Quebrar um recorde pessoal já é difícil… Agora pense quebrar um recorde mundial!

Nesta segunda, 12 de dezembro, a Nike apresentou seu novo projeto que pretende mexer com o mundo da corrida, o Breaking2. E o desafio lançado é bastante audacioso: atingir uma marca inferior a duas horas em uma maratona.

Pode parecer simples, mas não é pouca coisa, não… O atual recorde mundial masculino é de 2:02:57, marca alcançada pelo queniano Dennis Kimetto na Maratona de Berlim em 2014. Ou seja, a proposta da Nike é que os atletas reduzam em 3% esse tempo, o que significa correr 7 segundos mais rápido cada um dos 42 quilômetros da prova. :O Tanto que já estamos quase em 2017 e nada de alguém baixar o tempo do Kimetto, né?

Só para referência, o recorde mundial feminino é de 2:15:25, atingido pela Paula Radcliffe em 2003 (sim, há 13 anos!!) na Maratona de Londres.

Aí você pode estar pensando (como a gente aqui): Tá bom, mas como a Nike vai conseguir isso?

Lelisa Desisa (Etiópia), Eliud Kipchoge (Quênia) e Zersenay Tadese (Eritreia) são as apostas da Nike para cumprir esse desafio!

Lelisa Desisa (Etiópia), Eliud Kipchoge (Quênia) e Zersenay Tadese (Eritreia) são as apostas da Nike para cumprir esse desafio!

O primeiro passo foi identificar atletas à altura desse desafio, não só em termos de preparação física, mas corajosos o suficiente para encarar uma proposta tão ousada. E os eleitos foram o etíope Lelisa Desisa (que estreou na maratona em 2013, em Dubai, com uma marca de 2:04:45 – um dos melhores tempos para novatos nessa distância), o queniano Eliud Kipchoge (que bateu o recorde da Maratona de Londres este ano, completando a prova em 02:03:05, e levou o ouro nos Jogos Olímpicos do Rio) e Zersenay Tadese, da Eritreia (o atual recordista mundial da meia maratona, com uma marca de impressionantes 58:23).

Mas um projeto como este não poderia ficar centrado apenas nos atletas, certo? O Breaking2 inclui também um time de especialistas de diversas áreas da ciência e do esporte, responsáveis por pensar em todos os aspectos relacionados à corrida, como biomecânica, treinamento, design, engenharia, desenvolvimento de materiais, nutrição, psicologia e fisiologia. Vai desde criar o tecido ideal para a camiseta dos atletas até identificar as condições metereológicas perfeitas para a quebra de recordes. Ambicioso, não é mesmo?

A data e o local da tentativa de correr a maratona em menos de duas horas serão revelados apenas no ano que vem. Além da curiosidade que temos em saber se o trio conseguirá atingir essa marca em 2017, e a inspiração que encontramos neles para quebrar os nossos próprios recordes, por mais modestos que eles sejam, sempre gera uma expectativa quando vemos uma marca global como a Nike investindo com tanta força na corrida de rua. Afinal, mesmo que o feito não seja alcançado, esse mundaréu de estudos deve abrir espaço para o desenvolvimento de tecnologias e serviços inovadores que beneficiarão não só os atletas de elite, mas nós aqui na outra ponta também, os amadores. 😉

Como disse Bill Bowerman, treinador de atletismo e cofundador da Nike: “o verdadeiro objetivo da corrida não é vencer a prova, e sim testar os limites do coração humano”.

E aí, você acha que eles vão conseguir quebrar esse recorde no ano que vem?

A Adriana Fonseca tem 40 anos e mora em São Bernardo do Campo (SP). No último domingo, 16 de outubro, ela participou da etapa Santo André da WSoul Race, sua segunda corrida de rua. Para ajudar, ela ainda levou uma amiga para estrear nas pistas com ela, a Letícia. 😉 Aqui a Dri conta pra gente como foi a prova e compartilha também um pouco da sua história com a corrida.

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No dia 16 de outubro, participei da WSoul Race – etapa Santo André, prova feminina de 6k.

A primeira corrida da minha vida havia sido cerca de um mês antes. Na ocasião, corri 5 km para os quais eu não me preparei. Fui do sofá diretamente para a prova. Não tinha nem ideia de onde estava me metendo. Minhas preocupações eram com o conteúdo do kit e se havia a possibilidade de caminhar durante o percurso. Caminhei, sim, mas corri mais do que imaginei que podia e se o tal do bichinho da corrida existe, ele me picou naquela manhã.

Para não perder a empolgação, achei melhor já me comprometer com uma nova prova e a WSoul Race caiu como uma luva. A prova seria realizada perto de casa, com um quilômetro a mais que meu desafio anterior e ainda tinha uma causa: conscientização para a prevenção ao câncer de mama.

Virei a missionária da corrida no meu trabalho e entre meus familiares e amigos. “Se eu consegui, você também consegue”, repetia do alto dos meus 40 anos e mais de 20 quilos de sobrepeso. Isso me rendeu companhia em alguns de meus treinos, entre elas a da minha amiga Letícia que participou da WSoul Race comigo, em sua estreia no universo das corridas, e que me salvou no dia da prova (fui traída pelo meu celular na mudança do horário de verão).

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Letícia e Adriana exibindo suas merecidas medalhas.

Essa prova me colocou cara a cara com os meus piores medos em se tratando de corrida de rua: sol escaldante (mesmo às 8 e pouco da manhã) e trechos de subida. A largada no Shopping ABC foi pela rampa do estacionamento e marcada por muita animação das participantes, enquanto eu só me perguntava: “Como é que vou subir isso aqui no final da prova?”.

Até o primeiro ponto de hidratação, no segundo quilômetro, a corrida foi bem tranquila. A partir daí, iniciava-se um trecho de aclive. Felizmente, a metade da prova e seu poder motivador não estavam distantes! No quarto quilômetro, havia mais um ponto de hidratação e logo depois veio o trecho mais desafiador para mim: os mil metros finais. As pernas, o pulmão e o coração estavam respondendo bem, mas o sol estava implacável. Não havia trechos com sombra e o calor estava bastante desconfortável. Mas faltava tão pouco, já dava para ver o shopping, só mais um pouquinho… E assim fui negociando comigo mesma até chegar à temida rampa. E sabe que ela nem era tão terrível assim? Ao menos ela era coberta e me conduziu rapidinho até a linha de chegada.

Não fiz o melhor tempo da vida (na verdade, do último mês, né?), mas fiquei feliz com o meu desempenho e ainda tive pique para ensaiar alguns passos de zumba (tinha uma aula acontecendo no palco montado para a premiação) enquanto esperava a Letícia ao lado da linha de chegada. Dá-lhe endorfina!!!

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O final foi aquela festa: medalha, banana, mais hidratação, massagem oferecida pela La Roche-Posay, foto no backdrop e premiação com kits Bio Extratus e troféus para as três melhores colocadas por categoria (18 a 29 anos, 30 a 39 anos, 40 a 49 anos, 50 a 59 anos, e acima de 60 anos), além das três primeiras na classificação geral. A prova foi muito bem organizada, da retirada do kit à premiação.

Se eu gostei? Se tivesse outra WSoul Race domingo que vem, eu estaria lá! 😉

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