O fim de semana foi especial para nós: todas tivemos a oportunidade de levar a família para correr em diferentes provas na cidade de São Paulo!  

A Mari e a Aline levaram as crianças para curtir a Corrida Pão de Açúcar Kids no sábado (16.09). No domingo (17), foi a vez da Ju participar da etapa Primavera do Circuito das Estações ao lado da sua mãe. Vem ver como foi!

21ª Corrida Pão de Açúcar Kids

Por Mari Frioli

Dia de sol, tudo perfeito pra garotada se divertir. A retirada de kits como sempre foi super bem organizada e rápida. Retirei no mesmo dia da prova, o que acho sempre super prático.

Para a corrida, estava tudo bem sinalizado e as largadas estavam pontuais. Achei este ano mais organizado do que nos anos anteriores, a única coisa que achei complicado é que ao entregar a criança (Dudu já tem 5 anos e corre sozinho) não explicavam onde deveríamos esperar. Por ter ido em outras edições, eu já sabia que teria que dar toda uma volta, por isso, assim que o deixei, já fui direto pro outro lado pra vê-lo correr e pegá-lo na saída. Se eu não soubesse disso, teria perdido a largada ou ele teria que ficar me esperando na saída, enquanto eu andava até lá.

O kit pré-prova (camiseta, mochila, lanchinho) e o pós-prova (mais lanchinhos e até uma toalha de piquenique – que foi super bem aproveitada pelos pais, o dia estava lindo e a grama era convidativa) estavam ótimos. 🙂

Os pontos negativos deste ano, na minha opinião, foram a medalha (em outras edições já foi bem mais bonita) e o estacionamento no ginásio do Ibirapuera (50 reais e absurdamente cheio). Quem optou por estacionar na rua, viu muitos franelinhas.

Melissa, Alice e Dudu com suas medalhas e lanchinhos! (Arquivo pessoal)

No Ginásio, havia muitas atrações e até uma corrida de obstáculos pra criançada gastar a energia e se divertir enquanto esperavam sua prova começar, o que é bacana para quem tem mais de um filho. Assim, aquele que já correu pode se divertir enquanto espera a largada do outro. 🙂

Obrigada, Pão de Açúcar, pelo convite. A criançada adorou! 😀

Circuito das Estações 2017 – Etapa Primavera

Por Ju Vargas

Eu adoro participar do Circuito das Estações, mas este ano ainda não tinha conseguido participar de nenhuma etapa porque sempre coincidia com outros compromissos… Aí, quando vi que a camiseta da etapa Primavera seria nesse lilás lindoooo, aproveitei para convencer minha mãe a participar da prova de 5 km comigo. 😉 Sim, totalmente usei o kit como uma “arma” para convencê-la! Quem nunca?! rs

Mamãe e eu com nossas medalhas! (Arquivo pessoal)

Essa foi a segunda prova da minha mãe; a primeira foi o Circuito Lótus em 2015, mas infelizmente ela lesionou o pé pouco depois e teve que parar de correr até se recuperar totalmente. Ela só conseguiu retomar os treinos este ano e achei que uma provinha era a motivação que faltava para ela se desafiar novamente na corrida de rua. 😛

Nesta etapa, era possível escolher três distâncias: além dos 5k, também haviam percursos de 10k e 21k. Quem correu as distâncias maiores largou cedinho, às 6h30. Já quem correu os 5k, como eu, só foi largar às 8h00. Achei interessante essa inversão, e com o intervalo grande as duas largadas, não vi nenhum tumulto na chegada com corredores velozes dos 10k tentando ultrapassar os dos 5k. Achei que ficou bem organizado dessa forma. A retirada do kit (no Shopping West Plaza) e do chip (na arena) também foram tranquilas.

A medalha desta etapa. Gostaram? (Divulgação/Ativo)

Foi uma experiência muito boa, como disse, essa é uma das minhas provas favoritas e espero voltar no Verão – dessa vez, para tentar fechar 2017 com o meu melhor tempo nos 5k! 😉

Em entrevistas de emprego, era comum vir aquela perguntinha sobre “qual é o seu maior defeito” e mais comum ainda era o candidato responder sem hesitação: perfeccionismo. Tão comum que virou até piada, né? 😛

Um funcionário perfeccionista pode ser visto como aquele que é atento ao detalhe, incansável em seu trabalho e que não vai medir esforços para entregar o que lhe foi pedido. Quase nem é um defeito! Hahaha… Mas tem um lado desse tal perfeccionismo que ninguém fala: muitas vezes, ele nos paralisa. O medo de errar, de não sermos perfeitos, pode nos impedir de arriscar uma nova direção e tentar coisas diferentes.

Como começar a correr, por exemplo. 😉

Certa vez, li uma entrevista da Sheryl Sandberg, que é uma das top executivas do Facebook, falando que seu mantra é “melhor feito do que perfeito”. Esse conceito, aliás, está na cultura do Facebook, em que errar faz parte do aprendizado e do caminho para a inovação. Não significa fazer as coisas de qualquer jeito, pelo contrário! É sobre não ir para o outro extremo dessa ponta, e entender que é melhor você fazer alguma coisa do que não fazer nada, mesmo que ainda não seja MASTER-BLASTER-INCRÍVEL-IMPECÁVEL.

Anos atrás, escrevi um post (aqui) falando sobre como o esporte me ajudou a aceitar que, por mais que eu me esforce, não tem como eu ser a melhor em tudo o que não quer dizer que o que eu tenho a oferecer é tão ruim que eu nem deveria começar. Desde então, tenho procurado aceitar que nem tudo precisa ser perfeito para valer a pena. E é justamente aqui que a corrida mais me ajuda: a entender que posso não ser a mais rápidaposso não conseguir treinar na frequência que gostariaposso não estar no peso que acho mais adequado, mas nada disso é motivo para deixar de correr, já que isso me faz tão bem. 🙂

A verdade é que, por mais que a gente idealize um caminho para realizar nossos objetivos, nem sempre ele vai bater com aquilo que podemos fazer agora, com os recursos que temos em mãos hoje. Protelar com a desculpa de que “depois poderei fazer melhor” é tentador e parece até sábio, mas nem sempre é uma boa ideia. Por quê? Porque imprevistos acontecem e esse momento ideal pode nunca chegar.

Don’t quit, do it! Não desista, faça!

De novo, não significa fazer as coisas de qualquer jeito, mas não deixar que esse perfeccionismo, tão valorizado pela sociedade, vire um problema e acabe sabotando os seus planos!

Todo mundo precisa começar de algum lugar, e esse ponto inicial pode estar longe do que você considera o ideal. Não vou mentir: vencer essa barreira vai ser difícil. Vai parecer exaustivo, cansativo, inútil… Porém, toda vez que você se pegar com esses pensamentos, pergunte a si mesma: será que está realmente tão ruim assim, ou eu é quem estou me cobrando excessivamente? Tem algo que eu possa fazer para melhorar ou é apenas a ansiedade e o medo de falhar falando mais alto? 

Respire fundo e repita comigo: algumas coisas devem ser feitas, mesmo que não estejam perfeitas.

Ao invés de perseguir um ideal de perfeição que só te machuca e paralisa, ou simplesmente desistir de algo que você gosta por medo das críticas (suas e dos outros), que tal investir na melhoria contínua? Não fique pensando no quanto você não está pronta, apenas permita-se começar, permita-se tentar… E permita-se crescer, evoluir!

Talvez você nunca corra a tal maratona, ou tenha aquela barriga tanquinho, ou alcance o pace que hoje faz seus olhos brilharem… É um risco, mas riscos fazem parte da vida. Pelo menos você vai ter feito alguma coisa ao invés de nada – o que, quando falamos de atividade física, já é um grande passo!

Siga em frente, encarando suas dificuldades e limitações como oportunidades para descobrir mais sobre si mesma. Você vai se exercitar, se divertir e, principalmente, aprender bastante coisa no caminho. E esse aprendizado, acredite, vale MUITO a pena! É muito mais sobre a jornada do que sobre o destino final. 😉

Vocês também se cobram bastante? Como lidam com isso? Vamos continuar esse papo nos comentários!