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Já falei aqui sobre minha intolerância ao glúten e como foi essa descoberta. Como todo intolerante, tive que excluir muuuuitas coisas da minha vida, como o trigo, alguns cosméticos e medicamentos. No início assusta mesmo, viu? Você se sente perdida (até excluída!) e bate um desespero ao procurar algum lugar pra comer na rua.
Além da intolerância/alergia/doença celíaca, ainda existe a tal da contaminação cruzada – quando há uma transferência de partículas de um alimento para outro, seja no preparo, na colheita, armazenamento, manipulação e por aí vai…existe contaminação cruzada até pelo ar! 😱 Por isso é tão perigoso e nada aconselhável alérgicoscelíacos se aventurarem em padarias, mesmo contendo alimentos sem glúten no cardápio.

Apesar da dificuldade, dá pra viver sem glúten sim e muito bem, obrigada! Preparar sua própria comida é a melhor saída. ☺ E daaaa-lhe marmita!
O mais legal de tudo isso é que você acaba desenvolvendo habilidades culinárias e além disso pode preparar o alimento do seu jeito e de uma forma bem mais saudável.
Aqui em casa, quem cozinha a maioria dos pratos é o marido. Eu fico de ajudante e de ‘zóios’ no que ele faz e digo que aprendi muita coisa, tanto que tenho feito bastante preparações.

Estou separando várias receitinhas para postar aqui no blog. Várias que já postei no meu Instagram (segue lá – @ericaima) e outras que descobrimos ao longo do tempo. A receita de hoje foi o marido que inventou (na verdade ele nunca pega receitas, êta bichim arretado!) e é de uma base para bolo sem glúten e sem lactose que você pode adaptar com os ingredientes que quiser. Este fica bem estilo “bolão sólido” e é ótimo para aqueles momentos-larica ou TPMs da vida.

Bolo de Chocolate (sem Glúten e Sem Lactose)

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Ingredientes (base)

– 2 xícaras de chá de farinha de arroz
– 1 xícara de chá de farinha de linhaça dourada
– 1/2 xícara farinha de aveia sem glúten (usamos essa da Monama, uma das poucas que estão livres de contaminação cruzada)
– 1/2 xícara de leite de coco (ou qualquer outro leite vegetal)
– 4 ovos inteiros
– 1 colher de sopa (cheia) de fermento em pó
– 1 colher de sopa de essência de baunilha
– 2 colheres sopa de açúcar mascavo ou demerara ou de coco ou adoçante culinário (a medida depende do adoçante)
– 2 colheres sopa de óleo de coco
– 100g de cacau ou chocolate sem lactose ou chocolate 80% (caso não seja intolerante).

Modo de Preparo

Misture todos os ingredientes cuidadosamente e em seguida bata até a massa ficar homogênea. Coloque a massa em uma forma média e acrescente o “recheio” que preferir. O marido separou em 3 partes (como na foto acima): uma só com a massa (pra rechear com o que quiser), na outra banana em rodelas e na última, frutas cristalizadas. Mas você pode “rechear” com tâmaras, uva passa, morangos e por aí vai. Ele acrescentou os “recheios” com a massa já na forma. 🙂

Coloque no forno pré aquecido a 180° e deixe assar (mais ou menos) por 40 minutos.

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Facinho, né?
Tem alguma receita delí sem glúten/lactose? Compartilha com a gente nos comentários! 😉
No próximo post vou colocar uma receita salgada.

Testou alguma dessas receitas? Não deixe de compartilhar conosco com a hashtag #comemulherada! 😉

Olá mulherada! 🙂

Você sente algum incomodo ou dor durante ou após a corrida? Fazer crioterapia após o seu treino talvez te ajude. 😉

A crioterapia é um método terapêutico na qual partes do corpo são submetidas a baixas temperaturas com diversos objetivos, e um deles é recuperar a musculatura após uma prova ou um treino, principalmente de grande intensidade. Há ainda o objetivo de tratar lesões, mas aqui só iremos abordar a crioterapia para a recuperação muscular após a corrida, porque se você tem uma lesão, o melhor é seguir as recomendações do seu ortopedista, e também há tantas especificidades que só o médico mesmo para avaliar e te indicar o melhor tratamento. Se tem suspeita de estar lesionada (dor persistente mesmo sem correr, dor persistente por mais de três dias), nada de ficar testando coisas, vá ao ortopedista!

Então vamos lá… A crioterapia preventiva é para todas que correm e estão sentindo as pernas mais cansadas/pesadas (fadiga muscular) ou sentindo incômodos/dores que não são persistentes, aqueles que surgem por conta do aumento do volume, por ter feito um treino novo ou forte. Neste caso, a imersão no gelo diminui a tensão muscular, relaxando a musculatura, melhorando a circulação e aliviando as dores. Tudo de bom, né? Isso acontece porque o gelo provoca um efeito vasoconstritor, diminuindo o inchaço (edema), o metabolismo local e o impulso nervoso (que realiza e coordena a contração muscular e a sensibilidade), com isso ocorre a diminuição da dor. O banho de imersão recupera as microlesões musculares com muita rapidez, portanto, além de diminuir as dores, o corredor retoma o ritmo com mais facilidade, tem maior disposição para treinar no dia seguinte ou para a próxima prova. 😉

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Mas como fazer?

Você pode usar a imersão em água com gelo (no balde ou tonel, etc), bolsas de gelo (um saco com gelo dentro), bolsas de gel e compressas frias (uma toalha úmida com gelo dentro) na área dolorida. Em qualquer uma das formas você deve tomar cuidado para o frio não queimar a pele. Se você estiver com meias de compressão, você pode entrar no balde com elas, se não estiver, você pode envolver as pernas com plástico filme para proteger. Se usar bolsas de gelo e gel, é só colocar um papel filme ou um tecido fino entre a bolsa e sua pele para não se machucar.

Se optar pelo balde/tonel, movimente os pés/pernas durante a aplicação para que a água esteja em movimento e o gelo bem distribuído.

Qual a temperatura e por quanto tempo?

No caso dos banhos de imersão (água com gelo em balde/tonel) a água deve estar entre -1ºC e 5ºC e o banho deve durar entre 3 e 6 minutos, pois a área da aplicação é grande. Se antes dos 6 minutos você sentir dores, pare a terapia. O ideal é usar apenas uma vez por dia o banho de imersão.

Já quando você usa as bolsas de gelo, bolsas de gel ou compressa fria, elas devem estar abaixo de 10ºC e você deve deixar na área afetada entre 20 e 30 minutos. E estas você pode usar mais de uma vez por dia.

O ideal é você testar tempos diferentes e ver o que tem mais retorno. Eu, por exemplo, fico 20 minutos no balde de gelo (água do joelho pra baixo) e 10 minutos quando a água está acima do joelho. Bolsas de gel uso até o frio sumir ou o incomodo melhorar.

Tenho que tomar algum cuidado?

Sim! A crioterapia não pode ser feita na área do aparelho reprodutor ou perto de grandes vasos ou artérias. A crioterapia não deve ser usada quando há ferida aberta ou até mesmo em pessoas que possuam algum tipo de lesão nervosa, pois à uma grande diminuição da sensibilidade. Também deverá ser evitada em casos de: infecções de pele e gastrointestinais, sintomas agudos de trombose venosa profunda, ocorrência de doença sistêmica, em casos de tratamento radioterápico em andamento, para portadores de micoses e fungos, dentre outros.

Também não faça a crioterapia antes de correr, pois pode diminuir o controle motor, a flexibilidade e aumentar a rigidez articular. Com isso, o corredor pode perder desempenho e corre o risco de se lesionar.

Alguns especialistas condenam o banho de imersão, alegando que não há nenhuma evidência científica que comprove a eficácia deste procedimento. Afirmam que a reorganização muscular é necessária para a adaptação ao condicionamento físico e para o desenvolvimento da resistência e da força muscular; portanto, interromper este processo com o uso do gelo não seria adequado. Por isso é importante consultar seu treinador e seu ortopedista. O meu é super a favor e eu sinto muita diferença quando faço e quando não faço, inclusive fiz diversos testes antes de decidir falar sobre o assunto, e montei o post porque tem me ajudado muito com os treinos para a maratona. 😀

E você usa a crioterapia após os seus treinos?

P.S.: Se após fazer a crioterapia a dor persistir por mais de dois dias, vá ao médico. 😉

Fontes: O2 por minuto e  VitaFit