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Eu sempre gostei de praticar esportes, tanto que comecei a cursar a Faculdade de Educação Física. Minha paixão inicial era o vôlei, treinei Tae Kwon Do por alguns anos , tentei o Judô, mas não me adaptei. Como era muito magrela, comecei a fazer a musculação desde cedo e entre idas e vindas sempre foi na academia que me senti melhor.

Sempre achei lindo, chique, a cara da magreza, quando alguém dizia que corria. Sempre tive vontade de correr, mas morria de preguiça. Aí veio a cirurgia de escoliose e usava isso como muleta para não correr.  Só que eu sabia que a corrida era o caminho para eu ter de uma vez por todas a bunda dura e a barriga chapada.

Quando engravidei a corrida começou a “me cercar” e o Deus da corrida mandou os primeiros sinais de que eu iria conseguir começar a correr. Meus amigos mais próximos começaram a correr e a participar de provas. Pelas fotos do instagram eu acompanhava as corridas que a Carô e as demais meninas do blog (que eu ainda não conhecia pessoalmente) participavam e ficava de casa me coçando de vontade.

Rafaelinda nasceu e sete meses depois conheci todas as meninas em um picnic que rolou no Parque Vila Lobos. Ali comentei com a Carô que poderia ser que eu começasse a correr, mas acho que ela não ouviu essa parte da conversa e já me enfiou no chat do grupo, nos emails, no blog e aí eu tive que começar a correr para não decepcionar (cof, cof, cof). Nesse mesmo período passei uma fase um pouco conturbada e o fato de ir para o parque correr me ajudou bastante a atravessar esse período.

Comecei a treinar em meados de março, no ínio de abril participei da minha primeira corrida de rua, a Bote Fé na Vida, completei a prova em 40 minutos e ali o bichinho me picou de vez.  A corrida me trouxe um gás extra para treinar e querer participar de outras corridas. No dia seguinte me matriculei em uma academia (estava sem malhar desde que a Rafaelinda nasceu) para fazer um trabalho de fortalecimento muscular e passei a treinar na esteira da academia.

Meu condicionamento físico estava muito ruim e confesso que achei que iria demorar muito mais tempo para conseguir correr os 5k sem parar. Um belo dia subi na esteira, acertei a passada e atingi meu objetivo, depois dali não tinha motivo para caminhar na esteira.  Recentemente completei minha primeira prova de rua após conseguir minha meta, só que correr na esteira é muito mais fácil que correr no asfalto e eu penei. O que me puxou durante a prova foi o fato de um amigo que foi comigo ter resolvido seguir meu pace e isso fez com que eu não parasse. Completei a prova em 37 minutos e achei que poderia ter ido melhor. A minha próxima corrida de rua será o Circuito Vênus e minha meta é completar em 35 minutos.

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No último sábado fui treinar no Parque Vila Lobos e corri confortavelmente os 5K, mas notei que tenho muita coisa para melhorar para poder baixar meu tempo: acertar respiração e aumentar o tamanho da passada são algumas delas.

Minha dica: fica muito mais fácil alcançar um objetivo quanto estamos cercadas por pessoas que buscam a mesma coisa. Sábado levantei antes das 6 da matina para treinar (num frio dú cão) e só consegui porque tinha marcado com outras pessoas.

Primeira corrida de 2013

Primeira corrida de 2013

Se alguém me perguntasse há uns 6 meses atrás que hoje eu correria 5k e estaria almejando e chegando nos 10k eu não acreditaria.

Nunca tinha pensado na corrida como um esporte que iria amar, mas daí um dia vi sobre a corrida do McDonalds de 5k só para mulheres e achei legal toda a ideia e fiquei com vontade de participar. Me inscrevi, não sabendo muito o que esperar, como iria me sair, afinal nunca tinha corrido na vida.

Antes da prova treinei uma única vez e óbvio que o resultado não foi legal, mais andei do que corri. Mas essa primeira corrida deixou aquele sentimento gostoso, o clima, as pessoas, a superação, a animação… Tudo isso contribuiu para que eu olhasse com outros olhos a corrida e começasse a me interessar.

Participei de algumas corridas no ano passado, mas não treinava de verdade (lição número 1 aprendida: treinar é muito importante), algumas vezes ia com algumas meninas no Parque mas não passava disso e não tinha sido incorporada na minha rotina.

2013 começou e tinha em mente que queria levar o negócio a sério, queria chegar em algum lugar: terminar uma prova correndo, conseguir correr 5km e por aí vai.

Assim aos poucos comecei realmente a treinar e março as coisas engrenaram mesmo e com isso os resultados começaram a aparecer! Conseguir terminar minha primeira corrida correndo, melhorar os tempos e o corpo começou a se adequar à corrida (não fico mais tão vermelha quando corro, já consigo manter um pace que não fique sem fôlego).

A corrida passou de algo desconhecido, para algo confortável, que eu sonho se fico alguns dias sem correr (hahaha… sério!), que o corpo pede, virou um caso de amor mesmo. <3

Hoje, eu quero melhorar minha corrida como um todo: postura, respiração, pace, diminuir meu tempo e completar os 10k de forma satisfatória, treinar em terrenos variados, focar na qualidade. 🙂

E para quem está começando minha dica é: não pare de treinar! O que menos importa no início é a velocidade, a distância… Essas coisas vem com o tempo e treinamento, mas se parar as coisas ficam mais difíceis e a evolução é muito lenta e acaba desanimando.

 Tudo que você precisa para correr é um par de tênis. Não é um esporte que dependa de qualquer outra influência, de instrumentos ou pessoas. (Haruki Marakami)