A Juciara Lima é uma leitora super querida que já apareceu outras vezes aqui no blog contando sobre suas provas. Este ano, ela correu sua segunda meia maratona na Asics Golden Run São Paulo como convidada do Corre Mulherada e agora trazemos o seu relato dessa prova incrível!

Aproveita a inspiração e corre se inscrever no nosso concurso cultural para concorrer a uma inscrição para a etapa de Belo Horizonte da Golden, que acontece no fim do mês! 😉

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Oi, mulherada! Vou contar como foi representar o CM na Asics Golden Run 2017 em São Paulo! 🙂

De cara já aviso: não faça uma meia maratona se não tem uma boa rotina de treinos. Essa distância merece respeito e disciplina. Mas, realmente, não foi o meu caso! rs

Eu vinha treinando bem porcamente e, quando ganhei a inscrição, pensei: OU VAI, OU RACHA! E foi…

Cheguei no Ibirapuera por volta das 6h20 e fui para o guarda-volumes, que estava sem fila e bem organizado. Encontrei com a Fernanda e com a Lou, uma pessoa maravilhosa que conheci no grupo do CM. 🙂 Meu pelotão de largada era o B, mas resolvemos largar juntas e fomos todas para o pelotão da Lou, o E.

Ju, Lou e Fê na largada

A largada foi bem animada! A Fernanda estava melhor preparada e, já no primeiro quilômetro, seguiu seu caminho, enquanto a Lou e eu corremos juntas até o terceiro quilômetro, quando o pé dela resolver reclamar… Então, fiquei sozinha. E foi aí que percebi como o psicológico é importante na corrida.

Eu não estava muito bem preparada fisicamente, mas preparei muito meu psicológico pra essa prova. Durante o percurso, passamos por alguns túneis e, vou dizer, é muito desconfortável! Achei que iria passar mal, mas fui conversando sozinha, me convencendo de que estava acabando. rs

Corri sozinha, sem fone, sem pressa… Lá pelo sétimo quilômetro, tinha uma banda animando a galera (depois do jóquei). Quando passei ali, sabia que conseguiria completar a prova!

Porém, no km 12, senti que algo estava errado com meu pé… Quis chorar! Controlei a respiração e pensei “Você pode quebrar e voltar, ou pode ir até o fim”. Não aconselho que ninguém faça isso, ok? Mas eu me conheço e fui embora.

Bom, lá estava eu, sozinha, com o meu pé querendo me sabotar e o corpo dando sinais de cansaço… Eis que aparece um anjo – só nos conhecemos após a linha de chegada –, a Adriana Kovacs!  Fiz dela o meu coelho e a acompanhei por vários quilômetros em silêncio. Se não fosse por ela, eu não teria chegado até o fim.

O mais curioso da corrida é que era pra ser um esporte individual, né? Mas, olha, fizemos uma dupla e tanto! Quando cruzamos a linha de chegada, nos abraçamos e agradecemos, trocamos contato e tudo mais!

Juciara e Adriana no final da prova

 

A hidratação da prova é bem farta, com água e isotônico. Mas tenho um ponto de atenção para a organização da prova: ter água após a entrega do gel, único aspecto negativo da corrida na minha opinião. Nos dois pontos de gel, corri um tempão com ele na mão esperando o ponto de hidratação.

Quando a corrida acabou fui encontrar as meninas (Fê e Lou) e curtir a área VIP da Asics! 😀

Foi uma experiência maravilhosa! Minha segunda meia maratona me deu um tapa do tipo “ACORDA E VAI TREINAR”, afinal, a W21k está chegando!

Quanto ao meu pé, ganhei um fratura por estresse, mas nada grave. Acontece nas melhores famílias, rs, e já estou recuperada! Espero poder representar o CM em várias outras corridas!

 

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Você já participou de uma corrida rústica? No post hoje, a Cláudia Renata conta pra gente como foi correr a sua primeira prova nesse estilo na Guaranis Race, que aconteceu no dia 3 de junho no litoral norte de São Paulo. 

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Oi oi, meu nome é Cláudia, tenho 39 anos e acompanho o Corre Mulherada desde 2014, quando comecei a tentar correr no puerpério. Em 2015, participei do treino de aniversário do blog e fui picada pelo bichinho da corrida! Resolvi escrever sobre a prova que participei dia 03 de Junho, a Corrida Guarani. 

Geralmente, participo de corridas de rua em São Paulo e corro nas ruas do meu bairro com minha assessoria. Minhas únicas experiências fora das ruas foram algumas corridas em praias (fiz um trecho no Revezamento Maresias Bertioga em 2016) e o Treino de Montanha do Blog, no ano passado também. Quando meu treinador sugeriu que nos inscrevêssemos para uma corrida “rústica”, pensei que correríamos somente em estradas de terra. Só pensei mesmo…

A corrida Guarani é realizada dentro da reserva indígena dos Índios Guaranis, no litoral norte de São Paulo, em Boracéia. São quatro tipos de prova: a Kids, com percurso de 500 m; caminhada e corrida de 5 km; e a corrida de 13 km. Parte do valor da inscrição é repassada diretamente à Aldeia. No kit da prova, recebemos uma camiseta, o chip (para prender no pulso esquerdo), um colar feito pela tribo, um squeeze e uma tatuagem removível com o logo da prova. A organização também pediu para que levássemos doações de alimentos para a aldeia.

Ao chegar ao local da prova, havia uma exposição e venda de artesanato e comidas indígenas. Os índios também estavam fazendo pinturas nos corredores. Antes da largada dos 5 km, o cacique da tribo e os índios entoaram um canto e fizeram uma dança para nos recepcionar. Fomos convidados a participar da roda e dançamos todos de mãos dadas! Foi bem bacana! 

Quando cheguei na largada dos 5 km, descobri que fui inscrita por engano nos 13 km. Neste momento, fui informada que estava desclassificada, mas que poderia correr e receber a medalha se quisesse. Fiquei chateada, mas só poderia pegar meu número de peito depois. O objetivo era não interferir na cronometragem e no controle da prova.

O início do percurso foi tranquilo, em uma estrada de terra batida com algumas poças, pois havia chovido há 2 dias. Corremos cerca de 2 km e eu estava achando a prova bem “fácil e plana”. Passamos por algumas ocas e casas dos índios, atravessamos um rio por ponte e entramos em uma trilha bem estreita. Aí começou mesmo! Uma trilha no meio da mata bem fechada, com alguns sobe-e-desce, mas bem sinalizada e com alguns índios posicionados para não nos perdemos.

Bem no começo, havia uma descidinha para atravessar um córrego – impossível não molhar o pé. Morri de medo de cair! Travei e deixei vários corredores passarem na minha frente antes de consegui ir. Dali em diante, a trilha era mais aberta e corri praticamente sozinha. Uma delícia! Nem lembrei de ligar música, o dia estava ensolarado e, realmente, o visual era incrível! Fui até mais devagar para curtir o momento.

Logo mais, passamos por mais córregos e entendi o porquê do chip no pulso: como você realmente atola o pé na lama, corre o risco de perder ou danificar o chip (e o tênis também!). Continuei o trajeto e deu aquela vontade de ter tentado os 13 km (era outra trilha diferente, com um rio para atravessar), só para curtir o lugar mesmo.

A medalha da prova e os tênis que ganhei no sorteio do treino de montanha do blog!

A organização da prova não disponibilizou pontos de hidratação, até para não deixarmos lixo na mata, então cada um levou água/líquido como pode. Eu fui com cinto de hidratação.  Depois de cerca de 20 minutos, voltei à estrada de terra e pude correr num ritmo habitual! Na chegada, recebi minha medalha sem problemas e poderia pegar de volta meu número de peito. Também ganhamos banana, maçã e alguns biscoitos. Comprei algumas peças de artesanato e fiquei com meu grupo esperando os corredores dos 13 km. 

Neste momento, a ambulância da organização tinha ido atender um atleta que desmaiou dentro do percurso de 13 km, no km 5 da corrida. Enquanto o resgate não chegou, os corredores que o encontraram fizeram os cuidados iniciais, mas, infelizmente, o atleta faleceu. Os meus colegas chegaram bem tristes com o ocorrido. 🙁 (Veja o comunicado oficial da organização.)

Apesar do evento trágico que aconteceu durante a corrida, achei incrível correr nas trilhas da Mata Atlântica e, ao mesmo tempo, ajudar os indígenas. Espero participar de outras corridas rústicas! 

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