Ultimamente ouve-se muito falar sobre corrida. Provavelmente você já deve ter ouvido que a fulana (aquela sua conhecida), começou a correr. Fotos das provas enchem a timeline no Facebook ou Instagram, revistas sobre o assunto que agora ocupam lugar de destaque nas bancas, lojas do segmento inaugurando nos shoppings, vira e mexe aparece aquela matéria dizendo que corrida emagrece (e você quer emagrecer!), aquela blogueira que você segue postando looks de corrida…, parece que tudo te leva em direção à corrida. Daí você pega o seu tênis, começa a correr, cabelos ao vento, sensação de liberdade, e de repente, a perna começa a doer, o fôlego se esvai e você, decepcionada com seu desempenho, acha que não serve para esse esporte.

Desanimo Corrida

Parece blábláblá whiskas sachê tudo o que descrevi até agora, mas acredite, já passei por isso e conheço MUITA, mas MUITA gente que ao conversar comigo, disse que não levou o esporte adiante por esses motivos. Por isso, refletindo sobre tudo isso, decidi listar algumas coisinhas que nos fazem desistir de correr – seguido de dicas que vão ajudá-la a vencer essas idéais. RÁ! 😀

Falta de Fôlego: pra mim é uma das maiores dificuldades que tive no início e é o que mais ouço as pessoas reclamarem. Acredite, é NORMAL você sentir falta de fôlego quando começa a correr. O segredo é: treino, treino, treino, e descobrir um ritmo confortável para você. Não adianta ir com sede demais ao pote ou achar que está numa prova de atletismo. Comece com uma caminhada rápida e vá evoluindo aos poucos. Com ajuda do seu médico, descubra a sua FCM (Frequência Cardíaca Máxima), ou seja, o número máximo de batimentos que o coração pode atingir em 1 minuto de exercício. Tenha em mente uma coisa: respeite os limites do seu coração! Tem um post sobre o assunto AQUI.

Lesão: tem alguma lesão e está com medo de correr? ou Começou a correr e sofreu alguma lesão? Isso acontece, e não adianta se desesperar, pois todos corremos esse risco. Vou confessar uma coisa: estou tratando uma lesão (não entrarei em detalhes aqui, farei post sobre o assunto mais pra frente), mas com os cuidados necessários determinados pelo meu médico, continuo correndo. Não do jeito e na frequência que gostaria, mas com parcimônia. Se você também faz parte desse grupo, não desanime e negocie com seu médico a melhor maneira de contornar essa situação. Lembre-se: melhor ir devagarzinho, do que não poder correr nunca mais. Recomendo a leitura DESSE POST.

Dores: se você não possui nenhuma lesão, está OK para correr, e sente dores nas pernas, pés ou costas, seu problema pode estar na postura. Por experiência própria, quando aumentava a velocidade e acabava ficando meio torta, era “batata”: sentia fortes dores nas costas e claro, nas pernas. Um bom alongamento após a corrida é super importante!

Se esse é o seu caso, recomendo o post  Qual o jeito certo de correr,  e essas dicas para os pés.

Frio/Calor/Chuva: depende do ponto de vista. Eu adoro correr no frio, mas sofro no calor. Com a loucura que anda nosso clima, o jeito é “se virar nos 30” para correr e não usar esse fator como desculpa. Dependendo do caso, se puder, corra na esteira, com os cuidados devidos: hidratação, proteção solar e roupa adequada. Escrevi um post sobre escolha da roupa AQUI e sobre proteção solar AQUI.

Estresse: não preciso falar muita coisa, estresse é uma desculpa para correr. Sério! Quando estou estressada e corro, o dia fica melhor! <3

Falta de tempo: quem não anda numa correria danada? Trabalho, relacionamentos, escola/faculdade/cursos, filhos…se te falta tempo (portanto desculpa perfeita para não correr), saiba que você faz parte da grande maioria da população urbana. O Corre Mulherada é escrito por mulheres que também vivem na correria do dia a dia. Duas que fazem parte da equipe (a Ju Ferrer e a Mari Frioli), além de serem esposas e trabalhadoras, também são mães de bebês ♥ (lindos!!!!!).

Preguiça: sem entrar em maiores detalhes, como a cama quentinha naquele domingo de manhã frio e chuvoso, ou o aconchego do seu/meu sofá, aqui o que reina mesmo é a FORÇA DE VONTADE. Uma tática que uso (sou dessas que AMA dormir quando tenho tempo livre e tenho tendências à procrastinação) é pensar com toda a vontade no objetivo final. FOCO é a palavra que mais se enquadra nesse caso. Nem que você cole alguma foto sua antiga que você está incrível ou fotos de inspiração na geladeira ou quarto, mas faça alguma coisa para vencer a preguiça. Funciona!

Desânimo: o conselho é o mesmo dado no caso de preguiça, porém com um plus: lembre-se que a maior beneficiada é VOCÊ e VOCÊ MERECE se dar esse tempo. Como o início de uma dieta, começar a correr não vai ser aquelas mil maravilhas. Às vezes, você pode se surpreender e adorar logo no início, e isso é ótimo! Mas caso você seja como eu, a dica é: estabeleça uma rotina. Nem que seja 30 minutinhos, até seu corpo PEDIR para correr. Sério, ele PEDE! Daí quando você chegar a esse nível, é só continuar! Tenha em mente uma META e corra atrás dela!

Comparação: vamos supor que você tenha começado a correr com aquela sua amiga (também ex-sedentária), ou corre com aquela amiga atlética que te incentivou a ir com ela, ou você é a amiga que começou a correr há mais tempo e a outra que você convidou bem depois, corre mais do que você. Evite a todo custo fazer comparações. Cada uma de nós temos um tipo físico, desempenho, capacidade de recuperação, enfim, ninguém é igual. Se ela conseguiu evoluir mais rapidamente e você não, tenha paciência e mais uma vez, respeite os limites do seu corpo. Uma hora você chega lá, o importante é não desistir!

Depois de tudo isso, minha dica final é:

seja_mais_forte_do_que_sua_desculpa

E ler esses posts inspiradores: Mari Aline Bruna.

 

Se você quer correr distâncias maiores ou dar um gás no final de uma corrida, é bom começar a treinar a sua resistência… Assim você consegue atingir um patamar cardiovascular e aeróbico legal para conseguir ter mais resistência na hora de querer desistir… rs. E que tipo de treino é esse? São os sprints!

Sim, esse termo mesmo que a gente já escutou em alguma transmissão da São Silvestre! 😛 Um sprint é você correr na sua maior velocidade por um curto tempo ou uma curta distância, que pode variar entre 400 metros até 1 quilômetro dependendo da sua resistência.

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E como incluir esse tipo de treino na sua corrida? Com sessões curtas, não indo muito diferente do treinamento intervalado, podemos melhorar o desempenho e a musculatura! Devemos nos lembrar que o foco é esse: não morrer naquele momento crucial e conseguir trabalhar a musculatura da melhor forma possível! Em números, aplique a regrinha dos 10% (da sua frequência cardíaca) e vá aumentando gradativamente o passo 3 vezes por semana.

Fica dica: Antes de cair de cabeça nos sprints, faça um treinamento básico de 3 a 4 semanas. Te ajudará a não sentir dores depois… E não se esqueça do devido e merecido descanso! O ideal é não treinar sprints em dias seguidos.

E eu nessa história? Eu passei a treinar alguns sprints e venho notando diferença! Principalmente quando consigo coordenar a respiração e o passo! (básico, né? rs) Treino é assim: um dia dá certo, no outro não… o importante é não desaminar, sabe? Agora o mais legal dessa técnica é que ela pode ser aplicada tanto em corridas como no ciclismo, natação e em quase qualquer outro tipo de exercício cardiovascular! Mas lembre-se, você é o seu maior guia! Tendo dores ou algum desconforto reduza a velocidade e procure um médico… Sua saúde em primeiro lugar! 😉