Olá, mulherada! Esse mês é todo especial, mês do outubro rosa, mês para nos conscientizarmos sobre o câncer de mama. E toda semana traremos posts sobre o assunto. 😉

No Brasil e no mundo, o câncer de mama está em segundo lugar dentre os cânceres que mais afetam as mulheres, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Em 2016, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que no Brasil ocorrerão 57.960 novos casos de câncer de mama entre a população.

O que é câncer de mama? 

O câncer de mama é um tumor que se forma devido ao crescimento e multiplicação de células anormais da mama, que o organismo não consegue combater. Há vários tipos de Câncer de mama, e a maioria cresce de maneira lenta, por isso quando é diagnosticado no início, tem boa resposta ao tratamento, com 90% de chance de cura.

O que causa o câncer de mama? 

Não existe uma causa única para o câncer de mama! Fatores pessoais, genéticos, hormonais, comportamentais e ambientais aumentam o risco de a mulher desenvolver câncer de mama.

Mamografia

É o principal exame para rastreamento de câncer de mama, sendo capaz de detectar o câncer de mama no início e possibilitar seu tratamento e cura. A mamografia salva vidas! É indicado pela Sociedade Brasileira de Mastologia que as mulheres comecem a realizar mamografia aos 40 anos e a partir de então anualmente, sempre com acompanhamento médico.

Chance de desenvolver câncer de mama de acordo com a idade

20 anos 1 em 1674
30 anos 1 em 225
40 anos 1 em 69
50 anos 1 em 44
60 anos 1 em 29
70 anos 1 em 26
Ao longo da vida 1 em 8

Fonte: American Cancer Society Breast Cancer Facts and Figures 2015

Fatores que podem aumentar o risco de câncer de mama

  • Ser mulher;
  • História familiar de câncer de mama;
  • Ter mutações herdadas de genes que predispõem ao câncer de mama;
  • Idade avançada, envelhecer. Com o envelhecimento, o risco de câncer de mama aumenta;
  • Última menstruação (menopausa) tardia, após os 55 anos;
  • Ser mais jovem que 12 anos na primeira menstruação;
  • Primeira gravidez após os 30 anos;
  • Tratamento com altas doses de radiação (Radioterapia) prévia na região do tórax;
  • Mamas densas (aquelas que não tiveram seu tecido substituído por gordura após a menopausa);
  • Obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Alcoolismo, mais de um drinque alcoólico por dia;
  • Tabagismo;
  • Uso da terapia de reposição hormonal.

O câncer de mama não dói e não causa sintomas quando está no início. Por isso, é importante consultar seu médico anualmente e realizar mamografia uma vez ao ano a partir dos 40 anos, para fazer o diagnóstico precoce da doença quando a possibilidade de cura é maior!

Fique alerta! Na presença de qualquer sinal ou sintoma abaixo, consulte seu médico:

  • Nódulo (“caroço”, “bolinha”) na mama;
  • Pele da mama com alterações, mais espessa, dura, tipo casca de laranja;
  • Alterações no mamilo;
  • Saída espontânea de líquido de um dos mamilos;
  • Pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas).

Como posso prevenir o câncer de mama?

As mulheres devem consultar seu médico, no mínimo uma vez ao ano, para avaliação completa da saúde feminina. Mulheres a partir dos 40 anos devem fazer mamografia uma vez ao ano.

O auto-exame pode ser realizado uma vez por mês para auto-conhecimento das mamas, mas não substitui de maneira alguma a visita ao médico e a mamografia!
Mulheres que apresentem algum fator que as classifique em pacientes de alto risco    para   desenvolver câncer de mama devem ser acompanhadas pelo mastologista, que iniciará o rastreamento precocemente e de maneira individualizada.

E ainda, atenção aos hábitos de vida:

  • Manter o peso corporal adequado;
  • Praticar atividade física;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Evitar tabagismo;
  • Terapia de reposição hormonal sempre acompanhada por ginecologista.

Fique atenta aos sinais que o corpo mostra, na presença de qualquer alteração nas mamas, consulte seu médico!

Quem se ama, previne!

Ana Beatriz Matos é médica mastologista, ginecologista e obstetra. É titulada nas especialidades de ginecologia e obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e em mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia. Realizou também curso de aperfeiçoamento em Cirurgia Oncoplástica e Reconstrutora Mamária da Sociedade Brasileira de Mastologia. Atualmente, atende em consultório de ginecologia e mastologia na clínica Integrata – Centro de Referência em Saúde, em Perdizes. Atua também como médica assistente e preceptora da residência de mastologia do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo e integra o corpo clínico do serviço de imaginologia mamária do laboratório Salomão e Zoppi. CRM 141-427 SP – Especialidades: Ginecologia e Obstetricia – RQE nº 61182 e Mastologia – RQE nº 61181.

 

Em abril, nós visitamos a clínica Integrata Saúde, aqui em São Paulo, que oferece um programa de acompanhamento médico especializado para corredores, o On Run. São 12 especialidades, que você pode combinar de acordo com seus objetivos e necessidades: Medicina Esportiva, Preparação Física, Ortopedia, Fisioterapia, Cardiologia, Vascular, Otorrinolaringologia, Nutrologia, Nutrição, Odontologia, Acupuntura e Medicina Física e Reabilitação.


Desde então, comecei a fazer o programa On Run na clínica e agora, dois meses depois, posso contar um pouco mais para vocês sobre a minha experiência!

O primeiro passo é uma consulta com um profissional de Medicina Esportiva. No meu caso, fui atendida pelo dr. Carlos, que escutou com a maior paciência do mundo todo o meu histórico de atividades físicas da vida, desde os primeiros anos de ballet clássico na infância até minhas metas de corrida para este ano. Foi um bate-papo de mais de uma hora!

Em seguida, fizemos um super check-up. Eu já tinha passado em consulta com meu cardiologista no começo do ano e feito alguns exames de coração, o que adiantou um pouco o processo (dica: sempre leve seus exames mais recentes para a consulta, mesmo se não foram pedidos por aquele médico em especial). E o dr. Carlos também solicitou alguns exames extras.

Como eu tenho diagnóstico de bronquite, com histórico de broncoespasmo induzido por exercício, isso foi uma preocupação a mais no meu quadro e fiz um teste específico para avaliar minha capacidade respiratória; também por isso, fiz a espirometria e o teste ergométrico separadamente, e não o teste ergoespirométrico, mais comum entre os corredores.

Os exames avaliados nessa primeira etapa do On Run foram:

Eletrocardiograma (ECG): exame bem rapidinho e indolor. Você fica deitada na maca enquanto são colocados eletrodos em pontos específicos do corpo para medir a atividade elétrica do coração, o que permite avaliar o estado de normalidade ou de alteração dos seus músculos e nervos. Apesar de parecer simples, esse exame é muito importante para identificar arritmias, infartos, crescimento de cavidades do coração, entre outros diagnósticos.

Ecocardiograma: nada mais é que uma ultrassonografia do coração. Fiz o ecocardiograma com Doppler, que avalia também a pressão sanguínea e a velocidade do sangue dentro das válvulas cardíacas. Esse exame é usado para verificar aspectos anatômicos e funcionais do coração.

Teste Ergométrico: é o famoso Teste de Esforço ou “Teste da Esteira”, já que o exame é feito na esteira ergométrica. Seu objetivo é medir os batimentos cardíacos, a pressão arterial e a atividade elétrica do coração (através do eletrocardiograma, que é feito em conjunto) durante a atividade física. É preciso ir com tênis e roupa própria para treino, sendo que os homens fazem o teste sem camisa e as mulheres de top por causa dos eletrodos que são colocados no tórax. Dura de 20 a 30 minutos e, conforme o tempo passa, a esteira vai ficando cada vez mais inclinada e/ou mais rápida. O exame termina quando o paciente pede ou atinge o limite pré-estabelecido, ou quando ocorre alguma alteração nos parâmetros analisados. Ele também avalia a sua recuperação após o esforço, parado em pé e depois deitado na maca. Esse exame é essencial para os corredores porque existem alterações no coração que só aparecem quando fazemos esforço físico.

Espirometria: prova de função pulmonar que detecta, diferencia e quantifica alterações respiratórias. Você precisa soprar um tubo plástico descartável acoplado a uma espécie de pistola, que mede o fluxo de ar que você inspira e expira, seguindo as instruções do técnico. Parece simples, mas eu achei bem difícil e tive que repetir o procedimento algumas vezes – talvez porque eu tenho, de fato, uma alteração respiratória! 😛 Acho que saí do exame meio roxinha porque você precisa soprar o ar com força e por um bom período de tempo (que mais parecia uma eternidade pra mim, hahahaha…) Primeiro você faz o exame “ao natural”, depois usa um broncodilatador, espera alguns minutos para a medicação ter efeito e refaz o exame para que os valores possam ser comparados. Apesar de o meu diagnóstico não ser dos mais graves e eu estar liberada para correr sem ter que usar broncodilator, fui orientada a tomar alguns cuidados preventivos, especialmente em treinos e provas mais longos.

Densitometria de Corpo Inteiro (DEXA): também apelidado por mim de exame mais legal da vida, hahaha… 😉 É bem simples, você deita bem retinha de barriga pra cima enquanto seu corpo todo é “escaneado” pela máquina. E quando digo todo, é todo mesmo! O resultado é bem completo, mostrando sua composição corporal, ossos, massa gorda e massa magra – é o que há de mais apurado na medição de gordura corporal. E ele mostra esses percentuais por partes do corpo, o que ajuda a avaliar se é preciso alguma atenção mais especial em função disso (por exemplo, se há excesso de acúmulo de gordura abdominal, o que pode ser sintoma ou risco adicional para o desenvolvimento de algumas doenças). Achei legal saber que minha gordura tá aqui, sim, e seria bom perder alguns quilinhos, mas pelo menos ela tá super bem distribuída! 😛

Exames e mais exames: verificando se está tudo bem antes de partir pra próxima meta na corrida!

Exames e mais exames: verificando se está tudo bem antes de partir pra próxima meta na corrida!

Com os resultados em mãos e o calendário do segundo semestre definido, o dr. Carlos me encaminhou para os passos seguintes do programa. Sem nenhuma complicação cardíaca e uma alteração respiratória sob controle, recebi o aval para perseguir minha próxima meta na corrida e me preparar para a prova-alvo deste ano (conto depois qual é!). Ele também sugeriu algumas mudanças na minha rotina de treinos, que explicarei em um próximo post. Até lá, terei acompanhamento mensal para avaliar minha evolução e prevenir lesões.

Além disso, não só por uma questão estética, mas também para melhorar minha performance, quero perder alguns quilinhos. Minha próxima consulta na Integrata é com um nutricionista – já estou empolgada para conhecer o cardápio e as orientações ! 🙂

Desses dois primeiros meses, posso dizer que estou adorando toda a dedicação da equipe da Integrata. É muito legal ter um médico que conhece seu histórico e o seu esporte, mesmo que ele seja só um hobby, porque tem algumas coisas que só corredor entende, né? Hahahahaha… Eu sempre tive um certo receio de “forçar” demais e ter uma crise no meio de uma prova, e agora estou sentindo muito mais confiança porque sei que tenho com quem contar para esclarecer minhas dúvidas e me ajudar.

E, claro, vocês poderão acompanhar toda essa jornada aqui no blog! 😀

parceiro-integrata

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