Olá, mulherada! 😀

Vocês já conhecem a Flavia, ela já se apresentou e contou um pouquinho da sua história com a corrida, hoje ela nos conta como é correr no frio dinamarquês, e não é um frio fácil de encarar não, mas ela compartilha dicas e serve até pra gente que não tem temperaturas tão baixas, mas fica com preguiça de encarar o friozinho. 😉

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“Olá diretamente da Dinamarca, Mulherada Corredora!

Hoje vou contar um pouco como é correr no inverno, e como eu aprendi na marra a encarar o vento, a neve, a chuva, a escuridão e os graus negativos e sair do sofá por uma excelente causa. 🙂 Há anos eu corria com uma certa frequência, tipo 5 km uma ou no máximo 2 vezes por semana. E passavam várias semanas sem que eu corresse de novo, até que o sol aparecia e eu ia correr lá fora ou na esteira na academia. Com a vida corrida (sem trocadilhos) de mãe, profissional, dona de casa e todo o resto, decidi que o mais fácil pra mim era abrir a porta de casa e já sair correndo, e correr na rua passou a ser a única opção.

Mas como fazer quando estivesse chovendo, nevando, ventando, abaixo de zero?! Ora, o jeito era fazer como todos os outros corredores da Dinamarca. Aprender a correr no frio e comprar as roupas certas. No fim de 2014, início do inverno aqui, contratei um personal trainer, o Peter. Meus objetivos na época eram aprender a correr no frio, e aumentar minhas velocidades em 5 e 10 km. Fiz um total de 2 meses de treinos com ele, e depois disso eu estava pronta pra correr sozinha lá fora, independente do tempo! Ele me deu motivação e coragem, além de ter me ajudado a descobrir que com a roupa certa, correr no inverno não é assim um horror 😀 No inverno de 2014/2015 eu aprendi a correr no inverno, mas ainda não adquiri a disciplina de manter uma frequência maior que 1 vez por semana, ou mais que os confortáveis 5km aos quais eu já estava mais que habituada. Quando contratei o Peter, eu já tinha corrido uma meia maratona, mas sem treino algum. O resultado foi que depois de 15km eu me arrastei até o fim, e acabei a corrida toda dolorida!

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Em setembro de 2015 meu marido decidiu que correria a maratona de Copenhague, que esse ano acontece exatamente no dia de hoje, 22 de maio. Ele se dedicou tanto ao treino, foi tão disciplinado que eu fui na onda dele. Nós treinamos 3-4 vezes por semana durante todo o inverno! E fomos juntos aumentando gradativamente nossas distâncias: 5-7-10 km numa semana, 7-10-10-12km na outra e assim sucessivamente. Quando um voltava de sua corrida o outro estava já na porta esperando pra sair correndo (não temos babá rs). Resultado: desde setembro de 2015 ele perdeu 10kg, eu perdi 9kg, diminuí meus tempos em 5 e 10km e tenho corrido o longão do findi de até 19km – sem dor nenhuma no corpo depois! Sobrevivemos o inverno correndo lá fora… e dia 1 de maio corri uma meia-maratona pela quarta vez, fui com a expectativa de melhorar pelo menos 8 minutos em comparação com a última meia que corri (em setembro do ano passado) e no meu próximo post vou contar como foi.

O que me motiva agora, que perdi todos esses quilos e estou me sentindo gata? Eu tenho um plano semanal de corrida, e no dia certo, se a preguiça me ameaça, eu penso: você não tem escolha. Tem que sair pra correr e pronto. A escolha é pela saúde, pelo corpo mais em harmonia, pela pausa no dia a dia agitado para cuidar de mim – e depois que eu visto minha roupa de corrida e coloco meu tênis, sou invadida por uma energia que nem sei de onde vem. É que nem o Clark Kent se transformando em Super-Homem  😀

Até a próxima!

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