No final do ano passado, a Mari escreveu sobre o Villa Lobos, o parque queridinho da mulherada do CM (o treinão foi lá, lembram?). Hoje, eu vou falar sobre o Parque da Aclimação, local onde faço minhas corridinhas. 🙂

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Adquirido pela Prefeitura em 1939 e tombado em 1986 pelo Condephaat, o Parque da Aclimação, antigamente chamado de Jardim da Aclimação, foi sede do primeiro zoológico da cidade, no final do século 19, e chegou a acolher Maurício, um urso polar branco do pólo norte, o camelo Gzar, uma sucuri, um peixe elétrico do Amazonas e hienas africanas, segundo jornais da época. A idéia do zoo, criado em 1882, surgiu do médico, fazendeiro e político paulista Carlos Botelho, inspirado no Jardin D’Acclimatation, em Paris, na França.
Portal da Prefeitura e Turismo São Paulo

Localizado na área central da cidade de São Paulo, o Parque da Aclimação possui 112 mil m² de área verde, sendo sua vegetação composta por bosques implantados e áreas ajardinadas com espécies nativas e exóticas (destaque para o extenso eucaliptal). Também foram registrados cerca de 85 espécies de fauna, sendo 65 aves, 9 de borboletas, 6 de peixes, 3 de anfíbios, 65 de aves e muitos gatinhos fofos e lindos que se escondem nas moitas. ♥

avaliaçao_pqaclimação2Pérgola e o Comedouro, que chamo de self service dos passarinhos 

Além do grande lago, o parque possui: espelho d´água no Jardim Japonês; viveiro de animais; comedouros para pássaros (Recanto do Saci); viveiro de mudas com 108 m²; concha acústica; playgrounds infantis com espaço para piquenique; campo de futebol com arquibancada; campo de bocha; 7 mesas para jogos; 3 quiosques; aparelhos de ginástica; trilha de 136 metros, além das pistas de cooper e caminhada.

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Possui 6 entradas para o público (sendo uma delas, com fechamento às 18h, as outras às 20h e a principal às 22h); bicicletário para 15 vagas; vários bebedouros; 40 lixeiras; 49 bancos e 3 banheiros (super limpos, por sinal).
Particularmente gosto do Parque da Aclimação, pela sensação de acolhimento que ele dá. Talvez seja por causa da localização (a grande maioria que frequenta são moradores do bairro) e tranquilidade.
Já corri lá em diversos horários, desde cedinho até o horário de fechamento (22h). O fluxo das 18/19h é intenso e não colabora muito para treinos de tiro, você tem que ficar se desviando das pessoas. Nos fins de semana a mesma coisa, por isso prefiro treinar de tardezinha, pois o fluxo de pessoas é bem menor.

avaliaçao_pqaclimação4A diferença enooorme da pista. À esquerda um vídeo que fiz às 19h (desculpa a qualidade da imagem)

Durante a semana, dependendo do horário, você poderá assistir e até participar das aulas de Hatha Yoga e Radio Taissô (beeeem cedinho), se deparar com o treinamento da Policia Militar e Bombeiros (por volta das 9/10h), pessoas fazendo piquenique (nos fins de semana), crianças voltando da escola (cortando caminho pelo parque), idosos jogando nas mesinhas de dama/xadrez e assessorias esportivas (a maioria à noite). Com tantas opções de vista, minha corrida acaba ficando bem mais divertida. Tirando, é claro, a parte das crianças que às vezes ficam ziguezagueando ou andando em paralelo fazendo “muro” rs. Aí é atenção redobrada!

avaliaçao_pqaclimação6    Imagem: Prefeitura da Cidade de São Paulo

A pista principal de Cooper, possui 960 metros de extensão, com marcação a cada 100 metros, é plana e tem pouca variação na altimetria. O percurso é agradável, em volta do lago. É proibido andar de bike, patins e skate na pista, ponto positivo para os corredores. 🙂
Para quem quer fazer treinos de inclinação, o parque oferece outra pista, acima da principal, que é ótima! Você corre sossegado entre as árvores e ainda vê pelo caminho a trilha e um pessoal fazendo ginástica nas barras disponibilizadas ao redor.

Pra mim e para o marido (meu companheiro de corrida), a parte negativa está na falta de segurança nas redondezas.  Meu irmão já foi assaltado 2 vezes em ruas onde ficam as entradas. Também já presenciamos grupos de rapazes consumindo drogas “malocados” entre as árvores. 🙁
Devido à algumas reclamações de segurança e a presença constante de vendedores ambulantes em dias de maior circulação (nos fins de semana) o patrulhamento do Parque da Aclimação foi reforçado e está sendo realizado por meio de rondas diárias, com efetivo a pé, e rondas periódicas motorizadas. Além disso, o parque conta com uma viatura a postos nas imediações para quaisquer tipos de ocorrências. Realmente, achamos que recentemente houve  uma melhora com respeito à isso.

avaliaçao_pqaclimação6Imagens: Fotos Públicas 

Outro ponto negativo é o fechamento às 18h, de dois dos 3 banheiros do parque. Um deles concordo (por ficar em área mais afastada), mas o que fica localizado na pista principal também é fechado, deixando como única opção o da entrada.

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O parque não possui estacionamento, o que dificulta um pouco o acesso. Possui um espaço com vagas demarcadas próximo às entradas, mas não faz parte do parque. Algumas vezes (sempre à noite e nos finais de semana), notamos a presença de guardadores de carro (flanelinhas). A dica é: estacione nas ruas adjacentes.

Mesmo com esses “poréns”, o Parque da Aclimação é meu preferido (adoro o Villa Lobos, mas fica muito longe de casa). Não é à toa, que já foi escolhido por leitores da Veja-SP, o segundo melhor parque para correr em São Paulo (o VL foi o primeiro).
E concordo, pois lá tem tudo aquilo que preciso pra fazer um treino gostoso e tranquilo. Além da corrida, proporciona momentos de lazer e paz, como parar para sentar na grama e ver os gansos e carpas gigantes que aparecem na superfície do lago. ♥

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Não tem como falar de corrida e não lembrar a São Silvestre, que é uma das corridas mais tradicionais que acontecem no Brasil. Neste ano estarei lá, vamos ver como será. A organização espera 27,5 mil corredores, é muita gente.

No próximo dia 27, estreia o filme São Silvestre nos cinemas, eu fiquei bem curiosa para ver. É um documentário que registra as sensações e emoções da prova do ponto de vista do corredor. Na Revista de Cinema, do UOL, tem uma entrevista com a Lina Charmie, em um trecho ela conta sobre o desafio de fazer o documentário, já que eles tinham um dia para fazer isso, senão só no outro ano para gravar.

Veja abaixo o trailer do filme. Ano que vem venho contar o que achei do filme e minha experiência com a São Silvestre. (sim! estou ansiosa!)