Olá, mulherada!

Mês de outubro é mês de conscientização quanto ao câncer de mama, mês de outubro rosa. E trazemos diversas informações importantes para nos prevenirmos e cuidarmos da nossa saúde.

É sabido e notório que o excesso de peso e a obesidade prejudicam a saúde, já que doenças como diabetes, hipertensão arterial e doenças do coração como infarto do miocárdio podem surgir quando o ponteiro da balança sobe. Além destas doenças, a obesidade também tem impacto sobre o risco de desenvolvimento do câncer de mama, principalmente na pós-menopausa, quando as mulheres param de menstruar.

Na pós-menopausa, a gordura corporal é a principal fonte de hormônio feminino, o estrogênio. Quando há sobrepeso e obesidade, ocorre excesso na produção de estrogênio e este age diretamente nas mamas, o que pode ocasionar a multiplicação de células mamárias e induzir o desenvolvimento de câncer. O excesso de peso e a obesidade também podem provocar um estado de resistência à insulina e, consequentemente, diabetes, que é um fator que tem sido associado ao aumento do risco de câncer de mama.

Então, se a mulher estiver com sobrepeso ou obesidade, há maior chance de ela desenvolver câncer de mama. Em números, o que isso significa? Um risco de 1,5 a 2 vezes maior de desenvolvimento de câncer em comparação com as mulheres com  IMC normal. O benefício no emagrecimento e na prática regular de atividade física é a redução desse risco em 10% a 30%! Você não acha que vale a pena investir em uma vida mais saudável?

A corrida é um esporte que pode ser praticado ao ar livre, por praticamente todas as pessoas, não necessita de matrícula em uma academia, não apresenta um custo elevado – visto que você vai precisar de um bom par de tênis e roupas apropriadas ao exercício – e ainda tem um gasto calórico eficiente. 😉

Você pode iniciar com caminhadas diárias ou outro exercício de sua escolha: dança, natação, hidroginástica, luta… o que você preferir. É sempre importante lembrar que, antes de praticar qualquer atividade física, você deve consultar o seu médico e seguir todas as orientações!

Cuide da sua saúde, com alimentação balanceada, sono adequado, exercícios físicos, pois além dos benefícios de prevenir o câncer, também vai aumentar sua sensação de bem-estar e felicidade!

 

Ana Beatriz Matos é médica mastologista, ginecologista e obstetra. É titulada nas especialidades de ginecologia e obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e em mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia. Realizou também curso de aperfeiçoamento em Cirurgia Oncoplástica e Reconstrutora Mamária da Sociedade Brasileira de Mastologia. Atualmente, atende em consultório de ginecologia e mastologia na clínica Integrata – Centro de Referência em Saúde, em Perdizes. Atua também como médica assistente e preceptora da residência de mastologia do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e integra o corpo clínico do serviço de imaginologia mamária do laboratório Salomão e Zoppi. CRM 141-427 SP – Especialidades: Ginecologia e Obstetricia – RQE nº 61182 e Mastologia – RQE nº 61181.

 

Olá, mulherada!

Estamos no outubro rosa, mês para nos conscientizarmos sobre o câncer de mama e nos prevenirmos. 😉 Você tem dúvidas sobre o câncer de mama? A Dra. Ana Beatriz Matos reuniu as dúvidas mais comuns e respondeu pra gente!

Mito: Câncer de mama dói. 

O câncer de mama precoce, em estágio inicial raramente é doloroso. Na maioria das vezes, a dor da mama é causada por uma condição não cancerosa, como alterações hormonais, dores musculares, uso de sutiã inadequado, tecido mamário fibrocístico ou cistos mamários.

Mito: Se eu encontrar um nódulo na mama provavelmente é câncer. 

Calma! A maioria dos nódulos ou alterações que as mulheres palpam no autoexame mamário não são câncer de mama. Geralmente são mudanças normais do tecido ou nódulos benignas. Contudo, certifique-se, consulte seu mastologista!

Mito: O uso de desodorantes propicia o surgimento de câncer de mama. 

Não há comprovação científica desta afirmação! Os desodorantes não atingem diretamente os tecidos mamários, sua ação é sobre a pele e glândulas sudoríparas. Desse modo, não é considerado um fator de risco para desenvolver câncer de mama.

Mito: Os homens não têm câncer de mama. 

Embora seja raro, os homens podem desenvolver câncer de mama. Homens com história familiar de câncer de mama devem conversar com seus médicos sobre seus riscos pessoais. Se você tem um parente do sexo masculino com câncer de mama, você deve conversar com seu próprio médico sobre o que isso significa para você, pois há maior risco  de desenvolvimento de câncer de mama. A consulta com geneticista é importante quando algum homem da família tem câncer de mama.

Mito: Os casos de câncer de mama estão do lado do meu pai, então eu não preciso me preocupar. 

Quando você nasce, você herda dois conjuntos de genes, um  vem de sua mãe e o outro conjunto vem de seu pai. Você tem a mesma chance de herdar um gene ou traço de qualquer lado da família. As histórias familiares de ambos, mãe e  pai são importantes.

Mito: Há história de câncer de mama em minha família, então obrigatoriamente eu terei câncer! 

É importante saber que a maioria dos cânceres de mama não são causados por um traço herdado e que nem todas as mulheres com história familiar de câncer de mama estão em maior risco para a doença.

O câncer de mama ocorre mais comumente após a menopausa, as mulheres na pós-menopausa que desenvolvem câncer de mama provavelmente não carregam um traço herdado, logo não passarão para seus descendentes.

Seu risco pessoal pode ser mais elevado se tiver mais de um parente diagnosticado com câncer de mama ou se um familiar teve câncer de mama com 50 anos ou menos. Portanto, é importante que você saiba o máximo possível sobre sua história familiar e compartilhe com seu médico.

Mito: Se eu tiver câncer de mama, vou precisar de uma mastectomia. 

O estágio do seu câncer, seu histórico médico pessoal e sua preferência pessoal determinarão o tipo de cirurgia adequada.

A cirurgia conservadora da mama é um tratamento cirúrgico eficaz para câncer de mama quando é possível a preservação da mama, principalmente em Câncer no estágio inicial. Este tratamento será complementado com a radioterapia, com a mesma eficácia da retirada completa da mama.

Muitos estudos têm demonstrado que a cirurgia conservadora tem os mesmos resultados de sobrevivência da mastectomia.

Mito: Se eu tiver câncer de mama, eu preciso de quimioterapia. 

A quimioterapia não é automaticamente incluída em um plano de tratamento do câncer de mama. Seu caso deve atender a critérios específicos para que seu médico recomende a quimioterapia.

Mito: A radioterapia fará com que meu cabelo caia. 

A radiação direcionada ao tecido mamário não causa perda de cabelo. A radiação terapêutica para a mama pode causar alterações locais, como escurecimento e espessamento da pele, bem como fadiga.

Mito: Eu tenho câncer de mama, meus filhos terão câncer de mama. 

Se você já parou de menstruar e não tem antecedentes familiares de câncer de mama, as chances de você ter um traço genético herdado e transmitir aos seus filhos são extremamente baixos.

Se você estiver em fase pré-menopausa (ainda tendo ciclos menstruais) e desenvolver câncer de mama, a probabilidade de você ter uma característica hereditária que aumentaria o risco de desenvolver câncer de mama pode ser maior. Contudo cada caso deve ser avaliado individualmente, o seu médico irá discutir estes riscos com você.

Mito: Há uma história de câncer de colo uterino em minha família, por isso tenho risco aumentado de câncer de mama. 

O câncer de colo de útero não está associado a traços genéticos que aumentam o risco de câncer de mama. Mas no caso de câncer de ovário, este pode aumentar o risco de câncer da mama. Portanto, você deve estar ciente do tipo específico de câncer ginecológico (“feminino”) de seu(s) parente(s)  e compartilhar essas informações com o seu médico.

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Ana Beatriz Matos é médica mastologista, ginecologista e obstetra. É titulada nas especialidades de ginecologia e obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e em mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia. Realizou também curso de aperfeiçoamento em Cirurgia Oncoplástica e Reconstrutora Mamária da Sociedade Brasileira de Mastologia. Atualmente, atende em consultório de ginecologia e mastologia na clínica Integrata – Centro de Referência em Saúde, em Perdizes. Atua também como médica assistente e preceptora da residência de mastologia do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e integra o corpo clínico do serviço de imaginologia mamária do laboratório Salomão e Zoppi. CRM 141-427 SP – Especialidades: Ginecologia e Obstetricia – RQE nº 61182 e Mastologia – RQE nº 61181.