Olá mulherada!

E chegamos ao último relato sobre o Desafio do Dunga na Disney! Êêêê!

Já contei aqui sobre a retirada dos kits na expo, dei dicas para se inscrever e falei da primeira prova e já contei também sobre as provas de 10k e a meia-maratona. Hoje vou contar sobre o dia mais importante do desafio pra mim, o dia da maratona, o último dia de corridas! 

No dia anterior fiz tudo exatamente como fiz na primeira maratona. Só mudei o jantar, rs, comi pão com pasta de amendoim e geleia. 😛 Antes de dormir eu separei tudo que iria usar na maratona, conferi duas vezes pra ter certeza que não estava esquecendo nada, e fui dormir cedo. Acordei no dia seguinte às 3h com o despertador. Daí me arrumei e fui tomar o café da manhã. Às 4h saímos da casa e fomos pro Epcot, fizemos o mesmo caminho do dia anterior e foi tranquilo. 🙂

Galera reunida antes da maratona. Saudades dessa galera toda reunida, a vibe era sensacional! Obrigada Léo pela foto.

Eu fui de carro com a Andressa, assim que chegamos já fomos deixar nossas bolsas no guarda-volumes e ir ao banheiro. Logo depois encontramos os amigos que também correriam a maratona. Nos organizamos e quase todo mundo ia correr com alguém. Então depois das tradicionais fotos fomos para os nossos currais. Eu larguei com a Patri e a Caren no F.

A maratona é a cereja do bolo, é a prova mais legal pra fazer na Disney. O percurso é incrível e a torcida é ainda mais animada, as pessoas valorizam muito quem corre uma maratona, e torcem, gritam, animam e ajudam os corredores. Foi uma experiência incrível poder correr essa prova. O que eu mais gosto da maratona é notar que tem um monte de louco que se desafia a correr essa distância ou já é apaixonado por ela, sempre me pego pensando no meio da prova que muita gente tem medo, mas depois que corre descobre que é uma distância longa, mas possível. Eu mesmo já perdi o medo que eu tinha, hoje é mais uma distância pra correr. O importante é treinar direitinho para atingir a distância bem e com saúde.

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Largada linda.

A largada da prova já começou bem, com o anfitrião da casa, o Mickey, dando a largada com muitos fogos e muita animação. A maratona é a corrida do Mickey.

Os primeiros 10km é praticamente iguais aos da meia-maratona, você sai do Epcot já numa estrada e corre até o Magic Kingdom, no caminho encontramos quase as mesmas coisas da meia: personagens e bandas. Enquanto no dia dos 21km havia um nevoeiro, no dia da maratona a temperatura estava quente (20º) e bem úmido. Depois de correr um tempo, entramos no estacionamento do Magic Kingdom e aí o coração já começou a bater mais forte, porque sem nevoeiro já dava pra ver o Castelo da Cinderela imponente. Eu achei que não iria me emocionar em dois dias seguidos ao ver o castelo, mas não teve jeito, me emocionei demais e acho que é impossível não se emocionar, quando entramos no parque há muito mais torcida e uma torcida muito animada, todo mundo grita como se estivessem ali por você e daí você vira na Main Street e aparece o castelo bem na sua frente e o pessoal ainda gritando pra você… não só chorei como prometi pra mim que iria correr ali novamente em outro ano, queria reviver aquilo e me emocionar novamente. <3

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Uma das minhas fotos preferidas, eu e o Castelo. Eu correndo no estádio que tem dentro do ESPN Sports. E correndo no Animal Kingdom.

A única vez que senti cansaço no desafio veio logo depois de passar pelo castelo, eu comecei a sentir o corpo cansado, não era um cansaço de dores e falta de fôlego, era uma sensação mais parecida com a de quando você vai pegar uma gripe, saca? Você sente vontade de descansar, mas não sente mais nada. Daí pra frente fui brigando comigo mesma pra não parar, o fôlego estava bom, as pernas também, a cabeça não estava 100%, mas a vontade de completar bem era maior do que qualquer coisa. Patri se separou da gente, e então eu e Caren continuamos correndo e conversando, rs. Passamos pelo Animal Kingdom bem rapidinho, daí entramos no ESPN Sports.

O ESPN Sports é algo que merece um parágrafo só pra ele, rs. Quando estávamos nos aproximando dele, notamos que já tinha gente saindo. Parece que você vai correr um pouquinho ali dentro e já vai sair. Mas é pura enganação, hahaha. São mais ou menos 7km só no ESPN, você entra nele, corre na pista de atletismo, corre mais um pouco, daí corre no estádio e corre mais um pouco, e daí você sai naquele local que você via outras pessoas correndo. Olha, parecia que não íamos sair nunca! Já tava achando que o ESPN era tipo o buraco que a Alice cai. 😛 Rsrsrs.

No ESPN aconteceram muitas coisas, eu e Caren nos separamos, encontrei leitoras do blog, encontrei com a torcida mais linda de toda a Disney: a Dri e a Fari com faixas e fazendo muito barulho (foi emocionante e deu o maior gás!).

Logo depois do ESPN, o cansaço bateu de vez, e ai eu que tinha corrido direto até o km 32, reduzindo apenas o ritmo para hidratar (a hidratação é naqueles copinhos abertos), tive que ajustar pra completar inteira. Os últimos 10km eu fiz diferente, eu corria direto até o posto de hidratação e no posto de hidratação eu andava um pouco para comer, e se via algum personagem sem fila, eu parava pra tirar a foto e voltava a correr.

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Com a Bela, Jasmine e Os Incríveis (me empolguei! rs).

Eu levei gel, mas diferente da minha primeira maratona, eu comi chocolate que a organização dava e peguei um saquinho de um salgadinho tipo Sticksy (só que sem tanto sal) de uma torcedora fofa.

Deu super certo o plano B, rs, eu adoro intervalado, então aproveitei o cansaço e me permiti curtir ainda mais a Disney. Nisso cheguei no Hollywood Studios. No Hollywood Studios a gente já via mais pessoas, pois o parque estava aberto para os turistas. E tinha uma balada no meio do caminho no HS, me fez me lembrar da meia do Rio, pois era bem parecido. Sempre no caminho havia entretenimento, muitas bandas, personagens pra tirar foto, torcida e DJs. No Animal Kingdom tinha até animais de verdade pra tirar foto.

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Pegando dicas com o Tio Patinhas pra economizar pra próxima viagem. 😛 Fazendo meus três pedidos com o Gênio da Lâmpada (paz, saúde e felicidade). E dando tchau pros medos com um dos meus personagens favoritos, o Sulley do Monstros S.A. (ele ganhou até um abraço).

E quando eu estava saindo do HS tive mais torcida, uma amiga, a Walma gritou “Mari!!!” e pronto… fiquei emocionada de novo, nem consegui responder. <3 Daí o percurso era bem legal, você saia e corria na beira de um rio, por um caminho menor. Depois de tanta estrada, foi bem agradável. E do HS pro Epcot era bem perto. Eu mal percebi que já estava no Epcot, fui notar porque haviam muitos personagens. E foi a hora que tirei mais foto, não tinha fila, era parar, tirar a foto e continuar.

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Hi-5 na Minnie. Sempre quis fazer!

Quando vi a placa de 500 metros eu comecei a chorar e só parei perto da largada, era lágrimas e mais lágrimas e muitos pensamentos de agradecimento por estar completando mais uma maratona bem, sem dores e inteira, pronta pra outra. Chorei de soluçar, tava difícil de respirar, correr e chorar ao mesmo tempo. Daí lembrei que tinha vídeo na chegada, engoli o choro e quando vi já estava fazendo hi-5 na Minnie e dando o meu último pulinho após passar a linha de chegada.

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Anatomia de um salto pós-maratona. Prepara e… vai! 😀

O desafio tinha terminado, eu tinha conseguido, eu tinha me superado! E ai foi muita emoção quando colocaram a medalha da maratona. E eu doida pela do Dunga… tive que passar por todo o caminho já conhecido de água, isotônico e fotos para fazer o check-in. Depois da maratona todos os que estão em algum desafio devem fazer um check-in para eles conferirem se foi você mesmo que correu tudo. Somente depois de verificarem você recebe a medalha do desafio do Pateta (21 + 42 km) e ai a tão sonhada e desejada medalha do desafio do Dunga (5 + 10 + 21 + 42km).

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Primeiro com a medalha da maratona, depois com as últimas três medalhas que faltavam pra coleção. E a foto mais esperada, eu e o Dunguinha com todas as seis medalhas. <3 É muito amor em uma foto.

E eu almejava demais essa medalha. Eu decidi fazer o Desafio do Dunga num momento que estava difícil o retorno a corrida por conta da gravidez e tudo que aconteceu, precisava de um ânimo, de uma prova fudida pra me manter focada. E ao final dessa empreitada eu ganhei muita coisa, e é legal ter um souvenir para nos lembrarmos de tudo que conquistamos e essa medalha tem esse gostinho, tem essa lembrança. 🙂

A minha estratégia para o Desafio do Dunga foi ir num ritmo confortável, eu não queria bater nenhum RP, queria terminar todas as provas sem dores e incômodos, queria voltar inteira pro Brasil e pronta pra voltar aos treinos, e também queria curtir a viagem e as amigas. Foram todos tempos mais altos do que eu faço quando a prova é uma só, rs, mas foi perfeita pra mim. Eu curti muuuuito, e estava bem tranquila todos os dias, nem parecia que eu estava num desafio de corrida, rs. 🙂

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Sorriso no rosto e correndo de boa, delícia! <3

E foi isso que mais guardei no coração ao completar esse desafio: eu não preciso dar tudo na prova, eu posso ir nela e curtir ao máximo, gravar vídeos pros amigos acompanharem, parar pra tirar fotos, ajudar uma amiga, ser o apoio de alguém, ser gentil com os outros corredores, retribuir a torcida com um sorriso e um obrigada (no caso Thank you!)… vitória não é só chegar na frente ou bater o RP. A minha vitória nessa prova foi perceber que eu mudei muito durante o ano de 2015. Tudo na vida é aprendizado, se em 2013 quando comecei a correr eu era uma pessoa, hoje eu sou outra muito diferente. <3 Me emociono demais ao falar isso, eu me descobri uma pessoa muito mais forte e melhor depois de alguns acontecimentos na minha vida pessoal, depois de ser o apoio de amigas, e também de começar a treinar para a maratona e depois para o Desafio do Dunga, vi o quanto sou determinada. E é gostosa essa sensação de superação, de ter aprendido algo e ter conseguido incluir na minha vida, por isso curto tanto a corrida, tenho aprendido muito enquanto percorro alguns quilômetros.

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Comemorando a conquista no Magic Kingdom.

E foi assim… um desafio incrível, num lugar ainda mais incrível e com muitas pessoas maravilhosas pelo meu caminho e que eu não poderia deixar de agradecer. Meu treinador Eduardo da 4any1 Assessoria Esportiva que sempre alinha os treinos para eu concluir bem as minhas loucuras, meus treinadores da Academia Bio Ritmo que me ajudaram muito durante os treinos, todo o pessoal que foi comigo para a Disney e nós nos nomeamos os #LoucosNaDisney2016, foi sensacional compartilhar o sonho com vocês (e que venham as próximas), minha família que me apoia d-e-m-a-i-s, principalmente meus pais, meu marido Victor e o Dudu (o motivo de tudo, é pra ele e por ele que quero ser sempre uma pessoa melhor e uma mãe saudável), minha melhor amiga Pri que sempre ouve milhões de vezes eu falar sobre corridas. E também a tantas amigas que me acompanharam nos treinos, me enviaram mensagens durante as corridas e também parabenizaram após a conclusão, que me deram dicas para correr melhor… obrigada, obrigada, obrigada! <3

E por último, mas nem um pouco menos importante (pelo contrário), Aline e Ju – minhas companheiras de CM – e também as leitoras e leitores… obrigada pelo apoio, por acreditarem não só em mim, mas também nesse projeto lindo que construímos dia-a-dia. Essa conquista é nossa! <3 #tamojunto

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Sigo sonhando…

E se alguém aí quiser se inscrever pro Desafio do Dunga e precisar de uma ajuda, pode usar e abusar dos comentários, prometo responder. 😉

Medalhas do Circuito do Sol 2016 - São Paulo. Foto: Adam Tavares/Divulgação O2

As medalhas do Circuito do Sol 2016. Foto: Adam Tavares/Divulgação O2

No último domingo, 31 de janeiro, inaugurei meu calendário de provas 2016 participando do Circuito do Sol aqui em São Paulo a convite da Apsen. Foi a primeira vez que participei dessa prova, mas, curiosamente, ela repetia o mesmo percurso da minha última corrida de 2015: saindo do Estádio do Pacaembu e subindo o Minhocão, totalizando 10k.

É a terceira vez que corro esse trajeto e, em cada uma dessas vezes, encontrei um clima diferente – lembrei na hora do meu treinador explicando porque tenho que treinar mais vezes na rua, justamente para me adaptar a essas “surpresas da natureza”, hahahaha… Bom, na primeira vez, na etapa Primavera do Circuito das Estações, estava um dia bem frio. Na segunda, na etapa Verão do mesmo circuito, um clima mais ameno e céu nublado. Dessa vez, no entanto, tinha “um sol pra cada um”. Que calor! Ainda bem que a largada dos 10k foi junto com a dos 5k, às sete da manhã e não às oito. 🙂

Adoro correr no Minhocão, acho a cara de São Paulo! Foto: Adam Tavares/Divulgação O2

Adoro correr no Minhocão, acho a cara de São Paulo! Foto: Adam Tavares/Divulgação O2

Outra curiosidade é que, nas duas primeiras vezes em que corri esse percurso, fiz praticamente o mesmo tempo! No último domingo consegui baixar alguns minutinhos, então fiquei feliz. 😉 Não foi RP, mas nem toda prova precisa ser “o seu melhor tempo”, né? Só estamos aquecendo os motores para este ano e temos muuuuuuitos quilômetros pela frente.

Talvez porque o pessoal ainda esteja em clima de férias, achei o Circuito do Sol bem mais vazio que o Circuito das Estações. A prova foi supertranquila, com largada organizada e água na quantidade e temperatura certas. No pós-prova, deu para curtir a arena numa boa. Fiz quick massage no stand da Apsen, que também estava imprimindo fotos dos corredores que usaram a hashtag deles no Instagram. Adoro quando tem essas impressoras de fotos na corrida!

Primeira do ano! Foto: Reprodução/Instagram

Primeira do ano! Foto: Reprodução/Instagram

Para fevereiro, não tenho nenhuma prova planejada. Já em março, está até difícil escolher! Hahahahaha…

E vocês, já têm alguma corrida marcada para as próximas semanas? Contem aí nos comentários! 😉