Rena, como é mais conhecida, é prima e parceira de corrida da Jú Ferrer.  Ela aproveitou que está passando uma temporada na Irlanda para conhecer como funciona a corrida de rua por lá e compartilhou a experiência com a gente 🙂

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Correndo na Irlanda

Por Rena Orofino

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A corrida foi The Human Race e as inscrições custaram de 15 a 25 euros dependendo do dia em que você se registrasse. Pensando na conversão isso daria de 45 a 75 reais. A corrida foi limitada a 1000 participantes e eu tenho uma suspeita de que não se inscreveram 1000, pois até 1 dia antes ainda tinha lugar vago.

Empolgação total, um dia antes da corrida fui retirar meu kit. Seria na arena na universidade das 12 às 18hs. 4 pessoas ,duas mesas e tudo vazio… Lógico! 1000 pessoas nunca lotariam a retirada do kit. O kit tinha uma sacola e camiseta…

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A corrida ia ser pertinho de casa. Fui de bike, prendi a magrela no bicicletário do lugar e descobri que não haveria guarda-volumes. Voltando um pouco no tempo, percebam, estava 10 graus Celcius, um vento fervoroso e eu tinha ido de bike, então estava de luvas, gorro e uma jaqueta corta-vento. Precisava de um guarda-volumes! Beleza, tinha levado uma sacolinha plástica e prendi minhas coisas na bicicleta (torcendo pra ninguém querer pegar minhas coisas).

A largada seria às 10:15. Cheguei à 9:30 e… nada! Parecia que tinha errado o dia! Depois de meia hora as coisas começaram a ser montadas. Óbvio que atrasou, mas beleza… a música começou a tocar, o mocinho avisou no microfone. Largada em 5 minutos! Roulou uma contagem regressiva de 10 segundos e bala! Não tinha chip no tênis, mas tinha um contador de tempo.

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Eram 3 opções de percurso: 10k, meia maratona e 30k. Óbviamente fui na de 10k, não sou uma corredora muito regular, não quis exagerar na brincadeira. Os números de peito tinham cores diferentes e eu fui ficando pra trás entre os caras q corriam 10 enquanto so caras da marathona e dos 30k voaram.

Consegui manter um ritmo constante, fazendo cada k entre 8:30 e 9 minutos. O percurso lindo, passando por umas partes cheias de árvores. O trânsito foi parcialmente fechado, mas em alguns momentos passei por carros e muitas pessoas que estavam andando de uma lugar pro outro… não tinha nenhuma barreira, nenhuma contenção. Pra indicar o percurso tinha umas pessoas da organização, mas não tinham uniformes nem nada.

Fui uma das últimas dos 10k a chegar e não tinha medalha, gatorade e festa me esperando… tinha frutinha e água… Fiz em 1h22. Logo depois de mim, o vencedor dos 30k (completou 30k em 1h44 OMG!).

Foi ótimo! Pra me mexer um pouco e sair da mesmice. Pra conhecer a cidade de um jeito diferente. Pra relativizar as coisas e ver que as corridas de São Paulo são ótimas!

 

 

Hoje temos mais uma história inspiradora de uma  leitora querida! É a Magali Fernandes, psicóloga de 29 anos que mora em São Paulo.  Com o incentivo de seu irmão e personal trainer, o Rafael, ela conta como começou a correr e conseguiu concluir os 21k sem andar na última etapa do Circuito Athenas, em 2013.

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Acreditando no impossível

Por Magali Fernandes

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Sou psicóloga, tenho 29 anos e gosto de passear e estar com os amigos e a família. Sou bem caseira. Não curto muito baladas, no máximo, sair com as amigas para um restaurante e encontros casuais. Minha história com a corrida começou quando meu irmão abriu uma academia e fui trabalhar com ele, em setembro de 2011. Ao longo de um ano, estava no processo de adaptação aos treinos, com muita preguiça… Enfim, tudo aquilo que uma gordinha sedentária tem em comum. Meus chefes já participavam de corridas de rua e eu jamais imaginei que fosse capaz de correr um quilômetro sequer. O interesse surgiu quando eles começaram uma campanha de incentivo para os alunos da academia participarem de corridas de rua. Foram eles quem me disseram: Você vai correr! E eu respondi: Vocês só podem estar malucos! A partir daí, foi um trabalho de muitos treinos! Minha primeira prova foi em setembro de 2012, na 20° Meia Maratona de Revezamento Pão de Açucar. Corri 5k. Nossa, foi bem cansativo, pois estava muito acima do peso! Daí por diante, resolvi queria fazer mais e mais provas, e foi surgindo interesse pelos 10k. Fiz algumas provas e o desafio foi aumentando. Depois de muitos treinos, comemorei 1 ano de corridas participando das 10 Milhas, em setembro de 2013. Fiz a prova com meus dois queridos professores, que me incentivaram e incentivam até hoje.

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Chegada da primeira meia-maratona: momento inesquecível!

Depois de completar as 10 Milhas, eles me encorajaram a fazer meus primeiros 21k naquele mesmo ano, em novembro de 2013. Pensei comigo mesma: Vocês só podem estar malucos mesmo! Mas, como eu vinha em um ritmo bacana de treinos, eles garantiram que eu poderia concluir a prova. E quando dizem que você é capaz, acredite, pois você é!!! Fiz sim os 21k do Circuito Athenas – morta, mas fiz! kkkkk… Com o incentivo do meu irmão e personal trainer, Rafael Fernandes, consegui concluir a prova sem andar e apesar da falta de água no percurso, o que foi bem difícil! Depois de completar os 21k, criei a fanpage Acreditando no Impossível, para que todos saibam como a corrida mudou a minha vida 🙂

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De lá para cá, completei outras provas de 5, 10 e 16k. Agora estou me preparando para a tão sonhada Meia Maratona do Rio de Janeiro. Em 2015, quero fazer minha primeira maratona – sim, 42k, por que não?! Treino todos os dias e às vezes abro mão daquilo que gosto para correr no domingo com as amigas, sozinha, seja lá como for, porque sei que sempre vai valer a pena!

A Corrida da Leitora é um espaço para compartilhar histórias, conquistas, superações, dicas e muito mais! Quer participar? Preencha o formulário e entraremos em contato.