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Reebok Zpump Fusion 2.0, lançado no Brasil em março (Foto: Divulgação)

Quando você vai enfrentar diferentes terrenos (areia dura, areia fofa, terra batida, asfalto… inclusive com trechos com lama e água até os joelhos), qual tênis você escolhe? Essa foi a primeira pergunta que me veio à cabeça quando recebemos o convite da Reebok para participar da Maratona de Revezamento Bertioga–Maresias e, sendo minha estreia fora do ambiente urbano, estava apreensiva.

Então, algumas semanas antes da prova, a Reebok enviou para todas as meninas da nossa equipe o Zpump Fusion 2.0 – um tênis que, por acaso, eu já tinha! Foi esse o modelo que usei em outra prova que fiz na praia (mas na pista que acompanha a orla e não na areia), os 10k na Meia Maratona de Porto Seguro. A escolha me surpreendeu porque nunca teria passado pela minha cabeça que esse tênis, com seu design minimalista, pudesse ser uma boa escolha para uma prova off-road e mais “casca grossa”, sabe?

Já outras meninas da equipe, que estão acostumadas a correr provas trail, vibraram logo que receberam o tênis porque o modelo é muito leve. Não sei vocês, mas sempre achei que tênis pra esse tipo de terreno tinha que ser mais robusto e, pelo que percebi nos comentários do nosso grupo do WhatsApp, estava erradíssima: bom mesmo é tênis levinho, que não pesa e permite que você sinta o solo, para saber onde está pisando. Uma das meninas também treinou com ele na praia antes da prova e mandou uma mensagem toda empolgada contando que ele secava super rápido após o contato com o mar. Legal! 🙂

Enfim, chegou o dia do desafio! O meu trecho era o primeiro, de areia dura, e não achei que fosse molhar tanto meus pés. Só que na noite anterior choveu muito, ainda garoava quando eu larguei, e não teve jeito: fiz meus 10.8k com os pés molhando a todo instante –  em alguns trechos chegava a molhar até o calcanhar. E, impressionante, a água era drenada pelo calçado em um minuto. Lógico que minha meia ficou molhada, mas não tinha aquela sensação de pisar em uma esponja, o tênis nem barulho de água fazia. Ele também não “grudou” na areia molhada e corri com muita liberdade (nem percebi o tênis, pra dizer a verdade).

Mas, para essa resenha não virar uma historinha, hahahaha, vamos falar um pouco mais sobre a parte técnica do Reebok Zpump Fusion 2.0!

Beleza e Design

Atualmente, o Zpump Fusion 2.0 está disponível em nove cores, entre modelos femininos e masculinos, dos básicos cinza e preto aos coloridões e estampados. E outras três cores devem chegar nas lojas brasileiras ainda este semestre!

Cores disponíveis no Brasil: quatro opções femininas e cinco masculinas (Divulgação)

Cores disponíveis no Brasil: quatro opções femininas e cinco masculinas (Divulgação)

Achei o tênis uma graça, principalmente nos pés. O meu é o estampado em preto e branco com detalhes em rosa-forte. Acho lindo! Meu segundo favorito é o cinza clássico com um toque de rosa-chiclete. 🙂 As cores das versões masculinas também estão bem bonitas, não acharam? Só o cadarço que, na minha opinião, podia ser um tantinho mais curto, mas nada que chegue a atrapalhar.

Conforto

O principal destaque do Zpump Fusion, desde a sua primeira versão lançada no ano passado, é a tecnologia The Pump que permite um ajuste personalizado ao pé de cada corredor. Dentro do tênis tem uma câmara de ar que envolve os pés e você pode encher essa câmara com mais ou menos ar, de modo que o cabedal fica bem encaixado aos seus pés.

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Câmara de ar interna do Zpump Fusion 2.0 (Divulgação)

Mas como assim, enche a câmara de ar? É isso mesmo, esse botão preto em que está escrito The Pump é uma espécie de bomba de ar, que infla a câmara interna do tênis envolvendo sutilmente a parte de cima dos pés e o calcanhar.

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Aperte o botão The Pump para bombear o ar e encher a câmara, ajustando o tênis ao pé (Foto: Divulgação)

Se você sentir que está apertado, não tem problema: ao lado do botão The Pump tem um pequeno pino de metal. É só pressionar levemente que ele solta o ar aos poucos. Assim, você consegue regular a quantidade de ar para ficar o mais ajustado e confortável para os seus pés.

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Para soltar o ar, é só pressionar o pino ao lado do botão do Pump (Foto: Divulgação)

Além da câmara de ar, o tênis tem também a tecnologia Powerframe, para um ajuste ainda mais firme aos pés. É uma espécie de tela que envolve toda essa parte onde fica o cadarço: é só apertar mais ou menos os cadarços para ter ainda mais estabilidade e segurança.

Outro ponto forte no quesito conforto é o fato desse modelo ser totalmente sem costuras. Eu sempre usei com meias, mas acredito que quem gosta de correr sem também vai aprovar.

Única observação que faço em relação ao conforto é que, se você tem o peito do pé mais alto, é bom experimentar um número maior. Isso por que o cabedal é uma peça única e não tem língua, então você tem pouco espaço para deixar o tênis folgado. Vale mais comprar um que esteja um pouco maior e ajustar o cabedal usando o The Pump e os cadarços. 😉

Amortecimento

Nesta segunda versão, o amortecimento do solado do Zpump Fusion é feito com espuma ultracarbonatada reativa, para garantir maior velocidade. A estrutura do calçado também está mais leve e resistente em comparação à anterior.

Se o amortecimento não me impressionou, também não me decepcionou. Já falei várias vezes aqui que gosto de tênis com menos amortecimento, mais “pé no chão”, e esse modelo segue bem essa linha. Para quem está acostumado com tênis mais baixos, acredito que dá para correr até uma meia maratona com ele (o máximo que corri com esse tênis foram 12 km).

A estabilidade e a tração são ótimas, o que faz com esse modelo seja uma boa opção também para treinamento funcional.

Tecnologias

No vídeo de apresentação do modelo, dá para ter uma boa ideia das tecnologias que ele traz:

  • Cabedal: O cabedal Fusion Fit Sleeve é feito em mesh sem costuras, o que dá a sensação de leveza, trabalhando juntamente com a tecnologia The Pump, que proporciona ajuste perfeito ao pé, apoio e estabilidade na pisada.
  • Palmilha: Palmilha em PU moldada para melhor calçamento e conforto.
  • Entressola: Espuma EVA de densidade única com injeção de carbono para uma pisada leve, macia e com maior impulsão.
  • Sola: Com tecnologia ZRated, traz aplicações de borracha de alta abrasão CRTek em áreas de maior uso na frente e no calcanhar para aumentar a durabilidade do tênis e melhorar a tração.

Peso, Drop e Pisada

O tênis pesa cerca de 220 gramas no tamanho 36 e tem drop de 6 mm. É indicado para pisada neutra

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Custo x Benefício

O tênis tem preço sugerido de R$ 599,99, ou seja, não é dos mais baratos. Para quem vai usar apenas no asfalto, ele não chega a ser um concorrente tão forte diante de tantas outras opções que temos no mercado com amortecimento semelhante e preço mais competitivo. Já quem quer um tênis para encarar diferentes terrenos e não precisa de muito amortecimento, o investimento compensa. Não tenho nenhum outro modelo que seque tão rápido como esse, o que fez dele meu tênis oficial para correr nos dias de chuva! rs

Opinião Geral

Se no asfalto o Zpump Fusion 2.0 não me impressionou muito, na areia ele superou minhas expectativas! Fiquei surpresa com a versatilidade do modelo e acho que é uma excelente opção para quem está fazendo essa transição do asfalto para outros terrenos, mais “aventureiros”, em especial se você vai molhar muito os pés pelo percurso. 😉

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Pode parecer delicado, mas esse tênis aguenta o tranco! rs (Foto: Divulgação)

Como cada uma das meninas da nossa equipe correu um trecho diferente com o tênis, pedi para que elas mandassem suas impressões também:

marilia-mitieMarília (correu em areia dura, passando por um riacho com água até os joelhos, e no asfalto): “Achei que foi o tênis ideal para o Desafio Bertioga–Maresias. Seca rápido, é confortável e foi feito para todos os tipos de terreno, tanto praia como asfalto. Outro ponto forte do pisante é que a água ‘sai’ rápido. Para falar a verdade, não achei nenhum ponto negativo.”

lucia-ribeiroLúcia (correu em asfalto, terra e areia dura): “O tênis respondeu perfeitamente às condições que eu enfrentei no trecho 6. Não desviei de nada e ele respondeu à lama e às poças d’água iniciais. Posteriormente, aderiu tanto ao asfalto molhado na subida quanto ao asfalto molhado com pedras na descida. Respondeu bem à areia molhada e ao mar, pois não grudou. Apesar da chuva, poças e mar, em nenhum momento senti meus pés encharcados. Não tive bolhas nem dores após a corrida. Para mim, foi excelente.”

caren-pintoCaren (correu em asfalto, terra e areia dura): “O tênis superou minhas expectativas. Apesar da chuva, os pés não ficaram pesados, pois ele secava rapidamente, diferente de outros modelos. Também aderiu superbem ao solo, evitando derrapagens mesmo na pista molhada. Seu design minimalista ajudou a ganhar velocidade nas passadas e a pisar com o meio pé, evitando dores nas articulações e ossos. Além disso, facilitou a corrida nos trechos com subida, devido ao contato mais próximo do solo. Aprovadíssimo, principalmente para quem quer ganhar rapidez com estabilidade.”

karina-pintoKarina (correu em asfalto, com subidas e descidas íngremes, e areia fofa): “Usei o Reebok Zpump Fusion 2.0 no Revezamento Bertioga–Maresias e me surpreendi. O tênis é extremamente leve e me proporcionou muito conforto. Com o percurso que fiz, pude testá-lo em asfalto plano, subida, descida e areia fofa. Percebi que ele facilita na aterrissagem com o meio do pé e a maior diferença, na minha opinião, é a estabilidade na corrida. Fiz as descidas do percurso com total segurança. Já utilizei novamente em uma prova mais longa: Maratona do Rio, 21 km.”

Acho que deu para ter uma ideia bem completa de tudo que esse tênis pode fazer, não é mesmo? Se você tiver alguma pergunta que não foi respondida neste review, é só deixar nos comentários que tentaremos responder! 🙂

Preço sugerido: R$ 599,99
Peso: 220 gramas (tamanho 36)
Compre online: Netshoes | CentauroDafiti | Kanui

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Runners take off from the starting line for the Little Compton Road Race at the United Congregational Church Fair in Little Compton, Saturday. Photo by Bill Murphy.

Quem aqui gosta de largar lá na frente?

Um tempo atrás, fui convidada para participar de uma corrida por um dos principais patrocinadores da prova e a empresa, muito gentil, me colocou na “área vip” da largada. Sabe aquela primeira baia, coladinho com os corredores de elite? Então! Como só descobri na hora que poderia largar na frente, nem raciocinei muito e simplesmente fui para onde me indicaram. Aí, muita gente pode pensar: que ótimo, largar entre os primeiros e não ter que ficar ultrapassando as pessoas, lidar com paredões, só você e a pista…. Certo?

Errado!!!

Acontece que eu ainda tô longe de correr no pace “top da balada” rs… E sair com o primeiro grupo, cercada por pessoas que correm bem mais rápido do que eu, mais me atrapalhou do que me ajudou.

Primeiro porque, inconscientemente, comecei correndo mais rápido do que estou acostumada, empolgada pelo pelotão. Só que eu não consegui manter esse ritmo por muito tempo e, alguns quilômetros depois, precisei diminuir a velocidade. E olha, não foi diminuir drasticamente; foi simplesmente correr no ritmo a que estou acostumada.

Foi então que veio a surpresa: ao invés de me sentir confortável correndo no meu pace, comecei a me sentir pesada, cansada e lenta. Terrivelmente lenta! Parecia que eu estava me arrastando pela prova… E eu sabia que não estava lenta, estava no meu normal. Demorou um pouco para que a coisa toda encaixasse e fluísse.

Aqui em São Paulo, tem sido cada vez mais comum as provas dividirem os corredores em grupos por pace. Em alguns casos, o ponto em que você vai largar é definido pelo seu desempenho em provas anteriores da mesma organizadora; em outros, é calculado com base no que o próprio corredor informa no momento da inscrição. E tem um bom motivo para isso: quando feita em ondas, a largada fica, de fato, mais organizada. Com menos ultrapassagens, menos risco de alguém se lesionar, esbarrar ou mesmo derrubar outro corredor. No fim, todos correm melhor. Mesmo assim, cansei de ver pessoas reclamando por terem de largar mais atrás e cobiçando sair lá na frente, quando não tentam invadir o outro curral.

Se a minha experiência servir de alguma coisa, rs, recomendo que você avalie bem antes de fazer isso. Por mais tentador que seja largar entre os “vips”, acredite: não tem nada pior que sentir que você está correndo mal quando você está correndo no seu normal.

Como eu já tinha feito o mesmo percurso outras vezes, pude comparar meu desempenho e meu tempo baixou em relação às provas anteriores. O que é ótimo! Mas a verdade é que não foi uma corrida gostosa. Pelo contrário, foi uma corrida meio sofrida e nem o fato de eu ter melhorado meu tempo ajudou a tirar essa sensação.

Logo que saí da prova, conversei com meu treinador – o Eduardo Barbosa, da 4any1 Assessoria Esportiva – e ele não se surpreendeu nem um pouquinho com meu relato. Na verdade, disse que cometi um erro bastante comum entre os corredores. O puxão de orelha (no bom sentido!) veio na hora pelo WhatsApp: “Mesmo como convidada, você deveria ter ido no seu pace normal. Devemos sempre respeitar nosso ritmo”.

Lição aprendida! 😉

post_parceiros_4any1_2015