Quem acompanha a Paola Carrijo nas redes sociais sabe que a assessora jurídica de Curitiba é uma corredora e tanto! “Comecei a correr há dez anos para participar de provas de atletismo nos Jogos Jurídicos. Iniciei na pracinha próxima da minha casa e logo virou uma paixão. Passei a correr nas ruas, no parque Barigui e, a partir daí, se iniciaram as inscrições em provas que até hoje estão presentes em quase todos os meus fins de semana”, lembra.

Com bastante experiência na corrida, quando quer quebrar a rotina, Paola troca as provas de rua por percursos em trilhas, areia e morros, além de viajar para correr em outras cidades. Delícia, né?! 🙂

Uma das provas de aventura que mais a marcou foi a etapa Ilha do Mel do Circuito Amazing Runs, no litoral paranaense. “Para mim, ter participado do Desafio da Butuca na AR Ilha do Mel foi incrível, porque, além de me desafiar com relação ao percurso em si, contava com dois dias seguidos de prova (14,5 km no sábado + 21 km no domingo), o que nunca tinha feito”, recorda.

Paola Carrijo na AR Ilha do Mel (Divulgação/Global Vita)

Se você também está pensando em sair da zona de conforto, as provas de aventura são uma boa pedida. Tudo é novo: o terreno, a paisagem, as percepções… Porém, é preciso se preparar para esse tipo de desafio, que requer treino e algumas adaptações. Para te ajudar nessa transição, conversamos com a Paola para pegar algumas dicas!

Se você fosse dar um conselho para as corredoras que querem trocar as provas de rua pelas de aventura, qual seria?

O esforço nesse tipo de corrida é bem diferente quando comparado ao asfalto. Meu maior conselho é ter um tênis apropriado para esse tipo de prova, pois dá uma maior segurança ao realizá-la.

Qual foi a maior dificuldade que você sentiu nessa transição do asfalto para a trilha?

Minha maior dificuldade é nos trechos de subida, morros e afins. Esse é meu ponto fraco e, quando o terreno é irregular, fica ainda mais difícil! Mas as provas de aventura ainda são novidade na minha vida de corredora, então estou no processo inicial de aprendizado.

Tem alguma coisa que você fez na sua primeira prova de aventura que você faria diferente hoje?

Teria investido mais em treinos diferentes, tanto com relação à altimetria, quanto com relação ao terreno em si. Apesar de já estar acostumada com distâncias mais longas, nas próximas provas pretendo inserir treinos em terrenos diferentes e também que me desafiem em subidas. 

Tem algum lugar próximo a Curitiba que você indica para os treinos de trilha?

Na última vez que fiz um treino diferente, foi na região de Campo Magro, nas estradas de chão. Para quem quer encarar subida, dá para ser mais corajoso e treinar um pouquinho na Graciosa.

Você participa de diversas provas ao longo de ano, poderia contar pra gente qual é a sua prova-alvo de 2017? E como você se recupera entre uma corrida e outra?

Meu foco de treino tem sido a Meia Maratona de Estocolmo, a qual participarei em setembro deste ano. (A prova acontece no dia 9/9). Tenho o costume de emendar uma prova na outra, confesso hahaha… Sigo a planilha de treinos que o Professor Gustavo Nogas da G5 Esportes me passa e, considerando outras experiências que tivemos, provavelmente a semana subsequente à Meia Maratona de Estocolmo será mais regenerativa e voltada à recuperação muscular. Alio também uma alimentação saudável e de qualidade, assim como suplementos que auxiliem nesse sentido, como a glutamina e BCAA. Investir em alongamentos e massagens esportivas ajuda bastante a soltar e aliviar a musculatura e prepará-la para o próximo desafio!

Tem um friozinho extra na barriga correr uma prova importante fora de casa? E o que não pode faltar na sua mala de viagem de corredora?

Sim!!! Será minha primeira prova de corrida internacional e estou super animada, ainda mais por ser numa cidade que não conheço! Na minha mala não podem faltar: meu tênis preferido e que tem me acompanhado em todas as provas (Adidas Adizero Adios), roupa apropriada, meias de compressão, meu relógio com GPS e minha viseira da sorte hahaha!

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Gostaram das dicas? Estaremos aqui torcendo para a Paola arrasar na Meia de Estocolmo! 😀

E se você quiser se desafiar em uma prova de aventura, o Circuito Amazing Runs está com inscrições abertas para etapa de Garopaba (SC), que acontece nos dias 30 de setembro (sábado) e 1º de outubro (domingo).

Você pode escolher diferentes percursos (5,5 km / 10,5 km / 25 km / 41 km) ou participar de um dos desafios! No Desafio Baleia Franca, são 25 km no sábado e 10,5 km no domingo. Já no Ultra-Desafio da Baleia Franca, são 41 k no sábado e 10,5 k no domingo. Na prova, dependendo do percurso escolhido, você passa pelas belas paisagens do mar nos costões de pedra do litoral catarinense, incluindo as Dunas do Siriú, a icônica Pedra Branca, a Trilha do Cavaleiro, o Morro do Crespim e o Morro do Freitas. Demais, né? Informações e inscrições em www.amazingruns.com.br/garopaba-2017

Runners take off from the starting line for the Little Compton Road Race at the United Congregational Church Fair in Little Compton, Saturday. Photo by Bill Murphy.

Quem aqui gosta de largar lá na frente?

Um tempo atrás, fui convidada para participar de uma corrida por um dos principais patrocinadores da prova e a empresa, muito gentil, me colocou na “área vip” da largada. Sabe aquela primeira baia, coladinho com os corredores de elite? Então! Como só descobri na hora que poderia largar na frente, nem raciocinei muito e simplesmente fui para onde me indicaram. Aí, muita gente pode pensar: que ótimo, largar entre os primeiros e não ter que ficar ultrapassando as pessoas, lidar com paredões, só você e a pista…. Certo?

Errado!!!

Acontece que eu ainda tô longe de correr no pace “top da balada” rs… E sair com o primeiro grupo, cercada por pessoas que correm bem mais rápido do que eu, mais me atrapalhou do que me ajudou.

Primeiro porque, inconscientemente, comecei correndo mais rápido do que estou acostumada, empolgada pelo pelotão. Só que eu não consegui manter esse ritmo por muito tempo e, alguns quilômetros depois, precisei diminuir a velocidade. E olha, não foi diminuir drasticamente; foi simplesmente correr no ritmo a que estou acostumada.

Foi então que veio a surpresa: ao invés de me sentir confortável correndo no meu pace, comecei a me sentir pesada, cansada e lenta. Terrivelmente lenta! Parecia que eu estava me arrastando pela prova… E eu sabia que não estava lenta, estava no meu normal. Demorou um pouco para que a coisa toda encaixasse e fluísse.

Aqui em São Paulo, tem sido cada vez mais comum as provas dividirem os corredores em grupos por pace. Em alguns casos, o ponto em que você vai largar é definido pelo seu desempenho em provas anteriores da mesma organizadora; em outros, é calculado com base no que o próprio corredor informa no momento da inscrição. E tem um bom motivo para isso: quando feita em ondas, a largada fica, de fato, mais organizada. Com menos ultrapassagens, menos risco de alguém se lesionar, esbarrar ou mesmo derrubar outro corredor. No fim, todos correm melhor. Mesmo assim, cansei de ver pessoas reclamando por terem de largar mais atrás e cobiçando sair lá na frente, quando não tentam invadir o outro curral.

Se a minha experiência servir de alguma coisa, rs, recomendo que você avalie bem antes de fazer isso. Por mais tentador que seja largar entre os “vips”, acredite: não tem nada pior que sentir que você está correndo mal quando você está correndo no seu normal.

Como eu já tinha feito o mesmo percurso outras vezes, pude comparar meu desempenho e meu tempo baixou em relação às provas anteriores. O que é ótimo! Mas a verdade é que não foi uma corrida gostosa. Pelo contrário, foi uma corrida meio sofrida e nem o fato de eu ter melhorado meu tempo ajudou a tirar essa sensação.

Logo que saí da prova, conversei com meu treinador – o Eduardo Barbosa, da 4any1 Assessoria Esportiva – e ele não se surpreendeu nem um pouquinho com meu relato. Na verdade, disse que cometi um erro bastante comum entre os corredores. O puxão de orelha (no bom sentido!) veio na hora pelo WhatsApp: “Mesmo como convidada, você deveria ter ido no seu pace normal. Devemos sempre respeitar nosso ritmo”.

Lição aprendida! 😉

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