Olá mulherada!

No dia 4 de setembro participei da Meia Maratona de Buenos Aires e compartilho hoje como foi e ainda dou muitas dicas para quem quiser ir no ano que vem, já antecipo que é uma prova que eu super recomendo! Vamos lá! 😉

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CORRE MULHERADA! <3

Cheguei no sábado na Argentina, o voo de São Paulo para Buenos Aires são apenas 3 horas, e não há fuso horário, o mesmo horário de Brasília é o horário lá. Depois de todo o trâmite para entrar no país, fomos direto para o hotel. 🙂  Fiquei hospedada no Awwa Suites. Eu amei o hotel, ele ficava num bairro super tranquilo (Palermo) e cheio de restaurantes e supermercados. Numa próxima viagem queremos ficar exatamente no mesmo lugar. <3

 

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Depois de deixarmos as malas no hotel, pedimos um Uber e, junto com marido e filho, fomos para a retirada de kits. 🙂

A Expo da Meia de Buenos Aires não é gigante, tem o básico de material esportivo, alguns lançamentos, uma loja bem legal da Adidas e é bem animada para tirar fotos e curtir o clima pré-corrida. Havia diversos painéis, você podia deixar mensagens, tirar fotos, brincar de correr no Xbox kinect. Meu filho adorou!

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A retirada do kit foi super bem organizada, não tinha fila, entreguei meu passaporte, o comprovante de inscrição (com o número do meu número de peito) e um termo de aceite já assinado que eles disponibilizam no site. Te entregam uma mochilinha bem simples com vários papéis, chip retornável e número de peito, e você se direciona para uma das pontas da retirada de kits (esquerda se for homem, direita se for mulher) para pegar a camiseta. Só que como eu cheguei no finalzinho da retirada, não havia mais o tamanho que eu queria na camiseta (na inscrição não dá pra reservar, você diz na hora o seu tamanho). Havia tamanho para todos no vermelho, mas eu queria a camiseta rosa, tive que pegar um tamanho maior. 🙂 Na EXPO ainda consegui personalizar gratuitamente a camiseta com meu nome. E era bem rapidinho: 30 minutos.

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Retirada de kit e camiseta. 😉

Uma coisa que achei bem legal e que os organizadores aqui poderiam fazer: na retirada de kits eles deixam uma urna para você devolver o chip, caso você não corra. Prático, para o caso de você buscar o kit, mas não puder correr a prova.

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Chip retornável, porém com duas facilidades: devolver o chip na retirada de kits, e se usasse, havia várias mulheres que cortavam o lacre de segurança do chip e retirava ele pra você. 🙂 Adorei!

Outra coisa legal sobre o chip, você prende ele com um lacre de segurança no tênis, daqueles difíceis de tirar, então a chance dele cair é mínima. Ai você fica pensando… mas como vou quebrar o lacre de segurança pra devolver o chip no final? No final da prova ficam diversas moças sentadas em cadeirinhas com tesouras, você apoia o pé num suporte, elas cortam e dão o chip na sua mão. Gente, eu adorei isso! Porque sabemos que após uma atividade física intensa, você parar rapidamente e logo depois abaixar a cabeça, retirar chip e levantar, pode fazer sua pressão cair. Cadê as organizadoras que adoram um chip retornável aqui no Brasil pra fazer isso? Eu amo chip descartável, mas adorei essa solução pro chip retornável (que é melhor pro meio ambiente, convenhamos).

Mas bora continuar o relato da prova, rs. 😀 Na noite anterior jantei um espaguete maravilhoso no restaurante Olivetti (super recomendo para o jantar pré-prova) e dormi tarde, pois tive que ajudar o pessoal do trabalho a resolver umas coisas. :/

Acordei 5h30 para fazer tudo com tranquilidade, o hotel que fiquei não tinha café da manhã mais cedo para os corredores (e conversando com outros corredores, notei que isso é comum por lá, tá aí algo que os hotéis podem incluir como diferencial #fikadika), como eu já sabia levei algumas coisas do Brasil, e fica ai a primeira dica: leve um lanche pré-corrida ou compre algo por lá para você comer. 😀

Às 6h desci pro lobby, e encontrei com a Michele – amiga minha – para pedimos um Uber ou ir com um táxi que a afilhada dela tinha reservado pra gente. Não tinha Uber disponível, aí chega um taxista, mas ele nos convenceu que não daria para nos levar, pois estava tudo interditado. Havia uma turma no mesmo hotel também do Brasil que ia andando. Então decidimos junto com outra brasileira ir andando pra largada. O fato é que dava pro taxista nos levar, não estava tudo interditado não, mas como estava super frio (8 graus) a caminhada de 4km foi um ótimo aquecimento 😀

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Largada da Meia de Buenos Aires.

Chegamos na largada a tempo de ir ao banheiro e entrar no local que podíamos largar (na retirada eles perguntam quanto tempo você vai fazer e te dão uma fitinha, a entrada nos currais de largada são bem organizadas, só entra quem tem a fitinha da cor certa). E logo largou, nem deu pra ficar muito ansiosa, rs.

Então fica aí a segunda dica: reserve um taxi ou pegue um hotel perto da largada, se for andar como a gente, se organize com o tempo. Se puder pegar o metrô, saiba que o metrô é uma ótima opção, pois abre mais cedo no dia da prova. 😉

Largamos e logo de cara eu já amei a prova, tava me sentindo em casa, uma penca de brasileiros, rsrsrs. 😀 Sério, quase a metade dos corredores deve ser brasileira.

O percurso é aquele falso plano bem tranquilinho, parece plano, mas você sente no final que não era tão plano assim, mas nada absurdo (fica aí a terceira dica: se você treina na esteira, treine com 1% de elevação, no dia da prova você vai tirar de letra. Se você treina na rua, a rua já tem inclinação, então é só correr). Tem umas subidinhas, mas são curtas e as descidas mais curtas ainda. O percurso é a coisa mais linda, cheio de parques e monumentos. A cada 5 km havia um pórtico com conferência de chip, relógio com tempo total da prova, um balão gigante avisando a quilometragem e uma câmera que filmava todo mundo que passava e você poderia enviar recados. Achei muito divertido.

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Durante o percurso havia 4 postos de água (fica aí a quarta dica: não se desespere se as primeiras mesas estiverem vazias, por conta da quantidade de pessoas, cinco minutos depois do primeiro, já não tem água nas primeiras mesas, mas eles colocam muitas na sequência, cerca de seis mesas na água. Deixe para pegar água da quarta pra frente, as outras estavam sempre muito tumultuadas), havia quatro postos com gatorade servidos em copo aberto (neste ponto havia menos mesas, mas MUITOS voluntários servindo, então não precisava parar, dava pra pegar da mão de um voluntário e seguir) e havia dois postos (se eu não perdi as contas) com frutas. Peguei só água e Gatorade pra mim, pois estou evitando usar o gel de carboidrato (explico em outro post o motivo).

Eu curti muito, muito mesmo tudo. 😀 Como eu estava bem tranquila e não queria ficar dolorida depois da prova (pois o objetivo da viagem era mais o turismo do que a corrida), fui de pacer da Mi, uma coisa que eu já queria ter feito um ano atrás (já disse que eu amo acompanhar as amigas?), e fiz tudo que faço pras amigas: pego a água (eram garrafinhas), abro e seguro, abro gel, ajudo com o que precisar. E ela pôde focar em correr enquanto eu me virava com o resto. 🙂

Aí preciso compartilhar que ela quase fez eu ter um treco em dois momentos da prova. 😛 No km 10 o pessoal da organização não passou a fita direito nos cabos que passavam pelo tapete de cronometragem, ela tropeçou e quase caiu. Mas a Mi é ninja, ela se equilibrou e continuou correndo. Respirei aliviada.

E ela só tinha me contado que queria bater o RP dela, e eu calculei que CINCO minutos abaixo do tempo que ela fazia, seria tranquilo baixar. Então tava pensando nisso quando largamos. Pra minha sorte ela estava super tranquila e eu apertei o pace, seguindo o povo que estava à nossa volta. Chega no km 15 ela me vira e pergunta se daria pra baixar DEZ minutos do tempo dela. Juro que eu quase sentei na calçada e chorei, hahahaha. Fiz as contas, calculei que se ela fosse como eu, nos últimos quilômetros o ritmo ia cair, e falei “se a gente continuar assim, faremos com certeza 10 minutos abaixo”. Quase dei um grito de felicidade de estar dentro do objetivo dela, afinal, que pacer eu seria se não conseguisse o que ela queria, né? (olha a pressão! rs)

A Mi arrasou, continuou firme, concentrada, e olha que estávamos na única parte chatinha do percurso, uma ponte de estrada que não tinha fim. Nessa hora comecei a incentivá-la, lembrei das amigas, do marido, da torcida (a Mi é uma querida que todo mundo ama) e ela continuou no ritmo que estávamos antes (ela perguntou o tempo e eu falei que só ia contar no final, pra ela confiar). E ela confiou, seguimos forte e a gente cruzou o pórtico da chegada na maior felicidade do mundo. <3

Eu num aguentei e chorei como se fosse o meu RP… a gente terminou a prova QUINZE minutos abaixo do tempo da última meia dela. Imagina a felicidade? A gente chorou, a gente gritou muito “chuuupa mundo!” e a gente se divertiu demais! Eita sensação maravilhosa que a endorfina nos traz.

Daí fomos pegar a medalha, que foi a única coisa que nos decepcionou… a medalha era simples e estava amarrada com uma fitinha de cetim bem fuleira. Eles poderiam caprichar mais na medalha.

Por fim, acho que nem preciso contar o quanto amei essa corrida, né? Eu amei tanto que iria todos os anos! <3

No pós-prova ainda rolou muito bife de chorizo, muito doce de leite e alfajor… Ô lugar bom pra comer. Nos dias seguintes turistamos muito por Buenos Aires e ainda treinei na academia do hotel. 😀 A viagem foi maravilhosa!

E pra finalizar, fica aqui o meu agradecimento pra Mi: Mi, obrigada pela confiança, pela amizade e principalmente pelo presente que foi te acompanhar e ter ainda mais orgulho da pessoa que você é! Batalhadora, forte e incrível! Te adoro. 🙂 E espero que você bata ainda muuuitos RPs, EU já sei que logo vem mais, acredite em mim! 😉

E para quem quer ir ano que vem, não deixem de ficar de olho no site da organização para se inscrever! É uma prova excelente para bater recordes pessoais, quero voltar pra bater o meu. 😉

Olá, mulherada! 😀

Vocês já conhecem a Flavia, ela já se apresentou e contou um pouquinho da sua história com a corrida, hoje ela nos conta como é correr no frio dinamarquês, e não é um frio fácil de encarar não, mas ela compartilha dicas e serve até pra gente que não tem temperaturas tão baixas, mas fica com preguiça de encarar o friozinho. 😉

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“Olá diretamente da Dinamarca, Mulherada Corredora!

Hoje vou contar um pouco como é correr no inverno, e como eu aprendi na marra a encarar o vento, a neve, a chuva, a escuridão e os graus negativos e sair do sofá por uma excelente causa. 🙂 Há anos eu corria com uma certa frequência, tipo 5 km uma ou no máximo 2 vezes por semana. E passavam várias semanas sem que eu corresse de novo, até que o sol aparecia e eu ia correr lá fora ou na esteira na academia. Com a vida corrida (sem trocadilhos) de mãe, profissional, dona de casa e todo o resto, decidi que o mais fácil pra mim era abrir a porta de casa e já sair correndo, e correr na rua passou a ser a única opção.

Mas como fazer quando estivesse chovendo, nevando, ventando, abaixo de zero?! Ora, o jeito era fazer como todos os outros corredores da Dinamarca. Aprender a correr no frio e comprar as roupas certas. No fim de 2014, início do inverno aqui, contratei um personal trainer, o Peter. Meus objetivos na época eram aprender a correr no frio, e aumentar minhas velocidades em 5 e 10 km. Fiz um total de 2 meses de treinos com ele, e depois disso eu estava pronta pra correr sozinha lá fora, independente do tempo! Ele me deu motivação e coragem, além de ter me ajudado a descobrir que com a roupa certa, correr no inverno não é assim um horror 😀 No inverno de 2014/2015 eu aprendi a correr no inverno, mas ainda não adquiri a disciplina de manter uma frequência maior que 1 vez por semana, ou mais que os confortáveis 5km aos quais eu já estava mais que habituada. Quando contratei o Peter, eu já tinha corrido uma meia maratona, mas sem treino algum. O resultado foi que depois de 15km eu me arrastei até o fim, e acabei a corrida toda dolorida!

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Em setembro de 2015 meu marido decidiu que correria a maratona de Copenhague, que esse ano acontece exatamente no dia de hoje, 22 de maio. Ele se dedicou tanto ao treino, foi tão disciplinado que eu fui na onda dele. Nós treinamos 3-4 vezes por semana durante todo o inverno! E fomos juntos aumentando gradativamente nossas distâncias: 5-7-10 km numa semana, 7-10-10-12km na outra e assim sucessivamente. Quando um voltava de sua corrida o outro estava já na porta esperando pra sair correndo (não temos babá rs). Resultado: desde setembro de 2015 ele perdeu 10kg, eu perdi 9kg, diminuí meus tempos em 5 e 10km e tenho corrido o longão do findi de até 19km – sem dor nenhuma no corpo depois! Sobrevivemos o inverno correndo lá fora… e dia 1 de maio corri uma meia-maratona pela quarta vez, fui com a expectativa de melhorar pelo menos 8 minutos em comparação com a última meia que corri (em setembro do ano passado) e no meu próximo post vou contar como foi.

O que me motiva agora, que perdi todos esses quilos e estou me sentindo gata? Eu tenho um plano semanal de corrida, e no dia certo, se a preguiça me ameaça, eu penso: você não tem escolha. Tem que sair pra correr e pronto. A escolha é pela saúde, pelo corpo mais em harmonia, pela pausa no dia a dia agitado para cuidar de mim – e depois que eu visto minha roupa de corrida e coloco meu tênis, sou invadida por uma energia que nem sei de onde vem. É que nem o Clark Kent se transformando em Super-Homem  😀

Até a próxima!

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