x Benefício

O cabebal em GOknit deixou o tênis mais confortável, bonito e durável, mas também teve um impacto no preço. O valor suegerido pela marca é de R$ 599,90. Não é a opção mais barata dessa categoria… A boa notícia é que, apesar de o GOmeb Speed 3-2016 ser o modelo mais recente dessa linha disponível no Brasil, a versão 4 já foi lançada nos EUA, então ele deve entrar em promoção logo mais. 😉

Já se você não faz questão do GOknit, é possível encontrar o GOmeb Speed 3 (2015) entre R$ 219 e R$ 249 pela Internet. As cores e o design são um pouco diferentes, mas as demais funcionalidades são bastante similares – afinal, tirando o cabedal, os modelos são idênticos.

Curiosidade

O GOmeb Speed 3-2016 foi o modelo escolhido pelos atletas patrocinados pela Skechers para as provas dos Jogos Rio 2016. O maratonista Paulo Paula, melhor brasileiro na maratona olímpica, e o atleta Caio Bonfim, quarto lugar na marcha atlética de 20km e nono na de 50km, usaram e endossam o tênis. Nos EUA, quem também ganhou uma versão personalizada do modelo foi a maratonista Kara Goucher, que correu com ele nas eliminatórias das Olimpíadas, ficando em quarto lugar.

Essa cor especial usada pelos atletas da Skechers não ficou linda? (Divulgação)

Opinião Geral

Esse tênis foi pensado para maratonistas, mas ele vai bem também em provas mais curtas. Por ter um drop baixo e menos amortecimento, algumas pessoas não recomendam para corredores iniciantes, mas eu acho que isso vai um pouco de gosto pessoal também. Particularmente, eu prefiro tênis mais leves e baixos para ter aquela sensação de “pé no chão”, sempre foi o tipo de tênis com que me adaptei melhor, então vale a pena experimentar e ver como você se sente. Sem falar que ele fica uma graça nos pés e pode quebrar o galho no dia a dia para looks casuais. Por essa versatilidade e o peso levinho, virou um dos meus tênis favoritos para levar em viagens.

Treinos, provas e no casual: aprovado!

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