Piscina da Bio Ritmo Moema

Piscina da Bio Ritmo Moema

Acho que já contei aqui no blog que, quando estava no Ensino Médio, treinava natação todos os dias no Ginásio Municipal da minha cidade. Era uma piscina olímpica, então pensem que delícia (e privilégio!) era treinar ali. 🙂

Quando entrei na faculdade, tive de abandonar os treinos e só voltei anos depois, aos 26, 27 anos. Fazia aulas duas vezes por semana em uma piscina bem menor, na academia do bairro, mas foi tão bom poder nadar de novo! <3 Infelizmente, hoje não consigo mais fazer aulas com frequência, mas é só ter a chance de entrar na água para eu dar minhas braçadas, especialmente no meu estilo favorito, o borboleta! 

Foi com a natação que eu descobri que não era que eu não tinha jeito para esportes, era só que me dou melhor em esportes individuais. Era um momento só meu, em que eu não só cuidava do meu corpo, mas também da minha mente — sensação bem parecida com a que eu tenho hoje com a corrida. E olha que naquela época eu nem sonhava que correria um dia! 😛

Aliás, a natação é uma excelente alternativa para os corredores que estão em busca de uma modalidade complementar para a sua rotina de treinamentos. “A atividade aquática trabalha a capacidade cardiovascular e a recuperação dos músculos, além de ajudar no desenvolvimento e condicionamento físico. Também auxilia em uma melhor respiração para o atleta se desenvolver nas pistas com eficiência e suavidade”, explica Kelly Lícia, professora da Bio Ritmo.

A natação também é um excelente aeróbico. “O esforço físico de se movimentar e respirar dentro da piscina faz com que a modalidade seja ótima para desenvolver a atividade cardiorrespiratória e a circulação sanguínea, deixando o coração, artérias e pulmões mais saudáveis”, comenta Kelly. Isso sem falar que a natação ajuda no emagrecimento, equilíbrio muscular e até mesmo na recuperação de lesões, sabia?

Democrática, a natação pode ser praticada por pessoas de qualquer idade e nível de condicionamento. Quem nada sabe do que estou falando: é um dos esportes mais completos e recomendados por médicos, profissionais de educação física e fisioterapeutas.

Se você ainda precisa de motivos para experimentar, a Kelly listou os cinco principais benefícios da modalidade:

  1. Melhora a capacidade aeróbica: Como a natação exige muito da respiração, o corpo requer uma grande quantidade de oxigênio.
  2. Melhora de força e tônus musculares: A natação é uma ótima maneira de aumentar força e tônus musculares, especialmente se comparada aos demais exercícios aeróbicos. Quando corremos, nos movemos no ar; já na piscina, enfrentamos a resistência oferecida pela água, com densidade aproximadamente 12% maior.
  3. Controle do peso: A natação pode se tornar um dos melhores métodos de queima calórica, manutenção e controle do peso – dependendo da intensidade e da frequência do treino, é claro!
  4. Promove a flexibilidade muscular: A modalidade ajuda a manter as articulações saudáveis e reduz o risco de doenças ósseas. Exercícios de baixo impacto mantêm os ligamentos exigidos fluídos e em bom estado.
  5. Ajuda na recuperação de lesões: Isso acontece devido à resistência da água, que faz com que os músculos trabalhem sem a tensão do impacto sentido na colisão contra o chão ou outra superfície.

Nadar é tudo de bom e eu recomendo para todo mundo! 😀 Mas, como em qualquer atividade, é importante fazer uma avaliação física antes de iniciar os treinos. Além disso, não se esqueça de proteger seus olhos e cabelos usando óculos e touca apropriados. 😉

Você faz natação? Tem vontade de fazer? Conte pra gente nos comentários desse post!

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Quando você corre, sua respiração acontece apenas pelo nariz ou você também inspira pela boca? Já reparou nisso? Se não, preste atenção na próxima vez em que você for treinar. 😉

Respirar corretamente requer que 100% do ar seja levado aos pulmões através do nariz. Quando respiramos pela boca, parte do ar vai para os pulmões e parte vai para o estômago, gerando um desconforto abdominal bem característico (aquela dor de lado). Já a respiração nasal faz com que todo o ar vá para os pulmões, aumentando a nossa capacidade respiratória. Além disso, o nariz tem a função de filtrar, umidificar e aquecer o ar antes de levá-lo para os pulmões, melhorando a qualidade desse ar.

Mesmo que a gente faça tudo direitinho – cuide da alimentação, do sono, treine com frequência etc. –, dificuldades na respiração podem nos levar mais rápido à fadiga e, consequentemente, atrapalhar nossa performance. “Quando identificamos atletas com má respiração nasal, ou seja, que absorvem parte do ar através da boca,  percebemos queixas de cansaço, mau desempenho e dores abdominais. Isso acontece porque parte do ar vai para o estômago, gerando gases e fazendo com que o pulmão não receba o volume correto para suprir as necessidades do corpo no momento do esforço físico”, explica a otorrinolaringologista Andreia Frota.

Uma boa respiração nasal melhora não apenas nossa performance na corrida (e em outros esportes), como também o olfato e o sono REM – aquela fase mais profunda e reparadora, onde há o relaxamento. Ou seja, é fundamental para uma boa qualidade de vida. 🙂

Para esclarecer nossas dúvidas, conversamos com a dra. Andreia sobre respiração nasal e desempenho físico. Veja a entrevista abaixo:

O que pode causar a má respiração nasal?

A má respiração nasal pode ser causada por um problema na anatomia no nariz, como um desvio de septo (nesses caso, o tratamento é cirúrgico) ou pode ser causada por rinite alérgica, que é muito comum (nesse caso, o tratamento é clinico). Se sua respiração não for 100% realizada pelo nariz, procure uma avaliação médica.

É possível diferenciar a falta de fôlego por falta de condicionamento físico daquela causada por algum problema de saúde, como alergia respiratória ou desvio de septo?

O que podemos fazer é uma avaliação de como é a respiração da pessoa no dia a dia. Para isso, observamos se ela tem dificuldade na respiração durante o dia, se ronca e se tem infecção recorrente das vias aéreas. Esses fatores podem comprovar se a pessoa apresenta algum problema nasal. Nas atividades físicas em que a respiração é menos exigida, como na musculação, a falta de fôlego pode ser causada pela ausência de condicionamento físico. Já nas atividades físicas em que a respiração é muito exigida, como a corrida, a falta de fôlego pode ser causada tanto pela ausência de condicionamento físico quanto pela má respiração nasal. Cabe, assim, uma avaliação médica especializada.

Quais sinais indicam que é preciso procurar um especialista em otorrinolaringologia?

Dificuldade respiratória acima do esperado durante a realização da atividade física e sintomas de rinite alérgica, como espirros, coriza e sensação de “nariz úmido”.

Como podemos corrigir o problema?

Para corrigir o problema, o primeiro passo é consultar um especialista para identificar o melhor tratamento para cada caso. A rinite alérgica é geneticamente determinada, assim, o tratamento clínico apenas controla a doença. Já nos casos em que há indicação cirúrgica, como desvio septal ou algum outro problema físico, a cirurgia é curativa, o que é ótimo para o paciente. Uma vez operado nesses casos, não há recidiva da má respiração.

Quais cuidados quem tem rinite alérgica deve tomar quando pratica atividade física?

O tratamento básico da rinite alérgica consiste no controle ambiental. De uma maneira geral, solicito aos pacientes alérgicos que evitem o contato com pelo, poeira, ácaros, odores muito fortes e mudanças bruscas de temperatura. Por exemplo, durante uma corrida, há um aumento da temperatura corporal. Os corredores devem usar casacos tipo “corta vento”, evitando a mudança brusca entre a temperatura corporal e a do ambiente.

Se estiver passando por uma crise alérgica, posso treinar?

Durante uma crise de alérgica intensa, não indico a prática de atividades físicas. O nariz é responsável por filtrar, umidificar e aquecer o ar. Durante a crise, geralmente há obstrução nasal (nariz entupido) associada. Se o corredor respirar pela boca, ele provavelmente estará respirando um ar não filtrado, seco e frio, aumentando a chance de desenvolver uma infecção de vias aéreas, como um resfriado ou rinossinusite.

E o uso de adesivos e gotas nasais durante a corrida, é recomendado?

Utilizar paliativos como adesivos nasais ou o uso de gotas nasais, entre outros, não vai resolver a má respiração nasal, como muitos prometem. Eles apenas representam uma falsa melhora, mas a médio/longo prazo não vão livrar o atleta sintomas acarretados pela má respiração. O melhor é identificar a origem e tratar a raiz do problema.

Se operar o desvio de septo (ou outra má formação similar que dificulte a respiração), em média em quanto tempo posso retomar a prática de atividades físicas?

Em média, libero o retorno das atividades físicas após 15 dias da cirurgia, período no qual a cicatrização nasal já ocorreu.

Se tiver mais alguma pergunta sobre esse tema, deixe nos comentários que tentaremos responder depois. 🙂

Dra-Andreia-FrotaAndreia Frota é otorrino especialista em cirurgia plástica facial. Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é especializada em Cirurgia Plástica da Face pelo Instituto Brasileiro de Pós-Graduação e Educação Continuada e membro da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica Facial e da Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervico Facial.

 

 

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