Hoje temos a honra de trazer mais um relato de uma leitora querida, a Dani Romeu

Muitos sonham em correr na Disney, mas a Dani levou esse sonho a outro patamar e se preparou com muita dedicação para encarar o Desafio do Sapatinho de Cristal em 2017, que combina duas provas, uma de 10k e outra de 21k com o tema das Princesas. Incrível, né? Claro que pedimos para ela contar todos os detalhes pra gente! Vem se inspirar com esse relato lindo! 🙂

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Dani na Meia Maratona das Princesas na Disney

Acho que, para começar a contar para vocês sobre como foi correr o Desafio do Sapatinho de Cristal, vale a pena começar contando que, basicamente, eu comecei a correr por causa da Disney Magical Run. Não só foi a minha primeira prova como também foi o momento em que me apaixonei pela corrida, isso em 2013. Quando ouvi falar que era possível correr na Disney e que existia uma prova das Princesas, em 2014, não foi nada difícil essa virar minha prova dos sonhos de corredora.

Fazer a inscrição para essa prova já faz parte da primeira grande ansiedade! As inscrições abrem, em média, 10 meses antes da corrida e, como é uma das provas mais concorridas pra se inscrever para correr na Disney, você tem que usar todas as suas técnicas de corredor ninja da web, com a hora e dias marcados e o dedo no refresh. Eu me inscrevi em duas provas, para o Princess 5K e o Slipper Glass Challenge, que é correr os percursos de 10K e 21K, um dia seguido do outro. Confesso que passei a semana inteira olhando no site da Run Disney conferindo a inscrição, sem acreditar que eu realmente iria pra Princess Half Marathon Weekend.

Além de longos meses de espera e organização, com documentos e planejamento de viagem – porque, obviamente, eu queria ir também em todos os parques –, haviam muitos treinos pela frente. Estava apavorada com a ideia de correr 36K em 3 dias, coisa que eu jamais tinha feito, e incluir parques entre as corridas, impensável para a minha humilde vida de corredora.

Os treinos vieram e o volume aumentou muito, eu corria de 4 a 5 vezes na semana e ainda no nosso verão. Ok, parece uma ideia péssima (enquanto treinava, pensei mil vezes “quem treina para uma prova durante o verão?!”), mas exatamente por treinarmos em um ambiente tão difícil, as provas se tornam perfeitas pra nós, uma vez que ainda é inverno em Orlando.

Já lá na Disney, eu estava bem preocupada com a questão do cansaço. No dia da retirada do kit, decidi me dedicar somente à Expo, que sempre ouvi falar que é gigante – e sim, é verdade. Cheguei no meio da tarde e peguei os números de peito e as camisetas sem enfrentar filas. Para retirar os números de peito, você precisa ter impresso um Waiver, que nada mais é que uma autorização (eu já levei comigo, mas você consegue imprimir lá também), e apresentar um documento. Primeiro, você pega o BIB number e depois as camisetas com um saco, utilizado como guarda-volumes no dia da prova. E pronto, você está liberado para gastar, ops, curtir a expo.

Vale muito a pena a loja oficial da Run Disney, que tem todo tipo de produto das provas, mas as coisas não são tão baratas como somos acostumados a achar… Então, se você não quer gastar, você só vai sofrer. 😛 Uma das coisas que eu mais achei interessante foi a possibilidade de poder se inscrever com antecendência para a corrida do próximo ano, que tenha certeza que você vai querer.

As provas começam realmente cedo, por volta das 5 da manhã, e a melhor opção é se hospedar em um dos hotéis da Disney. Claro que, além de toda a magia que envolve os hotéis, alguns fazem parte “do evento”, então de dentro do hotel saem ônibus de 5 em 5 minutos – pelo menos, essa foi a média do meu hotel – que te levam tanto para a Expo quanto para a largada. É de uma facilidade incrível! Tem muito trânsito no dia da prova para entrar no Complexo Disney, eles mesmos pedem pra se programar e evitar carros, o que pra quem fica fora é realmente difícil. Muitas ruas são bloqueadas e eles criam um sistema de passagem preferencial para os ônibus. Outra coisa que eu gostei muito foi não ter que levar nada pra prova, somente o necessário pra correr. A chave do hotel era o meu Magic Band, que é uma pulseira de acesso para quem fica hospedado na Disney. O resto foi tudo comigo e não precisei me preocupar em deixar coisas no guarda-volumes e nem em passar na fila de inspeção para quem estava com mochila.

Acordar às 3 horas da manhã é, com certeza, a parte mais difícil, até mais que as corridas em si. Você tem que estar no seu curral pelo menos 30 minutos antes da largada. Não dá para entrar em qualquer curral e eles fecham antes da largada, ninguém entra mais depois de fechado e você só pode se posicionar em um curral depois daquele que foi designado para você, nunca antes. O que vale a pena ficar de olho também são as filas do banheiro, elas são enormes! E não é por falta de banheiro, porque tem muitos. Um outro ponto legal de se chegar cedo é poder tirar foto com as princesas. Você pode tirar antes ou depois, mas antes pelo menos você ainda está bonitinha.

E por falar em bonitinha, essa é a prova que, literalmente, você pode “Let It Go” e se jogar na fantasia! TODO mundo corre fantasiado, homens vestidos de princesas, famílias vestidas como personagens diferentes de um mesmo filme, casais combinando… Não tem nada que você pense que é muito elaborado que você não vá encontrar. Eu me vesti de personagens de A Bela e a Fera, que era a princesa tema desse ano e a minha princesa preferida.

Dani fantasiada de Bela

Agora a melhor parte, a corrida!

As provas de 5K e 10K largaram do mesmo ponto ao lado da Arena, o que foi bem simples. Já a Meia Maratona largou de um lugar bem longe, quase 1K depois da arena, e tinha MUITA gente. Fui pega super de surpresa porque tive que andar com milhares de pessoas por uma estradinha escura e não esperava esse tanto de gente. Eu estava alocada no curral F, que era bem na frente –acredita tem até o curral P?! Demorei um tempinho na arena e cheguei bem em cima da hora de fechar o meu curral. Todas as largadas têm contagem regressiva e fogos de artifício, é muito engraçado porque você se sente como a pessoal mais especial do mundo.

Logo no começo das provas, você já vê personagens e pode parar pra tirar foto com todos, só que alguns você vai enfrentar uma boa fila. Se tempo não é o seu alvo, eu pararia em todos porque tem muitos personagens que você não encontra no parque, como Rainha Má, Malévola, Dunga, os Príncipes, os Piratas do Caribe… e não é só o personagem, tem todo um cenário com música e efeitos especiais. O divertido é que você não sabe com quem vai encontrar, então você fica tentando adivinhar.

Além dos personagens, tem vários pontos com DJ e voluntários em torno do percurso. Pensa nas pessoas mais fofas: são os voluntários! E tem também uma galeratorcendo por você, que estão com a família ou hospedados nos hotéis. Sempre vai ter alguém pra te animar e te empurrar pro final, que eu realmente confesso foi uma das coisas que mais gostei.

Nos 5K e 10K, você corre dentro do Epcot. Já é muito emocionante ouvir as músicas tema dos filmes e correr lá dentro, parece que você está sozinha em um sonho, mas na Meia Maratona é ainda mais, porque você corre até o parque do Magic Kingdom e não existe nada mais emocionante do que virar a Main Street USA e dar de cara com o Castelo da Cinderela! Eu não sei como conseguir correr ali, pareciam que todas as fichas tinham caído ao mesmo tempo.

Dani com suas medalhas e o famoso Castelo da Cinderela!

A prova é muito bem organizada, com vários pontos de água,  banheiros e postos médicos pelo caminho. Não tem como passar aperto – eu sei porque precisei de banheiro! O percurso é basicamente plano, com algumas subidas inclusas, de pontes e túneis. Existe também muitos pontos de bebidas para reposição de sais minerais e de gel de carboidrato. O que eu achei fantástico é que eles gritavam o sabor do gel pra você escolher. Quem vai pensar nisso nessa hora?!

A chegada é incrível, principalmente da Meia Maratona! Você é recepcionado pelos personagens. Quer sonho maior do que fazer “High 5” com o Pateta antes de cruzar a linha de chegada?!?! Logo após a chegada, você encontra uma tenda enorme de autoatendimento onde você pode fazer gelo, o que eu achei a coisa mais linda do mundo. Logo que você entra, já vêm alguns paramédicos saber se você está bem e fazendo mil perguntas, achei muito atencioso. A entrega da medalha é feita pelos voluntários, apenas para a medalha do desafio você tem que passar por uma tenda e checar o seu número de peito primeiro. Tudo super confirmado!

Depois da corrida, não tem nenhuma atividade na Arena, somente as Princesas para tirar foto. Você já pode pegar o seu ônibus e voltar pro seu hotel e descansar, ou ser maluca como eu e ir curtir os parques. Por falar nisso, foi cansativo sim, mas valeu cada passo dado!

Agora, depois disso tudo, minha conclusão: foi a melhor prova da minha vida! O sonho se dividiu e virou muitos agora, foi simplesmente mágico. Pra não dizer que estou mentindo, fui para mais um desafio: correr o Never Land 5K e o Pixie Dust Challenge agora em Maio na Califórnia! Com essa prova, vou cumprir o desafio do Coast to Coast, que é fazer uma Meia Maratona ou Maratona na Disneyland e outra na Walt Disney World no mesmo ano.

Com certeza não será a última vez que vocês vão me ver correndo na terra do Mickey! 

Dani faz high-five com o Pateta na chegada da prova!

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Olá mulherada!

A Flavia já apareceu aqui no Corre Mulherada algumas vezes, uma contando sobre sua história na corrida e outra como é correr no frio. Hoje, ela nos conta sobre sua trajetória na meia maratona, distância que é a sua preferida!

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“Posso dizer que eu corro há uns 10 anos.

Tudo começou aos poucos, claro. De tímidos passinhos na esteira da academia, para um jogging mais ousadinho, até as corridas de 5km, depois de 10, 15 e 21km, muita coisa aconteceu.

Corri minha primeira meia-maratona há 2 anos. Antes dela, tinha corrido uma única vez 15km – e antes desses 15, eu tinha algumas corridas de 10km no currículo. O treino semanal não seguia disciplina alguma, e eu corria basicamente 5-7km cerca de 2 vezes por semana.

Meus tempos não eram nada impressionantes: eu fazia 5km em cerca de 32 minutos, às vezes até mais; 10km eram sempre por volta de 1h05m, e minha corrida de 15km antes da primeira meia-maratona tinha durado 1h41m.

Então há dois anos aconteceu minha primeira meia-maratona. Eu dei conta! Não caminhei, não parei, e cruzei a linha de chegada após 2h23m. Depois de 15km eu já estava em frangalhos. Foi uma luta suada, e eu posso dizer que venci. A atmosfera nas ruas de Copenhague era ótima e muito favorável, com torcedores e entretenimento ao longo de todo o percurso. Mas eu diminuí e em muito a minha velocidade à medida em que as minhas forças foram se esvaindo. De uma média de 6m30s por quilômetro, eu encerrei a corrida fazendo quase 8m por quilômetro.

Isso sem mencionar as dores pelo corpo todo depois da corrida. Se eu me sentasse, mal conseguia me levantar, de tanta dor na coluna e nas pernas.

Cerca de 6 meses depois dessa experiência, veio minha segunda meia. A diferença dessa para a primeira foi que eu agora já sabia o que esperar. Sabia o que vinha pela frente depois dos primeiros 15km. Não treinei de forma disciplinada, mas já vinha acumulando mais quilômetros por semana desde a primeira vez, e esse fato combinado com um lindo percurso me ajudaram a diminuir meu tempo e fechar a prova em 2h19m.

Mais seis meses e lá veio minha terceira meia. Minha meta era terminar em 2h15m, mas mais uma vez, não treinei para isso, e depois dos 15km tive que diminuir meu ritmo consideravelmente, e terminei a corrida em 2h18m.

Isso foi há exatamente um ano. Eu estava com 10kg a mais, e decidi que tentaria de novo em 6 meses (maio desse ano) – e que dessa vez certamente conseguiria terminar em 2h15m!

Comecei a treinar sério – era setembro de 2015. Assumi um compromisso de verdade comigo mesma, e juro que meu peso não entrou no contrato. Eu só queria ser mais rápida. Eu queria atingir minha meta. Eu queria me orgulhar de mim mesma. Eu queria vencer um desafio.

Os treinos incluíam correr pelo menos 3 vezes na semana. Uma corrida curta, uma mais longa no meio da semana e nos findis uma corrida longa. No início, corrida longa para mim era 10km. Eu começava na terça feira por exemplo, com 5km, depois 7-8km na quinta, e no sábado 10km.

Isso significava correr em qualquer situação climática! A partir de outubro as noites já eram super escuras, e em dezembro não apenas escuras, mas geladas. Eu não tinha escolha. Eu trabalho durante o dia, busco os filhos na creche/escola, não tenho empregada ou babá. Só posso sair pra correr quando eles já estão na cama. É correr ou correr.

Muitas vezes só conseguia sair pra correr às 9 da noite…. voltava cansada, gelada, às vezes molhada da chuva ou neve. Em muitos trechos o breu era tão grande que eu tinha medo de pisar num buraco (já resolvi esse ‘problema’ e comprei uma lanterninha de corrida, que a gente usa na testa).

Os meses foram passando e eu comecei a ver a recompensa do treino : as pessoas comecaram a notar, antes de mim mesma, que eu estava perdendo peso! Os elogios foram chovendo na minha horta. Isso me dava ainda mais motivação pra sair de noite pra correr, quando o cansaço e muitas vezes a preguiça mesmo, quase venciam.

Em maio de 2016 chegou a meia-maratona que mudaria a minha história! Eu estava correndo sempre entre 17-19 km aos fins de semana, e no último teste tinha feito 19km em cerca de 1h55m. Eu confiava que, se me dedicasse e encarasse como desafio, ia me superar e terminar a corrida em 2 horas! Não 2h15m como era meu plano inicial – mas em 2 horas! Parecia surreal – mas não era mais um sonho distante!

O dia da corrida chegou e estava perfeito… fui com uma colega do trabalho. A temperatura estava em torno de 15 graus e o céu estava meio nublado, mas o sol aparecia às vezes. Quando comecei a correr, me veio um misto de emoção, medo, apreensão, tudo aquilo que só quem corre sabe explicar 🙂 Me juntei aos pacers de 2h05m e lá fomos nós.

Pra mim, os 3-4 primeiros quilômetros são sempre os mais difíceis. O corpo ainda está frio, o pulso aumenta de uma vez, e você começa a suar. Por volta dos 5km o corpo já entrou num ritmo gostoso, você já encontrou seu passo, o corpo está aquecido, daí é mais ou menos colocar no piloto automático.

Eu senti logo nos primeiros quilômetros, que eu estava desenvolvendo uma velocidade interessante, e que eu conseguiria manter ao longo de toda a corrida. Mas não demorou muito e eu senti que o ritmo estava lento, e que eu certamente conseguiria dar uma acelerada. Saí ultrapassando outros corredores, uma delícia de sensação, e melhor ainda, deixei os pacers de 2h05m pra trás.

Fui vendo as placas anunciando a distância já percorrida: 5km….. 10km…. 15km. Hora da verdade. Era ali que anteriormente eu tinha sentido o peso da quilometragem me forçar a diminuir o ritmo. Mas não dessa vez! Continuei no meu ritmo constante, e segui em frente!

18, 19km. Um jato de adrenalina inundou meu coração e eu senti que poderia dar uma acelerada até o fim. Faltando 100 metros pra linha de chegada peguei uma garrafinha de água com alguém da organização e joguei na cabeça, tomei um banho que lavou a minha alma. Eu sabia que estaria quebrando meu recorde pessoal em 100 metros.

flavia-meia-maratona

Quando cruzei a linha de chegada, fui recebida pelo meu marido – que me fez uma surpresa, eu não sabia que ele estaria ali – e a minha amiga que foi comigo (e acabou antes de mim). Ali me entreguei ao cansaço e à euforia, e corri pra entrar no app da organização e descobrir meu tempo oficial!

Quando ele finalmente ficou disponível, mal pude me conter – tempo oficial: 2h00m49s!!!!!

Era muito melhor do que eu tinha imaginado. Aqueles 49 segundinhos quase me irritaram, mas gente – eu tinha melhorado 18 minutos em 6 meses! 18 minutos e 10 quilos a menos no meu currículo!

Agora o sonho e o próximo objetivo já estavam claros e muito palpáveis – mais 6 meses de treino e disciplina, e eu terminaria a próxima meia-maratona de Copenhague, em setembro de 2016, abaixo de 2 horas.

Segui treinando pela primavera e pelo verão europeu. Eu sabia que seria difícil. Que eu teria que correr no meu limite. Que uma coisa era manter o ritmo acelerado durante 5km…. outra bem diferente, era me manter abaixo de 5m40s por quilômetro durante todos os 21,1km da corrida.

O dia da meia chegou e lá fui eu! A meia mais animada e bem organizada de que já participei ou ouvi falar! Clima de festa e 22 mil corredores se aquecendo, familiares, amigos e demais entusiastas com buzinas, confetti, faixas, enfim. Muita música animada, e lá vamos nós!

Fui seguindo os pacers de 2h00m pelos primeiros 11 quilômetros. Passamos por diversas zonas de diferentes músicas: banda de rock, dj’s, trio elétrico (de música eletrônica rs), coral, até samba. De repente uma visão que me encheu de adrenalina e energia… uma pessoa da torcida agitando a bandeira brasileira! Era como se eu tivesse precisando daquela motivação. Respirei fundo, dei tchau pros pacers de 2 horas e disparei na frente deles.

Vez ou outra eu dava uma olhadinha, pra confirmar que os balõezinhos amarelos dos pacers tinha realmente ficado pra trás. Eu sentia que estava dando o melhor de mim naquela corrida, e que eu teria forças pra manter o ritmo até o fim. Isso não significava que seria menos extenuante. Eu estava cansada. Mas determinada!

Quando avistei a placa sinalizando 21km, me emocionei e não quis nem saber o que os outros poderiam pensar. Comecei a gritar: Linha de chegada! Tá chegando! Minha respiração estava tão ofegante que uma mulher um pouco à minha frente se virou pra mim e disse: Você consegue! Vamos lá! Tive a maior vontade de abraçá-la, mas acho que ela teria achado estranho 😝

Quando cruzei a linha de chegada, com os braços pra cima que nem jogador de futebol, só pensava em beber muita água e receber minha medalha. Eu nem pensava em conferir meu tempo oficial, porque eu sabia que tinha quebrado meu record.

Quando encontrei meu marido (que também participou da corrida), foi ele que me deu a notícia: 1h58m52s.

Próxima parada: Maratona Nice-Cannes em Novembro 😊”

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