Ana Cláudia Lemos e Rosangela Santos estão entre as nossas velocistas.

Ana Cláudia Lemos e Rosangela Santos estão entre as nossas velocistas.

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) confirmou nesta semana o nome dos 66 atletas que vão representar o Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016. A delegação, com 36 homens e 30 mulheres, é a maior da história da modalidade na competição. E boa parte desses atletas competirá em provas de corrida!

Bora conferir quem são os corredores e corredoras que vão fazer a gente vibrar em agosto?

Feminino

Juliana dos Santos levou o ouro nos 5.000m no Pan 2015, mas vai disputar os 3.000m com obstáculos nos Jogos Olímpicos.

Juliana dos Santos levou o ouro nos 5.000m no Pan 2015; nos Jogos Olímícos, ela vai disputar os 3.000m com obstáculos.

  • Rosangela Santos — 100m, 200m, 4x100m
  • Ana Claudia Lemos — 100m, 200m (R), 4x100m
  • Franciela Krasucki — 100m, 4x100m
  • Vitória Cristina Rosa — 200m, 4x100m
  • Kauiza Venâncio — 200m, 4x100m
  • Bruna Farias — 4x100m
  • Geisa Coutinho — 400m, 4x400m
  • Jailma Lima — 400m, 4x400m
  • Tabata Vitorino — 4x400m
  • Letícia Cherpe de Souza — 4x400m
  • Joelma das Neves Sousa — 4x400m
  • Cristiane dos Santos Silva — 4x400m
  • Flavia Maria de Lima — 800m
  • Tatiele Roberto de Carvalho — 10.000m
  • Fabiana Moraes — 100m com barreiras
  • Maila Paula Machado — 100m com barreiras
  • Juliana Paula dos Santos — 3.000m com obstáculos
  • Adriana Aparecida da Silva — maratona
  • Marily dos Santos — maratona
  • Graciete Moreira Santana — maratona

Masculino

paulorobertopaula-soloneidasilva

Paulo Roberto de Paula e Solonei Silva participarão da maratona olímpica.

  • Vitor Hugo dos Santos — 100m, 200m, 4x100m
  • Aldemir Gomes Junior — 200m, 4x100m
  • Jorge Henrique Vides — 200m, 4x100m
  • Bruno Lins — 200m (R), 4x100m
  • José Carlos Moreira — 4x100m
  • Ricardo Mário de Souza — 4x100m
  • Hederson Estefani — 400m, 400m com barreiras, 4x400m
  • Pedro Burmann — 4x400m
  • Hugo Balduino — 4x400m
  • Peterson dos Santos — 4x400m
  • Lucas da Silva Carvalho — 4x400m
  • Alexander Russo — 4x400m
  • Lutimar Paes — 800m
  • Kleberson Davide — 800m
  • Thiago André — 1.500m
  • João Vitor de Oliveira — 110m com barreiras
  • Eder Souza — 110m com barreiras
  • Mahau Suguimati — 400m com barreiras
  • Marcio Teles — 400m com barreiras
  • Altobeli Silva — 3.000m com obstáculos
  • Marilson Gomes dos Santos — maratona
  • Paulo Roberto de Almeida — maratona
  • Solonei Rocha da Silva — maratona
Marilson Gomes dos Santos completa o time de maratonistas brasileiros.

Marilson dos Santos completa o time de maratonistas brasileiros.

Como já explicamos neste post, o Atletismo engloba um grande número de provas e nem todas são de corrida. Aqui listamos apenas os corredores. Para conhecer os demais atletas e a comissão técnica, veja a lista completa no site da CBAt.

Atletas brasileiros nos Jogos Parapan-Americanos 2015, em Toronto, Canadá.

Atletas brasileiros nos Jogos Parapan-Americanos 2015, em Toronto, Canadá.

O atletismo está presente no programa dos Jogos Paralímpicos desde a sua primeira edição, realizada em Roma no ano de 1960, com 25 provas. De lá pra cá, o atletismo paralímpico só cresceu! No Rio, é o esporte que terá o maior número de concorrentes: serão 1.100 atletas em 177 provas. O Brasil conquistou suas primeiras medalhas em 1984 e, desde então, já faturou 109 medalhas, sendo 32 de ouro, 47 de prata e 30 de bronze, com fortes concorrentes ao pódio. 😉

Praticado por atletas com diversos tipos e graus de deficiência, o atletismo paralímpico possui várias modalidades, desde provas de corrida até saltos, lançamentos e arremessos. Nas corridas, atletas com deficiência visual mais alta podem ser acompanhados por guias, ligados a eles por uma corda – mas estes devem apenas orientar a direção com instruções simples, sem puxar o atleta pela corda (nesse documentário você pode entender melhor como é o trabalho do guia).

Já entre os deficientes físicos, há corridas com o uso de próteses (próprias para corrida) ou em cadeiras de rodas. Essas cadeiras de rodas também são especiais para a prática esportiva e utilizam alta tecnologia, semelhante às bicicletas de competição, atingindo facilmente velocidades acima de 30 Km/h!

Atletas na final do T54 nas Paralimpíadas de Pequim, em 2008.

Atletas na final do T54 nas Paralimpíadas de Pequim, em 2008.

Nas Paralimpíadas, as provas são classificadas por um código de letras (F para as provas de campo, T para as de pista) e números, que indicam qual é o tipo e o grau de deficiência dos competidores (quanto menor a numeração, maior o nível de deficiência).

  • 11 a 13 – com deficiência visual
  • 20 – com deficiência mental/intelectual
  • 31 a 38 – com paralisia cerebral (31 a 34, cadeirantes / 35 a 38, andantes)
  • 40 – anões
  • 41 a 47 – amputados e outros (les autres)
  • 51 a 57 – competem em cadeiras de rodas (sequelas de poliomielite, lesões medulares e amputações)

Com adaptações conforme a classificação, as provas são bem similares às do Atletismo Olímpico. Abaixo, explicamos um pouco mais sobre elas:

Provas Track (pista): corridas de velocidade e fundo

Nas provas de corrida, são disputados percursos de 100, 200, 400, 800, 1.500 e 5.000 metros na pista de atletismo, e a maratona (42,195 km) nas ruas da cidade. No Rio, todas as provas de atletismo paralímpico acontecerão no Estádio Olímpico, com exceção da maratona, que será realizada no Forte de Copacabana.

Há também provas de revezamento, com equipes de quatro atletas que disputam corridas de 4 x 100 e 4 x 400 metros. Como na prova olímpica, os corredores devem passar um bastão para seu companheiro de equipe, exceto os cadeirantes, em que um toque com a mão no corpo do outro é suficiente.

O atleta Alan Fonteles, vencedor dos 200 m T44 na Paralimpíada de Londres, em 2012

O atleta Alan Fonteles, vencedor dos 200 metros T44 na Paralimpíada de Londres, em 2012

Provas Field (campo): arremessos, lançamentos e saltos

Arremesso de maça: são três tentativas para lançar um bastão de madeira com base de metal, que pesa cerca de 400 gramas, o mais longe possível. O arremesso é feito com o atleta sentado em um plataforma adaptada.

Arremesso de peso: o atleta deve lançar peças redondas de metal redondos, cujo peso varia de 2 a 7,26 kg. São três tentativas para arremessar o mais longe possível. Conforme a classe, esse lançamento é feito em pé ou sentado em uma plataforma adaptada, e uma barra vertical fincada no solo também pode ser utilizada como apoio.

Lançamento de dardo: são três tentativas para lançar o mais longe possível um dardo com ponta metálica, cujo peso varia de 500 a 800 gramas. Dependendo da classificação, esse lançamento é feito em pé, sentado em cadeiras ou em plataforma, e a barra vertical também pode ser utilizada como apoio.

Atleta se prepara para arremessar o dardo (CPB/Divulgação)

Atleta se prepara para arremessar o dardo (CPB/Divulgação)

Lançamento de disco: os discos pesam de 750 gramas da 2 quilos, e os atletas têm três tentativas para lançá-los o mais longe possível, em pé ou sentados em plataformas.

Salto em distância: após pegar impulso correndo cerca de 40 metros, sendo que o último passo não deve ultrapassar a tábua de salto, o atleta deve saltar e aterrissar o mais longe possível em uma caixa de areia. São três tentativas por competidor.

Salto em altura: o atleta deve saltar o mais alto possível sobre o sarrafo, aterrissando em um área acolchoada. São três tentativas para cada altura.

As Paralimpíadas acontecem depois das Olimpíadas, de 7 a 18 de setembro. Se animou para acompanhar as disputas? Então veja como comprar ingressos e ver a grade de programação completa no site do Rio 2016. 🙂

Com informações de Rio 2016, Brasil 2016 e Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).