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Já explicamos aqui no blog o que é diabetes e alguns cuidados adicionais que corredores diabéticos devem ter. Contudo, como acontece com muitas outras doenças, há diversos mitos sobre o assunto, em especial relacionados à alimentação. Por isso, pedimos para a dra. Yolanda Schrank, endocrinologista do laboratório Bronstein, esclarecer 10 dúvidas que estão entre as mais comuns.

1. Consumir muito açúcar causa diabetes.
Mito! O açúcar não é o agente que causa o diabetes diretamente, mas comer alimentos com muito açúcar pode levar à obesidade que, por sua vez, pode trazer o quadro de diabetes em pessoas predispostas.

2. Pessoas diabéticas não podem consumir doces ou chocolates.
Verdade! Doces e chocolates devem ser evitados por pacientes diabéticos, já que a metabolização desses alimentos depende da insulina, hormônio deficiente nessas pessoas.

3. Pessoas diabéticas só podem consumir alimentos diet.
Mito! O ideal para pacientes diabéticos é que eles tenham uma dieta equilibrada. No entanto, alimentos dietéticos devem ser preferidos no lugar das versões com mais açúcar.

4. Diabéticos devem controlar a ingestão de frutas.
Verdade! Por conterem frutose, outro tipo de açúcar transformado em glicose pelo organismo, as frutas devem ser consumidas de forma equilibrada.

5. Pessoas com diabetes não podem comer pães e massas.
Mito! Desde que seja de forma moderada, já que o organismo transforma esses alimentos em glicose, pessoas com diabetes podem comer pães e massas.

6. Cortar os carboidratos da dieta anula a necessidade da ingestão de insulina.
Mito! Cortar carboidratos pode diminuir a necessidade de insulina, mas não a anula completamente. Em quantidades reduzidas, o carboidrato está presente em outros grupos de alimentos e, além disso, o organismo, quando não recebe glicose suficiente na alimentação, produz glicose a partir de outras fontes.

7. Mães diabéticas terão filhos diabéticos.
Mito! Segundo a dra. Yolanda, isso não é uma regra. Apesar de o diabetes tipo 2 ter herança genética, fatores ambientais como o sedentarismo, a obesidade e os maus hábitos alimentares determinam seu desenvolvimento.

8. Diabetes não tem cura.
Depende! O diabetes tipo 1, decorrente da destruição autoimune das células que produzem a insulina, não tem cura. Já o tipo 2 pode ser revertido quando o paciente faz uma grande mudança em seu estilo de vida. Pessoas obesas que perderam peso com estilo de vida saudável, por exemplo, podem reverter o diabetes tipo 2.

9. A aplicação de insulina causa dependência química.
Mito! A insulina, assim como qualquer medicamento necessário ao tratamento de doenças crônicas, não causa dependência, ou seja, o paciente não tem crise de abstinência quando suspende seu uso. Entretanto, como ele não produz o hormônio em quantidade suficiente, a suspensão do tratamento poderá implicar sério risco à saúde. “É importante entender que a insulina é um hormônio essencial ao bom funcionamento do organismo. Por isso, as injeções são parte indispensável do tratamento do diabéticos tipo 1, que não produzem o hormônio. Portadores de diabetes tipo 2, em especial diabéticos de longa data, também podem necessitar fazer uso do hormônio, transitoriamente ou em definitivo”, afirma a dra. Yolanda.

10. O estresse pode agravar o diabetes.
Verdade! Segundo a médica, o estresse provoca a liberação de hormônios como o cortisol, que aumenta a glicose no sangue. Consequentemente, o estresse pode dificultar o controle da doença.

Tem mais alguma dúvida sobre diabetes? Deixe nos comentários!

Dra. Yolanda SchrankDra. Yolanda Schrank é endocrinologista integrante do corpo clínico do laboratório Bronstein Medicina Diagnóstica. Médica integrante do Canal do Médico/Setor de Provas Fucionais – DASA e do Serviço de Endocrinologia do Hospital Federal de Bonsucesso. Especialista em Endocrinologia e Metabologia – SBEM/AMB, tem mestrado em Endocrinologia e Metabologia pela PUC-RJ.

Um assunto muito interessante e muito indagado por todos é o uso de adoçantes. Todos aqui sabemos que hoje dados científicos consideram o açúcar um grande vilão na alimentação. Nós do blog Corre Mulherada fomos convidadas a participar do evento de lançamento da nova linha de adoçantes Finn, para ouvirmos e entendermos um pouco mais do assunto. Esse evento contou com a presença do médico endocrinologista Filippo Pedrinola, do preparador físico Marcos Paulo Reis, da mestre em nutrição Cynthia Antonaccio e da nossa musa Gabriela Pugliesi.

Finn

Atualmente no mundo o açúcar e a obesidade caminham lado a lado, principalmente em países que apresentam uma renda mais baixa. Além de ser o grande promotor da obesidade, o alto índice de açúcar no sangue está associado a diversas doenças degenerativas, ataques cardíacos, derrame cerebral e diabetes.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou em agosto de 2010 os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-09), onde afirma que o peso dos brasileiros vem aumentando gradativamente nos últimos anos. O número de homens adultos considerados acima do peso aumentou de 18,5% para 50,1%, e o de mulheres de 28,7% para 48%.

Outro fator preocupante é a diabetes. Dados levantados pelo Ministério da Saúde em 2012 mostram que a diabetes mata quatro vezes mais pessoas do que a AIDS, e supera também o número de mortos em acidentes de trânsito. Esses dados são baseados em números de 2010, quando cerca 54 mil morreram por consequência direta da diabetes. Outros 68,5 mil aproximadamente morreram de outras doenças, como câncer e problemas cardíacos, mas tinham a diabetes como um fator associado, que agrava o quadro dessas enfermidades. No total, quase 123 mil diabéticos faleceram.

É importante gente frisar que estamos falando de excesso de açúcar. Ninguém fica obeso da noite pro dia, nem desenvolve diabetes por conta de uma quantidade considerável de açúcar, a não ser que você carregue esse fator de risco na sua genética. Eu por exemplo tive casos graves de diabetes na minha família, e graças a Deus sou saudável, mas tento ao máximo evitar o açúcar. Como doce, claro! Mas procuro equilibrar ao máximo e sempre que posso prefiro o adoçante, como no caso de sucos, cafés, chás e etc.

O abuso do açúcar também está relacionado, muitas vezes, às doenças como ansiedade e depressão, possíveis desencadeadores da obesidade e outras doenças.

Adoçantes: 

Adoçantes dietéticos são produtos que possuem doçura, mas não contém sacarose (açúcar da cana), o que faz com que o índice de glicemia no sangue não seja alterado, tornando impossível o fornecimento de calorias.

Os adoçantes podem ser utilizados por diabéticos, recomendados para dietas de emagrecimento ou com restrição de açúcar e ainda para pessoas com peso saudável, mas que precisam controlar a ingestão de açúcar ou que querem manter o peso.

Todos os adoçantes e suas substâncias são seguros para o consumo humano em todas as fases da sua vida. A escolha de uma substância em detrimento da outra é uma questão de paladar.

Tipos de substancias:

  •  Aspartame:Descoberto em 1965, tem 200 vezes mais poder de dulçor que o açúcar e, como a quantidade utilizada para chegar ao sabor desejado é pequena, não representa valor calórico significativo. É uma das substâncias mais utilizada em bebidas diet e light e é a mais estudada no mundo.Mitos, que talvez você já tenha escutado por aí: Não há associação entre consumo de aspartame e aumento do apetite, danos neurológicos, dores de cabeça, câncer ou prejuízos no desenvolvimento infantil.

    O aspartame perde o poder de dulçor quando aquecido a altas temperaturas. Por isso não pode ser utilizado para fins culinários.

  • Ciclamato de SódioDescoberto acidentalmente em 1937, sua utilização está sempre associada a alguma outra substância, normalmente vem combinado com a Sacarina Sódica.Mitos que talvez você já tenha escutado por aí: Houve a observação que alguns indivíduos e certos animais metabolizam altas taxas de ciclamato, e que a sua ingestão crônica aumentava a incidência de tumores de bexiga em ratos. Por esse motivo, o ciclamato foi proibido nos EUA em setembro de 1970. Desde então, foram conduzidos muitos estudos sobre a relação do ciclamato de sódio e o câncer, não tendo sido demonstrada incidência estatisticamente significativa de tumores na bexiga dos animais testados. Em 1985 estudos chegaram à conclusão de que o ciclamato não provoca câncer.

    Pode ser utilizado para fins culinários. 

  •   SacarinaDescoberta nos Estados Unidos no final do século 19, em 1879, a sacarina é considerada o edulcorante mais antigo. Seu uso como adoçante foi introduzido em 1900 nos EUA e desde então aumentou gradualmente, principalmente por apresentar um bom custo-benefício.Não é metabolizada pelo organismo, sendo excretada de forma inalterada pelos rins.

    Pode ser utilizada para fins culinários.

  • Sucralose600 vezes mais doce que o açúcar, é o único adoçante derivado da cana de açúcar, obtido pela modificação de sua estrutura molecular. Apresenta o menor residual amargo e o sabor mais próximo ao do açúcar.Não existem grandes mitos ou pontos negativos a seu respeito. A sucralose é altamente recomendada por médicos e nutricionistas, não apresenta toxicidade e é um dos edulcorantes mais versáteis.

    Pode ser utilizada para fins culinários.

  • StéviaA stévia é um adoçante extraído da planta Stevia rebaudiana, originária da Serra do Amambaí, na divisa entre Brasil e Paraguai. Formado pelos glicosídeos de esteviol, possui 300 vezes o poder de dulçor do açúcar. Por ser originária de uma planta, esta substância é considerada de origem natural.A stévia possui um sabor característico, adequado para  as pessoas que valorizam o consumo de produtos naturais.

    A grande maioria das indústrias mistura a stévia com a sacarina e o  ciclamato.Não existem assuntos polêmicos em torno dessa substância.

    Os esteviosídeos não acumulam no fígado ou rins e são livres de efeitos colaterais.

Mais uma vez é importante lembrar que tudo em excesso faz mal, e muitos mitos estão relacionados ao uso excessivo de adoçantes. Então aqui segue uma tabelinha que mostra a quantidade máxima de ingestão diária aceitável (IDA) de uma pessoa, ou seja, a quantidade que uma pessoa pode ingerir por dia sem representar risco à sua saúde. (Gente, é praticamente impossível ultrapassar isso). o.O

tabela1

tabela2

MITOS E VERDADES

Crianças podem consumir adoçantes – SIM!

Os valores da IDA são estabelecidos de acordo com o peso corporal, como visto anteriormente. Por terem um peso menor, as crianças possuem limites de ingestão menores, mas ainda assim distantes das quantidades habituais de consumo.

Tomando o mesmo exemplo do aspartame, uma criança de 30 kg pode consumir até 1.200 mg de aspartame por dia (IDA (40) x kg (30) = 1.200 mg), o equivalente a 30 sachês ou 2,25 litros de refrigerante adoçado somente com aspartame.

O uso de adoçantes por crianças é especialmente recomendado em casos de diabetes e obesidade infantil.

Grávidas podem consumir adoçantes – SIM!

No Brasil seguimos as recomendações do JECFA, autoridade máxima em segurança alimentar. A aprovação de edulcorantes para consumo pelo JECFA pressupõe prévia análise científica e toxicológica considerando diferentes grupos populacionais, incluindo mulheres grávidas e em período de amamentação. Sendo assim, apesar de muitas vezes não estar explícita essa informação, conclui-se que o uso de adoçantes por grávidas e nutrizes é permitido, desde que dentro dos limites diários de ingestão. Isso é válido para todas as substâncias aprovadas para consumo, com valores de IDA estabelecidos.

O uso de adoçantes na gravidez é especialmente recomendado a mulheres diabéticas e/ou que precisam controlar o ganho de peso.

 Adoçantes afetam a função neurológica – NÃO!

Estudos indicam que as doses diárias não provocam alterações neurofisiológicas, neuropsicológicas e comportamentais em jovens adultos saudáveis.

 Adoçantes causam e/ou pioram dores de cabeça e enxaqueca – NÃO

Esta questão sempre esteve associada ao aspartame. No entanto, estudos controlados demonstraram que essa substância não causa, nem piora dores de cabeça ou enxaquecas.

Cabe enfatizar que dores de cabeça e enxaquecas são multifatoriais, podendo estar associadas a diversos fatores, que vão desde o stress e distúrbios do sono até doenças físicas ou psíquicas.

 Adoçantes engordam – NÃO!

Muito pelo contrário! São importantes aliados para a perda de peso, já que substituem o açúcar e reduzem o valor calórico da dieta.

Nenhum adoçante afeta os níveis de glicose e insulina. Logo, não causam efeito rebote de fome, não aumentam a ingestão alimentar e são indicados para diabéticos.

 Nem todas as pessoas intolerantes à lactose sentem desconforto ao consumir adoçantes em pó cujo agente de corpo é a lactose – VERDADE!

Adoçantes em pó contêm lactose, mas isso não significa que não podem ser consumidos por pessoas intolerantes a esse açúcar.

Isso porque a quantidade de lactose de cada sachê é muito pequena (entre 0,75 e 0,78 g/sachê) inferior até a outros produtos como, por exemplo, o leite sem lactose. Existem diferentes graus de intolerância.

Uma pessoa pouco sensível pode consumir adoçante em pó e não apresentar efeitos colaterais, outra, mais sensível, poderá sentir algum efeito. A quantidade consumida também influenciará o surgimento ou não de sintomas.

O ideal é que uma pessoa intolerante faça um teste para verificar aceitação individual. Caso apresente desconforto, o ideal é que faça o uso das versões líquidas.

Adoçantes a base de Sacarina e Ciclamato não podem ser consumidor por hipertensos por conterem alto teor de Sódio – MITO!

Adoçantes à base de sacarina/ciclamato possuem quantidades desprezíveis  de sódio em uma porção (três gotas), apenas 2 mg, o que representa 0,1% do limite de consumo diário de sódio recomendado pelo Ministério da Saúde (1.700 mg).

Vale lembrar que, no Brasil, a maior parte do sódio da alimentação vem do sal de cozinha, que representa, em média, 71,5% do total de sódio que uma pessoa ingere diariamente.

Eu sempre consumi adoçante, mas confesso que tinha um pé atrás com relação aos riscos que imaginava que existiam. Agora, depois dessa aula do Dr. Felippo, me sinto muito mais segura sobre o uso de adoçantes. 🙂

Foto: http://www.facebook.com/FinnOficial

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