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No último sábado, 12 de março, aconteceu aqui em São Paulo a Gillette Body Running Experience. A prova tinha duas opções de percurso, 5k e 10k, com largada e chegada na Ponte Estaiada, um dos cartões postais da cidade. Logo que soube dessa corrida, já fiquei interessada. Corrida noturna, boa parte plana (na Marginal Pinheiros), com opção de 5k? Algo me dizia: é agora!

Mas agora o quê?

Quem acompanha o blog há algum tempo sabe que, em 2015, estabeleci como meta pessoal completar os 5k em menos de 30 minutos. Era uma meta ousada pra mim, considerando meus tempos no começo do ano, e eu quase consegui. Diminui bem meu pace médio e completei a última etapa do Circuito Athenas em 31:29, meu melhor tempo até então. Não foi exatamente como esperava, mas fiquei feliz com o resultado porque sabia que aquele era o melhor que eu poderia fazer naquele dia, naquele momento. Dei o meu melhor na prova – e isso era o mais importante!

Posso não ser a mais rápida, posso não ser a mais forte, mas eu dou o meu melhor.

Depois da Athenas, fiquei um bom tempo sem correr 5k e queria muito me testar nessa distância outra vez. A prova da Gillette Body parecia perfeita para isso, mas nada de eu me inscrever. Não sei dizer porque enrolei tanto. Talvez não quisesse explicar para os outros porque faria “só” 5k e não 10k, ou não quisesse gerar expectativas. Para ajudar, em fevereiro tive uma sinusite que me derrubou e me deixou 10 dias sem treinar, tomando medicamentos fortes e com uma enxaqueca de lascar. 🙁

Passada a crise, retomei os treinos e logo senti que estava 100% recuperada. Faltando uns 10 dias pra prova, meu marido decidiu que iria também, mas, como estava se recuperando de uma dor muscular, optou pelo percurso mais curto. Então, usei essa “desculpa” para ir nos 5k também. Não falei com ninguém sobre minhas intenções, nem com meu treinador (não façam isso! rs), simplesmente me inscrevi e fui.

Turma reunida - e ainda encontrei várias pessoas queridas na prova! :)

Turma reunida – e encontrei várias pessoas queridas na arena! 🙂

Durante a prova, não quis música, nem acompanhar meu ritmo quilômetro a quilômetro. Liguei o app, mas deixei no mudo. Decidi correr o melhor que conseguisse, mas sem essa pressão. Só eu e a corrida.

O tempo todo consegui ver meu marido correndo um pouco mais a frente e fiz dele meu “coelho”: fui seguindo, mas sem colar porque não queria que ele me forçasse a um ritmo mais forte do que eu daria conta ou, pior, corresse mais devagar para me acompanhar. Mantive uma “distância segura” e assim fui. Sabia que, enquanto eu o visse, conseguiria fazer o tempo que queria. A cada retorno no percurso, nos cruzávamos e trocávamos sinais de que estava tudo bem e eu me sentia mais e mais confiante.

Como venho fazendo nas provas mais curtas desde o meio do ano passado, não tomei água em nenhum dos dois postos de hidratação. Água só no final, para não desconcentrar. Estava fresquinho e não senti necessidade. Chegando no último quilômetro, sabia que viria uma bela subida para retornar à Ponte Estaiada e acelerei no plano. Também subi tudo correndo, segurando o ritmo. Chegando ao final da subida, estava bem ofegante e “organizei o corpo” – parei um segundo, respirei fundo e aí… Fui com tudo! Eram os 200 metros finais. Só via o pórtico da chegada com sua luz verde, não conseguia pensar em mais nada além de chegar. Antes de cruzar, deu tempo de ver o relógio e fazer uma conta rápida: larguei com 5:37 de prova, então soube naquele instante que tinha conseguido completar os 5k em menos de 30 minutos.

Comemorando com meu amor!

Comemorando com meu amor!

Mandei mensagem na mesma hora pra Aline e pra Mari, e também para o meu treinador, o Edu, contando que tinha conquistado minha meta. Meu marido veio me encontrar, me abraçando e dizendo que estava muito orgulhoso de mim. Fui meio boba pegando medalha, toalha, lanchinho… Quando vi, já estava na arena; passava um filminho na minha cabeça. Fiquei meio sem acreditar, sabe?

Quando recebi o resultado final, fiquei ainda mais chocada: tempo líquido de 29:09! Definitivamente, ainda estou meio sem acreditar, rs

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De camiseta laranja, conferindo o tempo no app.

Foi tão legal conseguir completar os 5k em menos de 30 minutos, mesmo “atrasado” 😛 Na verdade, foi tão natural que não sei muito mais o que dizer. Apenas: treine. Treine, treine, treine e treine. Se você tem uma meta, esse é o caminho para atingi-la. Treinando! 

Sei que muitos aqui acompanharam toda a “saga” e ficaram realmente felizes por mim! Queria agradecer cada mensagem de carinho que recebi no Instagram e em outras redes sociais. Vocês deixaram essa conquista ainda mais especial! 🙂


Que venha o próximo objetivo!
Posso dizer que me sinto mais preparada do que nunca! 😀

Dois momentos da prova: correndo com minha irmã e torcendo com a Mari!

Dois momentos da prova: correndo com minha irmã e torcendo com a Mari!

Domingo rolou aqui em São Paulo a WRun, uma das corridas femininas mais tradicionais da cidade. Com percursos curtos (4 e 8 km) e muitas atrações para a mulherada, é uma prova de entrada para muitas corredoras. E me incluo na estatística: foi a minha primeira prova de rua da vida, lá em 2013, antes mesmo de lançarmos o blog!  

Ser uma prova famosa por ter muitas iniciantes é bom e ruim ao mesmo tempo. Como regra geral, para curtir a WRun tem que ter paciência – antes, durante e depois! Pelo menos aqui em São Paulo, ela lota. Então, prepare-se para a muvuca, desde a retirada do kit até a linha de chegada. E muita (muuuuita!) gente vai para caminhar.

Mesmo com a largada dividida em quatro ondas, o volume de caminhantes este ano era tão grande que, em alguns momentos, não permitia sequer um trote… Fui com minha irmã nos 4k e passamos boa parte do percurso buscando espaço e desviando de outras participantes. Quer correr, correr? Chegue cedinho e largue bem na frente, ou desencane de tudo e saia lá no fundão. Esta não é uma prova para performance; é uma prova pra brincar, confraternizar, levar aquela amiga que nunca correu e, acima de tudo, se divertir. 😉

Chegada no estacionamento do Jockey: aprovada! (Foto: Flavio Nascimento/Divulgação)

Chegada no estacionamento do Jockey: aprovada! (Foto: Flavio Nascimento/Divulgação)

De 2013 para 2016, a WRun mudou bastante. A largada continua na rua em frente ao Jockey, mas a chegada, que antes era em frente às arquibancadas, agora é no estacionamento. Aprovei a mudança no percurso!

Outra medida que a organização tomou para espalhar o público foi colocar as tendas das assessorias ao lado da chegada e manter a arena em frente às arquibancadas, mas fico em dúvida se gosto disso… Acho que, no final, acabou dividindo as corredoras em dois grupos: as que têm e as que não têm assessoria. Muitas amigas que estavam nas tendas mal viram a arena, o que é uma pena por dois motivos. Primeiro porque a arena estava bem legal, com bons descontos nas lojinhas. Segundo, porque deixaram de confraternizar com as outras participantes. E a confraternização é a melhor parte da WRun!

Tanto é que a Mari aproveitou a prova de um jeito diferente este ano: incentivando as demais corredoras! Ao invés de correr, ela fez um cartaz superfofo de “energia extra” e ficou no último quilômetro torcendo, trocando high-fives e colocando um sorriso no rosto de quem passou por ela. 🙂

Melhor energia do mundo! (Foto: Atila Vilanova / Divulgação)

Melhor energia do mundo! (Foto: Atila Vilanova/Divulgação)

Depois que peguei minha medalha, fui ajudá-la na missão e, posso dizer, foi um dos pontos altos da prova! Só perdeu para os últimos 500 metros, quando botei minha irmã para correr de verdade! Hahahahaha… 😀

Na próxima WRun, se não for acompanhar alguma amiga na corrida, com certeza estarei na torcida!

Muita energia positiva! ✋⭐ #corridawrun #corremulherada

Um vídeo publicado por Corre Mulherada (@corremulherada) em


Resumindo: por mais que eu reclame, hahahaha, não resisto e acabo me inscrevendo na WRun! No ano passado, só não fui porque foi no mesmo fim de semana do casamento de uma das minhas melhores amigas, e eu não estava em São Paulo.

Essa vibração tão gostosa de tantas mulheres praticando atividade física, incentivando umas às outras, rever amigas, sair do virtual…. Nossa, é muito bom! Compensa qualquer contratempo que a prova possa ter. 

No dia 24 de abril, será a vez das cariocas curtirem a WRun. E tem #cupomCM para as nossas leitoras! Uhuuu!!! É só inserir o código CDW91U2P9OO6 no final da sua compra para ganhar 10 reais de desconto. Mas aproveite logo porque o cupom tem usos limitados. 😉

Também foi na WRun em SP? O que você achou? Deixe sua opinião nos comentários!