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Fomos convidadas pela HelloFood para testar o serviço, que está começando no Brasil. A empresa é uma agregadora de restaurantes delivery que indica quais restaurantes perto de você estão funcionando e permite você fazer o pedido diretamente do site (ou do aplicativo para celular). O que achei legal foi que você pode pagar o pedido até pelo Paypal, o que ajuda bastante, já que você não precisa nem esperar o motoboy passar o cartão ou te dar o troco na hora da entrega.

Ano passado operei o pé e fiquei dois meses trabalhando sem poder andar até um restaurante perto do trabalho. Resultado: me joguei nos deliverys que conhecia e – ATENÇÃO! – engordei 7 quilos nesse tempo. Era cachorro-quente, hamburguer, batata frita, frango frito com maionese… um festival de gordices. E foi pensando nisso que gostei de testar o serviço da HelloFood: eles tem restaurantes com opções saudáveis bem interessantes.

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Ao entrar no site, coloquei o endereço do trabalho (na Zona Sul de SP) e vi várias opções de restaurantes na região. Escolhi um prato bem saudável do Sanduba Express: filé mignon grelhado e legumes cozidos. Escolhi esse prato porque vinha palmito e tomate seco, duas coisas que AMO. O pedido chegou dentro do tempo estipulado, mas veio errado: arroz, feijão, bife e batata frita. Respirei fundo, segurei a vontade de ficar com esse combinado tão gostoso e pedi a troca. O restaurante disse que a troca ocorreu por conta da modificação de alguns códigos deles e mandou o meu pedido correto logo em seguida. E aí, a surpresa: não veio nem um pedacinho de palmito e o tomate seco foi trocado pele tomate normal (que eu odeio). O sabor estava bom, a carne era gostosa e quentinha… mas ficou aquela coisa de quero mais, sabe? Senti falta do meu palmito. 🙁

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Meus pedidos: carne com legumes cozidos em um dia, salada Caesar no outro.

Três dias depois resolvi fazer um novo teste e quase caí em tentação. Escolhi a Original Burger e depois de babar nas opções de lanche, resolvi me manter no regime – eba! – e escolhi a Chicken Caesar Salad. Uma salada tradicional, não tinha no que errar. E aí veio o porém: alguns minutos depois me ligaram do restaurante dizendo que havia um ajuste no preço do meu pedido (que passou de R$26,50 para R$28,49). Tudo bem, acontece. Meia hora depois a salada chegou e UAU! Que enorme! Que fresquinha! Que delícia! O frango veio separado da salada (alface crocante! nham!) e a cara e o cheiro estavam ótimos, os colegas de trabalho invejaram. Adorei, pediria novamente numa boa.

Resumindo: gostei muito do serviço da HelloFood e estou doida para experimentar uma pizzaria orgânica que é parceira deles. Foi bem rápido e simples para fazer o pedido, os prazos de entrega foram respeitados e há opções para todos os gostos, dos mais saudáveis aos mais junkies.

Para fazer o pedido pelo computador, acesse o site da HelloFood. Para pedir pelo celular, baixe o aplicativo.

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Está de bobeira neste sábado? Que tal aproveitar para colocar a leitura em dia? Hoje vamos dar uma dica de livro para quem quer se maravilhar ainda mais com o mundo das corridas: Nascido para correr (Born To Run), do jornalista e corredor norte-americano Christopher McDougall.

born-to-run-capaBRSinopse: Mesmo depois de distender repetidamente o tendão de Aquiles, de torcer os tornozelos e de ouvir de um médico “você pode continuar a correr, mas é melhor comprar uma bicicleta”, Christopher McDougall não queria abandonar o esporte. Foi quando ele descobriu a tribo tarahumara, no México, e seus superatletas, que participam de maratonas e chegam inteirinhos no fim da corrida. Para desvendar o segredo deles, saiu em uma aventura pelo deserto. Encontrou personagens incríveis e aprendeu com os nativos a correr descalço quilômetros sem se machucar. Ao final, chefou à conclusão de que o homem, desde os seus ancestrais, nasceu para correr.
Editora:  Globo
ISBN: 9788525048486
Número de Páginas: 383

A primeira vez em que entrei em contato com este livro, eu trabalhava na Editora Globo. Minha editora é corredora e não teve dúvidas em publicar este livro no Brasil (sim, trabalhei na edição dele). Já eu ainda achava que nunca iria correr na vida porque não tinha o menor jeito para esportes. Não fazia a menor ideia do que era 5k ou 10k, mas soava difícil, cansativo e chato. Considerando tudo isso, ler sobre ultramaratonas de mais de 160 quilômetros e dias inteiros de duração parecia coisa de gente louca! Posso dizer que, na primeira vez em que li esse livro, tive um olhar de produtora editorial e não de curiosa sobre o assunto, muito menos de corredora.

Mas, como diz uma das minhas melhores amigas, o ciclo da vida é: nascer, crescer, pagar a língua e morrer. Hehehehe… Hoje, estou aqui com duas corridas de 10k agendadas até o fim do ano. E nesse meio tempo, claro, tive que reler Nascido para correr. E foi algo totalmente diferente – e surpreendente! Agora já estou pensando em colocar como meta correr uma maratona pelo menos na vida! Hahahaha…

McDougall é mais que um jornalista experiente: ele é um contador de histórias nato. Não tem como você não se envolver com todo o desenrolar da trama. Começa com ele caçando Caballo Blanco no meio do deserto mexicano, um homem que mais parece ser uma lenda. E esse encontro muda toda a perspectiva de McDougall sobre a corrida e até mesmo sobre a evolução do homem. Pode parecer ambicioso (ou propagandista), mas não é. É isso mesmo que acontece!

born-to-runAtleta com tênis de corrida x Tarahumara com sandalinha de dedo. Quem vence? Rá!

Para quem gosta daqueles programas da Discovery, este livro é um prato cheio. Vamos conhecer os tarahumaras, uma tribo isolada no México que segue o mesmo estilo de vida desde 1600 – o que incluiu uma dieta exótica e percorrer longas distâncias quase diariamente. Também aprendemos sobre a teoria evolucionária do Homem Corredor, que tenta explicar como a humanidade conseguiu caçar por muito (muuuuito) tempo mesmo sem ter armas e porque uma espécie tão mais fraca (e lenta) conseguiu superar todas as demais e povoar o planeta inteiro. E também hipóteses para o fato de o homem ter corrido por anos e anos praticamente descalço sem problemas e agora, mesmo com toda a tecnologia dos tênis de corrida, é quase impossível encontrar um corredor que não tenha sofrido uma lesão sequer. Por fim, vamos acompanhar uma ultramaratona nos confins do México, que reuniu tarahumaras e alguns norte-americanos “malucos”.

born-to-run-CORRIDAEssa corrida é a melhor parte do livro!

Se eu ainda não te convenci a dar uma chance para este livro, nada melhor que o próprio autor falando sobre ele. Tem uma participação do McDougall em um TEDx que vale o play (com legendas em português):

Sim, mulheres foram feitas para percorrer longas distâncias e não para serem velocistas! Quer mais motivo para aumentar os quilômetros dos seus treinos?! 😉

E eu, que amo andar descalça, estou quase comprando um desses calçados mínimos. São feios e esquisitos, eu sei!  Mas a ideia de correr praticamente descalça é muito tentadora para mim!

Avaliação: regua_avaliacao_5

Compre o livro: Americanas.comSaraiva.com.brLivraria CulturaShoptimeSubmarino