Desde que começamos a treinar na Bio Ritmo, nossos olhinhos brilharam com uma das aulas que a academia oferece: a Bio Running.

Cada vez mais academias estão investindo na modalidade, e nós sempre tivemos curiosidade em saber como funciona essa tal “aula de Running”! Por isso, já no meu primeiro dia na academia, fui correndo pegar a senha e fazer minha grande estreia na sala dedicada exclusivamente ao Running! 😀

IMG_6010Sala Running, exclusiva para a aula, na Bio Ritmo Paulista (Foto: Divulgação)

Simplificando, poderia dizer que a aula de Running está para a corrida mais ou menos como a aula de Spinning está para o ciclismo, hahaha… Ficou animada? Ou ficou assustada? rs… Calma, vou explicar tudinho! 😉

Como funciona a aula? Cada um fica na sua esteira seguindo as instruções do professor, que consistem em alterar a velocidade e/ou a inclinação conforme o exercício proposto. As séries duram em média 5 minutos, intercaladas com descansos ativos (caminhada ou trote de cerca de um minuto). Por isso, mesmo que você não consiga correr direto por muito tempo, dá para encarar.

Qualquer pessoa pode fazer? De modo geral, sim. Afinal, o professor não determina a velocidade que você deve correr, mas a frequência cardíaca e/ou a sensação de esforço que você deve ter a cada exercício. Se a velocidade vai ser 8, 10 ou 15 depende do seu condicionamento. Só não recomendo para quem corre muito pouco ainda: nesse caso, a aula pode ficar bastante “puxada” e acabar desmotivando.

Dá para cansar na aula? Opa, se dá! Como você é quem determina a velocidade, o quanto você vai se cansar depende da sua disposição. Eu procuro correr em uma velocidade “honesta” — o suficiente para sentir que estou me esforçando, mas sem chegar no meu limite — e posso dizer que é um exercício e tanto!

Ajuda a melhorar a performance na corrida? Aí depende muito do seu objetivo. Na minha opinião, a aula de Running é legal para quebrar um pouco a monotonia dos treinos (naquela fase em que você está meio de saco cheio de correr e quer dar uma variada, sabe?) e também para quem cansou de correr sozinho. Os exercícios são diferentes e empolgantes, e podem ajudar a melhorar seu condicionamento. Porém, se você tem um foco específico em mente (como fazer xis distância em xis tempo), as planilhas continuam sendo a melhor opção.

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Leva toalha que você vai suar, fia – mas vai sair sorrindo também! 

Eu gostei e recomendo que todo mundo experimente. Se você é iniciante, pegue leve. Se você já corre, é uma boa oportunidade para se desafiar. Acima de tudo, divirta-se! 🙂

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Em maio eu contei aqui como foi correr grávida e hoje venho contar como está sendo correr no pós-parto.

Depois de uma gravidez linda, tranquila e super saudável, no dia 17 de julho a Beatriz decidiu que queria nascer. Depois de um trabalho de parto lindo, ela nasceu com quase 4kg e mais de 50cm. Linda, porém o que ninguém esperava é que a minha Bia tinha um problema genético e precisou ficar na UTI depois de um susto logo após nascer. Ela ficou 20 minutos sem respirar, teve que ser reanimada e foi pra UTI Neonatal num estado muito grave. Depois de 4 dias na UTI Neonatal, ela virou um anjinho. Esse problema genético não tinha como detectar durante a gravidez, pois em todos os exames ela se desenvolveu perfeitamente, nunca deu nenhuma alteração. Apenas quando ela nasceu e o pulmão dela precisou trabalhar sozinho que descobrimos que ela tinha um problema (dentro da barriga o pulmão não funciona igual funciona fora do útero).

Bia na barriga e depois que nasceu. Minha princesinha.

Bia na barriga e depois que nasceu. Minha princesinha.

Foram os 4 piores dias da minha vida, estava feliz por apesar de tudo ela estar sendo guerreira e aguentando firme. Tinha esperanças de um milagre, de vê-la crescer e poder curtir tudo que tinha sonhado para nós. Mas ver minha baixinha ligada a um monte de aparelhos e sem saber a causa (só fomos saber depois de um mês) acabava comigo. Se não fosse a família, os amigos e meu marido me apoiando não sei o que seria de mim. Por não saber o motivo, eu achava que eu tinha feito algo errado durante a gravidez, chorava quase o dia inteiro e a dor de vê-la sedada era terrível. Não desejo isso para ninguém, nenhum pai e mãe deveria passar por isso. Depois de um mês tivemos uma resposta do que aconteceu e isso aliviou meu coração, pois nada que eu fizesse poderia ter mudado o que aconteceu. Mas a dor da perda e as saudades dela são coisas que sempre estarão presentes na minha vida. Tenho saudades do que não vivemos, mas serei eternamente grata a Deus por me permitir carregá-la por nove meses na barriga e a ter por quatro dias, pude beijá-la, sentir seu cheirinho, fazer muito carinho e cantar para ela.

Meu parto foi normal e assim que completei um mês meu médico me liberou para correr. Ficar em casa sem muita coisa pra fazer, fazia eu pensar na Bia o tempo todo, só conseguia pensar em outra coisa quando estava com meu filho mais velho, o Dudu. Ele me deu (e me dá diariamente) muitas forças para seguir. #amormaior

Voltei aos poucos a correr, com a ajuda do Celso da Go Personal Assessoria Esportiva e meu treinador da academia. Nos primeiros treinos sentia um ligeiro incômodo nos pontos do parto (foram só dois), mas depois da primeira semana foi melhorando e logo não sentia mais. A primeira semana corri na esteira e fiz uma prova, a Circuito Lótus e corri com o Dudu na SP Kids Run. Depois comecei a correr no parque e a corrida se transformou em uma ajuda para eu seguir a vida. Posso dizer hoje que a corrida me ajudou (e me ajuda) de diversas formas a superar o luto.

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Correndo no parque e voltando a forma física de antes de engravidar (primeira foto em agosto, no Circuito Lótus e segunda foto na 5ª SP Run em novembro).

Nos primeiros treinos eu acho que mais chorava do que corria, tudo me lembrava a Bia, olhava pro céu e chorava, corria e lembrava quando ela estava na barriga, entrava no carro e toda música me lembrava dela, não foi fácil. Mas com a ajuda da terapeuta e o apoio da família e dos amigos, os treinos começaram a ficar mais leves, acho que não só eles, mas a vida em si.

Quando sentia o coração pesado, corria maltratando o asfalto, deixava tudo de ruim que sentia no suor e nos quilômetros rodados. Depois vinha a adrenalina de ter terminado o treino e aquela sensação de “missão cumprida”, isso me fazia (e me faz) muito bem. Então não faltei em nenhum treino e segui treinando, em outubro fui na Maratona Internacional de São Paulo e em novembro fui na 5ª SP Run. 😉

Hoje já faz quase 4 meses que voltei a correr, esse post era para ter saído bem antes, mas sou uma pessoa emotiva e toda vez que sentava para escrevê-lo gastava uma caixinha de lenços (e foi mais uma para terminá-lo).

Hoje sinto que estou bem próxima da forma de antes de engravidar. Ainda tenho uns quilinhos pra perder, mas sei que chego lá, não tenho pressa. Tudo que aconteceu me fez perceber que a corrida me ensinou muitas coisas. Sei que tudo tem seu tempo, não adianta a gente querer correr rápido do nada, temos que ter paciência e ir construindo um caminho a cada treino, a cada passo dado, ser persistente. Quando aconteceu tudo com a Bia, imaginava que ela iria ficar um bom tempo no hospital e sempre pensava… assim como na corrida, aos poucos ela vai melhorando e um dia vai ter alta, é só ter paciência e viver um dia de cada vez, comemorar as pequenas vitórias. Depois que ela faleceu, segui a mesma lógica… é só ter paciência que a saudade vai substituir a dor e vou aprender a viver com isso, um dia após o outro vai melhorar.

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E foi melhorando, hoje sinto muitas saudades da Bia, mas sei que ela está bem, não está sofrendo e iluminou a nossa vida com a sua curta presença. #minhaanjinha

Aprendi muito com tudo que aconteceu, amadureci e comecei a ver a vida de outra forma. Hoje dou muito mais valor por cada dia vivido, por cada experiência boa ou ruim, por cada pessoa que tenho na minha vida, tenho mais fé do que antes e sei que todo problema (tirando a morte) tem solução e absolutamente tudo pode ser superado. 🙂

E por isso digo, viva a vida, a gente não sabe o dia de amanhã. E a vida é curta (mesmo que você tenha a sorte de viver 100 anos), então não vale se estressar com coisas e pessoas pequenas que não agregam nada à sua vida. Dê valor ao que você tem e às pequenas vitórias, pode ser clichê, mas é verdade… viva cada dia como se fosse o último. 😉

E para terminar o ano, vou correr a São Silvestre pela primeira vez. 😉 E a vida segue, tem que seguir. <3