Olá, mulherada! 🙂

Esses dias tava montando a minha lista de compras no supermercado e notei que em casa a gente consome pouco peixe, apesar de adorarmos. E não é só lá em casa que é assim, de acordo com dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em média, o brasileiro consome por ano cerca de 7 kg de peixe, quase metade dos 12 kg recomendados pela OMS – Organização Mundial da Saúde. E o peixe é tão bom pra nossa saúde, né? Os peixes têm baixo teor de gorduras saturadas, são fontes de proteína e ricos em vitaminas, minerais e ácidos graxos como o ômega 3, que auxilia no controle de níveis de triglicérides e colesterol, principalmente o LDL, considerado um colesterol ruim. E ainda é uma excelente opção para pratos leves e saudáveis. 🙂

 

Em casa um dos motivos da gente não consumir tanto é que eu sempre fico na dúvida de como comprar o peixe. Acabo optando pelos congelados, mas nem sempre encontro os que gostamos pra comprar. E na feira eu fico na dúvida de como comprar o peixe fresco. Mas a nutricionista da rede Hirota, Adriana Miyuki Koizumi, deu algumas dicas para facilitar pra gente na escolha! 🙂

Dicas para escolher o peixe

Para qualquer espécie de peixe fresco, é necessário seguir algumas recomendações que auxiliam na escolha do melhor e mais adequado produto para qualquer tipo de preparo.

  • É importante que o peixe esteja lavado e limpo, sem vestígios de areia, poeira, sabão qualquer outro tipo de material.
  • Não deve ter marcas de furos, cortes ou manchas que não sejam características da espécie.
  • As escamas precisam estar firmes e resistentes, além de parcialmente transparentes e brilhantes e a pele úmida e bem aderida ao peixe.
  • Os olhos devem estar brilhantes e salientes, sem a presença de pontos brancos no centro.
  • A membrana que reveste a guelra, conhecida como opérculo, tem que estar rígida e oferecer resistência a sua abertura. A parte interna deve estar brilhante e com os vasos sanguíneos cheios.
  • É importante checar as brânquias que devem apresentar coloração de rosa a vermelho intenso, estarem úmidas e brilhantes, com ausência ou discreta presença de muco (líquido pastoso).
  • Odor, sabor e cor devem ser característicos da espécie.
  • No varejo devem ser expostos dentro de câmaras refrigeradas ou sobre uma espessa camada de gelo.

A nutricionista ainda afirma que os peixes são opções altamente saudáveis e deveriam ser mais consumidos pelos brasileiros. “Cada 100g de peixe contém, em média, 93,7 calorias, 1,7g de gorduras, 19,6g de proteínas, 27mg de cálcio, 197mg de fósforo, 0,8 de ferro, e boas quantidades de ômega3, principalmente em peixes de aguas frias e profundas como salmão, atum e sardinha, além de vitaminas A, B2, B3 e E. Sem dúvida é um alimento que deveria ser consumido quase todos os dias, pois auxiliam na prevenção de diversas doenças”.

E ai, bora comer mais peixe?

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Não sei vocês, mas eu AMO comida japonesa. Sou completamente apaixonada e, se deixar, toda semana como nem que seja só um temaki, hahaha… Por outro lado, sempre fico em dúvida sobre o que escolher – e também é difícil se controlar nos rodízios, né? 😛

Para esclarecer quais são as opções mais saudáveis, a nutricionista Fúlvia Gomes Hazarabedian, da Bio Ritmo, listou alguns mitos e verdades sobre essas delícias (hummmm…) e ainda conta pra gente quais alimentos típicos da culinária oriental podem ser nossos aliados para perder aqueles quilinhos extras.

Comida japonesa não engorda
Mito. Não é porque a comida é natural e contém grande quantidade de peixes que ela não vai ter calorias em excesso. Alguns pratos têm até menos calorias que outros, mas se consumidos em grandes quantidades contribuem para o aumento de peso.

Sushi e temaki são ricos em cálcio
Verdade. Acontece que a alga que envolve os sushis e os temakis é rica em cálcio, e algumas ainda contam com uma dose de proteína e ferro.

Uma dieta baseada em sushi e sashimi faz bem à saúde
Mito. Ingerir sushi e sashimi no lugar de outros alimentos diariamente representa um risco à saúde, uma vez que eles são pobres em teor de ferro e outros minerais, além de possuírem poucas quantidades de fibras e vitaminas. Além disso, deve-se sempre manter a proporção correta entre os alimentos, dentro de uma alimentação equilibrada e uma dieta balanceada, recomendada por um nutricionista.

Evitando frituras, como o hot roll, a refeição fica equilibrada
Verdade. É sempre bom evitar frituras, no entanto, existe também uma tendência nas refeições japonesas, principalmente nos rodízios, de se ingerir poucas fibras, vitaminas e minerais. “A base da alimentação japonesa é arroz e peixes, sendo assim, a quantidade de vegetais consumidos, principalmente em rodízios, é bem inferior ao que seria saudável e equilibrado para uma refeição completa. Vegetais são fontes de fibras, vitaminas e minerais, e não podem ser esquecidos”, explica Fúlvia.

Posso consumir shoyo e outros molhos à vontade
Mito. É preciso atenção ao modo como esses molhos foram preparados; algumas opções, especialmente as industrializadas, possuem grande quantidade de sódio, adição de açúcar e glutamato monossódico. Tenha em mente que o shoyo tradicional, por exemplo, é mais aguado que as versões industrializadas, tem pouco sódio e não tem glutamato monossódico. Em dúvida, consuma com moderação.

Missoshiro é só uma sopinha, então posso tomar sem me preocupar
Mito. A base do Missoshiro é calórica e possui muito sódio, o que pode causar desequilíbrios e inchaço.

Comida japonesa previne o envelhecimento
Verdade. Graças ao ômega 3 – gordura “do bem” encontrada nos peixes que são utilizados no preparo dessas refeições, como o salmão e o atum –, quem consome a comida japonesa de maneira equilibrada consegue prevenir o envelhecimento precoce e ainda estimula a saúde do cérebro.

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Existem pratos equilibrados na culinária oriental, mas é preciso moderação e escolher com sabedoria. Se é difícil controlar o hashi no rodízio, que tal optar por um dos pratos do menu? Boas opções são os teppans, que possuem vegetais no vapor ou na chapa e são fonte de fibras, vitaminas e minerais. Eles também podem vir acompanhados por carne ou peixe, que são proteicos, e de arroz, o carboidrato, deixando o prato completo. Outra opção muito conhecida e também indicada pela Fúlvia é o temaki, que contém todos os grupos alimentares (carboidrato, proteína e fibras, além de vitaminas e minerais). Para evitar a gordura (e calorias!) em excesso, peça seu temaki sem cream cheese ou maionese.

Além dessas opções, anote alguns alimentos orientais que são grandes aliados na dieta:

  • Tofu: fonte proteica e de minerais, sem gordura e de boa digestão.
  • Edamame: baixo valor calórico, fonte de vitaminas e fibras.
  • Gengibre: termogênico natural e anti-inflamatório.
  • Shimeji e shitake: fonte de proteínas, fibras e minerais, sem gordura e de boa digestão.
  • Raiz forte: rica em fibras e antioxidantes, com baixas calorias e ainda melhora o sistema imunológico.

Ai, que delícia! Adoro todos, hahahaha… Alguém mais ficou com vontade de almoçar no “japa” hoje?! 😉

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