Olá, mulherada!

Estamos no outubro rosa, mês para nos conscientizarmos sobre o câncer de mama e nos prevenirmos. 😉 Você tem dúvidas sobre o câncer de mama? A Dra. Ana Beatriz Matos reuniu as dúvidas mais comuns e respondeu pra gente!

Mito: Câncer de mama dói. 

O câncer de mama precoce, em estágio inicial raramente é doloroso. Na maioria das vezes, a dor da mama é causada por uma condição não cancerosa, como alterações hormonais, dores musculares, uso de sutiã inadequado, tecido mamário fibrocístico ou cistos mamários.

Mito: Se eu encontrar um nódulo na mama provavelmente é câncer. 

Calma! A maioria dos nódulos ou alterações que as mulheres palpam no autoexame mamário não são câncer de mama. Geralmente são mudanças normais do tecido ou nódulos benignas. Contudo, certifique-se, consulte seu mastologista!

Mito: O uso de desodorantes propicia o surgimento de câncer de mama. 

Não há comprovação científica desta afirmação! Os desodorantes não atingem diretamente os tecidos mamários, sua ação é sobre a pele e glândulas sudoríparas. Desse modo, não é considerado um fator de risco para desenvolver câncer de mama.

Mito: Os homens não têm câncer de mama. 

Embora seja raro, os homens podem desenvolver câncer de mama. Homens com história familiar de câncer de mama devem conversar com seus médicos sobre seus riscos pessoais. Se você tem um parente do sexo masculino com câncer de mama, você deve conversar com seu próprio médico sobre o que isso significa para você, pois há maior risco  de desenvolvimento de câncer de mama. A consulta com geneticista é importante quando algum homem da família tem câncer de mama.

Mito: Os casos de câncer de mama estão do lado do meu pai, então eu não preciso me preocupar. 

Quando você nasce, você herda dois conjuntos de genes, um  vem de sua mãe e o outro conjunto vem de seu pai. Você tem a mesma chance de herdar um gene ou traço de qualquer lado da família. As histórias familiares de ambos, mãe e  pai são importantes.

Mito: Há história de câncer de mama em minha família, então obrigatoriamente eu terei câncer! 

É importante saber que a maioria dos cânceres de mama não são causados por um traço herdado e que nem todas as mulheres com história familiar de câncer de mama estão em maior risco para a doença.

O câncer de mama ocorre mais comumente após a menopausa, as mulheres na pós-menopausa que desenvolvem câncer de mama provavelmente não carregam um traço herdado, logo não passarão para seus descendentes.

Seu risco pessoal pode ser mais elevado se tiver mais de um parente diagnosticado com câncer de mama ou se um familiar teve câncer de mama com 50 anos ou menos. Portanto, é importante que você saiba o máximo possível sobre sua história familiar e compartilhe com seu médico.

Mito: Se eu tiver câncer de mama, vou precisar de uma mastectomia. 

O estágio do seu câncer, seu histórico médico pessoal e sua preferência pessoal determinarão o tipo de cirurgia adequada.

A cirurgia conservadora da mama é um tratamento cirúrgico eficaz para câncer de mama quando é possível a preservação da mama, principalmente em Câncer no estágio inicial. Este tratamento será complementado com a radioterapia, com a mesma eficácia da retirada completa da mama.

Muitos estudos têm demonstrado que a cirurgia conservadora tem os mesmos resultados de sobrevivência da mastectomia.

Mito: Se eu tiver câncer de mama, eu preciso de quimioterapia. 

A quimioterapia não é automaticamente incluída em um plano de tratamento do câncer de mama. Seu caso deve atender a critérios específicos para que seu médico recomende a quimioterapia.

Mito: A radioterapia fará com que meu cabelo caia. 

A radiação direcionada ao tecido mamário não causa perda de cabelo. A radiação terapêutica para a mama pode causar alterações locais, como escurecimento e espessamento da pele, bem como fadiga.

Mito: Eu tenho câncer de mama, meus filhos terão câncer de mama. 

Se você já parou de menstruar e não tem antecedentes familiares de câncer de mama, as chances de você ter um traço genético herdado e transmitir aos seus filhos são extremamente baixos.

Se você estiver em fase pré-menopausa (ainda tendo ciclos menstruais) e desenvolver câncer de mama, a probabilidade de você ter uma característica hereditária que aumentaria o risco de desenvolver câncer de mama pode ser maior. Contudo cada caso deve ser avaliado individualmente, o seu médico irá discutir estes riscos com você.

Mito: Há uma história de câncer de colo uterino em minha família, por isso tenho risco aumentado de câncer de mama. 

O câncer de colo de útero não está associado a traços genéticos que aumentam o risco de câncer de mama. Mas no caso de câncer de ovário, este pode aumentar o risco de câncer da mama. Portanto, você deve estar ciente do tipo específico de câncer ginecológico (“feminino”) de seu(s) parente(s)  e compartilhar essas informações com o seu médico.

A sua dúvida não foi respondida? Deixe nos comentários!

Ana Beatriz Matos é médica mastologista, ginecologista e obstetra. É titulada nas especialidades de ginecologia e obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e em mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia. Realizou também curso de aperfeiçoamento em Cirurgia Oncoplástica e Reconstrutora Mamária da Sociedade Brasileira de Mastologia. Atualmente, atende em consultório de ginecologia e mastologia na clínica Integrata – Centro de Referência em Saúde, em Perdizes. Atua também como médica assistente e preceptora da residência de mastologia do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e integra o corpo clínico do serviço de imaginologia mamária do laboratório Salomão e Zoppi. CRM 141-427 SP – Especialidades: Ginecologia e Obstetricia – RQE nº 61182 e Mastologia – RQE nº 61181.

 

Aqui em São Paulo, abrimos o Outubro Rosa com uma prova que já é tradição e chegou à sua 56ª edição em 2017: a Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC).

A prova aconteceu com um novo trajeto, dentro do Campo de Marte, na Zona Norte da cidade – um local em que eu nunca tinha corrido antes. Optei pelo percurso de 5k (também era possível correr 10k ou caminhar 3,5 km) e fui sem grandes objetivos para a prova, apenas participar de uma corrida nova para mim, em um lugar diferente e apoiando essa causa importantíssima!

Crédito: Camila Paradizo

A largada estava relativamente cheia (as inscrições esgotaram) e tomada por um clima bem bacana. A maior parte do percurso dos 5k foi dentro do próprio Campo de Marte, que tem ruas largas e bem arborizadas – e o melhor, para nós corredores, é que é tudo plano! Apesar de o dia anterior ter sido de muita chuva, o domingo amanheceu com um sol gostoso e não choveu!

Como esse é o tipo de prova que atrai muita gente que não tem experiência em corrida de rua e não está ali buscando performance, é normal ter que desviar dos caminhantes e, acreditem, até gente de jeans eu vi correndo (!!!), então eu não tinha pretensão nenhuma de tempo. Estava tão “de boa” que nem levei relógio e acabei deixando meu celular com meu marido porque esqueci de colocar minha faixa “porta-tudo” e o bolsa da minha saia era pequeno demais, hahahaha… 😛 Mas a vida é uma caixa de surpesas, e não é que rolou um RP nos 5k? 😀 Nem eu acreditei!

Logo no começo da prova, consegui abrir um espaço legal para correr e mantive um ritmo tranquilo, motivada pelos outros corredores. Essa é uma das vantagens de correr sem música, você acaba se concentrando mais no que acontece ao seu redor, sinto que corro mais atenta – mas isso só rola para mim em provas curtas; nas longas ainda preciso da minha musiquinha de companhia! 😉 Quando estava chegando ao final, a caminhada tinha acabado de começar e o pessoal fez a maior festa, dando aquele gás nos últimos metros. Muitos haviam escrito o nome de alguém especial no número de peito como uma homenagem, foi emocionante! 

Quando cruzei o pórtico da chegada, vi que tinha feito um tempo legal para mim, provavelmente meus melhores 5k de 2017. Quando chegou o SMS com o resultado oficial, fiquei muito feliz: não só foi meu melhor tempo em uma prova neste ano, como bati meu recorde pessoal nos 5k por 3 segundos! Pode parecer pouco, mas teve uma grande diferença. Naquela vez, eu estava treinando com esse objetivo em mente e dei tudo de mim. Já nessa prova, foi tão fluido e natural… Incrível como a experiência muda nossa percepção, né?

Com meu amor na largada e as queridas Ivonete e Michele no pós-prova

No pós-prova, aproveitei para conversar com algumas pessoas queridas que estavam por lá e tirar muitas fotos com essa medalha maravilhosa. Ah, e outra coisa que gostei bastante nesta corrida foi o kit, que veio com uma camiseta de algodão além da camiseta da prova, em material próprio para a prática esportiva. Olha só:

Este é o kit da #corridaIBCC que acontece amanhã em SP! Olha só o que veio nele: 📍 sacochila (achei bem bonitinha!); 📍 camiseta de poliamiada para usar na prova (baby look tamanho único); 📍 camiseta básica de algodão da @hering_oficial com o logo da #corridaecaminhadacontraocancerdemama na frente (no kit feminino, vem tamanho P unissex); 📍 cereal matinal @nestlenesfit (120 g); 📍 folhetos informativos sobre o câncer de mama, chip de tênis e número de peito. Adoro quando vem o nome do corredor no número de peito e esse ainda tem espaço para você dedicar a corrida a alguém especial! ❤ Gostaram do kit? Quem mais vai nessa prova amanhã? Comentem aqui embaixo! 😉👇 Beijo, Ju ♡ #corremulherada #outubrorosa

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Alguns dias depois da prova, também recebemos um kit especial da Nesfit com os produtos que eles ofereceram para degustação dos corredores do pós-prova e a camiseta da campanha O Câncer de Mama no Alvo da Moda, da Hering. Aliás, este mês todos os produtos da Nesfit estão com embalagens especiais do Outubro Rosa.

Essa é uma corrida que gostei muito de participar, especialmente pela causa super importante que ela apoia! Espero ano que vem poder correr essa prova novamente! 🙂

Obrigada, Life Marketing Esportivo, pelo convite.