corrida-e-bronquite

Desde minha participação na Rádio CBN falando sobre o nosso blog, muita gente tem me perguntado sobre a minha bronquite. A verdade é que eu tomo um certo cuidado para falar sobre isso porque não sou médica, portanto só posso falar da minha experiência pessoal — e não é porque algo funciona para mim que vai funcionar para todo mundo.

Minha bronquite é algo com que aprendi a conviver desde criança e, apesar de qualquer alergia ser uma chatice, sempre levei uma vida relativamente “normal”. Minhas crises foram tratadas com muita inalação e homeopatia (pois é, eu não usava “bombinha”). Aliás, passei anos sem ter uma crise sequer. Mas, ao mudar para São Paulo em janeiro, o ar puro (cof cof) da capital foi um pouco demais para os meus pulmõezinhos e eles reclamaram bastante. Tanto que tive que parar de treinar umas três ou quatro vezes por causa de crises e até pensei em desistir de correr em alguns momentos. Agora já estou um pouco mais “climatizada” e bem melhor, obrigada. 🙂

Quem tem bronquite pode fazer exercício físico? Olha, apesar de eu nunca ter sido uma atleta com desempenho exemplar, sempre fiz atividade física sem grandes problemas. Na adolescência, nadava todos os dias e também fiz um ano e meio de boxe. Correr exigiu mais, confesso — é bem desafiador, aliás. Mas, aos poucos, estou melhorando meu desempenho nas provas e andando cada vez menos. A verdade é que a corrida está me ajudando com a bronquite: não só meu fôlego está maior, como estou dormindo bem melhor.

O mais difícil pra mim é que, quando aumento muito a intensidade do treino, eu tenho broncoespasmos. Ou seja, eu fico sem fôlego e meu peito começa a chiar. Aí eu preciso andar até estabilizar para então voltar a correr. O treino agora tem sido para correr mais devagar, porém por mais tempo, de modo que eu não ande no percurso (por isso, troquei a rua pela esteira, para ter mais controle da velocidade).

Cada meio quilômetro a mais eu comemoro com muita felicidade, apesar de meus tempos serem gigantes se comparados aos de outras pessoas. Inclusive, se você tem bronquite e quer correr, minha dica número 1 é: não fique se comparando com os outros! Coloque seu foco em melhorar o SEU desempenho, comparado com o de treinos/corridas anteriores. O importante é terminar a prova bem, feliz, não importa quanto tempo você vai levar para cruzar a linha de chegada.

De modo geral, alguns conselhos que posso dar são:

  • Evite treinar em dias muito secos, ou quando tiver uma mudança brusca de temperatura.
  • Evite correr em locais onde circulam muitos carros ou que tenham muita poluição.
  • Fique atento à hidratação (além de beber muita água ao longo do dia, eu gosto de pingar soro fisiológico nas narinas).
  • Se você fuma, pare.
  • Cansou? Diminua o ritmo. Ande. Não é vergonha, muita gente alterna caminhada e corrida quando está começando a correr.
  • Se você estiver em crise, não pode treinar; tem que se recuperar primeiro.
  • E o mais importante: pegue leve e vá aumentando a intensidade/duração dos treinos aos poucos, respeitando os limites do seu corpo.

Aproveito para repetir o que sempre falamos aqui no blog: antes de colocar o tênis e sair correndo por aí, consulte um médico. De repente, sua bronquite é mais grave que a minha, eu não tenho como saber. Só um médico pode avaliar seu quadro, e isso é fundamental. Como precaução, você pode ser orientado pelo seu médico a usar um broncodilatador antes do treino, por exemplo. Ou então pode ser interessante começar com caminhada ou natação antes de partir para a corrida. Converse com seu médico, experimente e veja o que funciona melhor para o seu organismo.

Você vai precisar ser mais teimoso que a bronquite se quiser correr, mas compensa. 😉

Mulher medindo a cintura com fita métrica

Não sei vocês, mas eu nunca dei muita bola para o meu peso. O que me preocupa mesmo são as medidas. Afinal, a gente não anda por aí com uma placa dizendo o quanto pesamos — e muitas vezes esse número pode surpreender, não é mesmo? Por outro lado, nada é mais gostoso do que voltar a servir naquele jeans incrível. E como estou com meu casamento marcado para o ano que vem (#bridezilla rs), aproveitei essa motivação extra para cuidar da minha alimentação e perder uns quilinhos 😛

Quem tem um pouco mais de experiência em reeducação alimentar sabe que perder peso na balança não significa emagrecer de fato. Aliás, dietas muito restritivas acabam se tornando grandes inimigas da perda de peso porque, ao invés de perder gordura, seu corpo perde massa magra, passando a consumir menos calorias em repouso. Ou seja, fica cada vez mais difícil perder peso e, como a queima de energia se torna menor, ao voltar a comer a mesma quantidade de calorias de antes da dieta, você acaba engordando. Sim, essa é a explicação por trás do temido efeito sanfona!

Se você quer perder peso de verdade e de forma duradoura, precisa adotar hábitos que diminuam seu porcentual de gordura corporal, sem reduzir a quantidade de massa magra. No começo é normal perder um pouquinho de massa magra, mas mantendo firme no seu objetivo você provavelmente vai recuperar e até mesmo aumentar essa massa magra. E mais músculos significam medidas menores e um corpo mais definido, o que acredito que é o desejo da maioria 😉

Adipômetro

Mas como calcular o porcentual de gordura corporal? Vou explicar como funcionam dois dos muitos métodos de medição disponíveis. Vamos lá?

Bioimpedância

Este exame é rápido (cerca de um minuto) e indolor. Fiz esta semana durante minha consulta com a nutricionista. São colocados dois pares de eletrodos na mão direita e no pé direito, que permitem que uma corrente elétrica de baixa intensidade passe pelo corpo, analisando o porcentual de gordura, peso da massa magra, quantidade de água e — o mais legal! — a quantidade de calorias que ingerimos em repouso sem atividade física. Assim, é possível traçar um plano alimentar personalizado, seja para emagrecer, seja para aumentar a massa magra.

Adipometria

Apesar de ser menos preciso que a bioimpedância, este método, quando bem feito, deve mostrar resultados similares ao do exame. Quanto mais dobras forem usadas no cálculo, mais acertado será o resultado. A última vez que fiz uma adipometria foi na minha avaliação na academia com o educador físico (em junho), e ele usou o Protocolo de Pollock, com sete dobras cutâneas. As medidas das dobras são feitas com o auxílio do adipômetro, e a fórmula considera também seu peso e altura para fazer os cálculos.

Qual é a porcentagem ideal de gordura?

De modo geral, as mulheres possuem 5% mais gordura corporal que os homens (sim, culpa dos hormônios). Alguns fatores como a idade podem interferir nessas porcentagens, mas, para referência, veja a tabela abaixo:

% gordura corporal Homens Mulheres
Nível de competição 3%-6%
9%-12%
Bastante em forma <= 9%
<= 15%
Em forma 10%-14% 16%-20%
Média 15%-19% 21%-25%
Abaixo da média 20%-25% 26%-30%
Precisa de atenção 26%-30%+ 31%-40%+

Fonte: emagrecerdevez.com

É importante lembrar que todos nós precisamos de um porcentual mínimo de gordura no corpo para manter o seu bom funcionamento. No caso das mulheres, o mínimo fica entre 7 e 8% e uma taxa inferior a isso poderá colocar em risco a sua saúde.

Descobri meu porcentual de gordura — e agora?

Não se deixe levar (apenas) pela balança. Se você perder massa magra, estará trabalhando contra o seu emagrecimento. Por isso, antes de fazer qualquer tipo de dieta, consulte um profissional que poderá ajudá-la com esses cálculos e orientá-la corretamente. E, para avaliar se seus resultados estão realmente satisfatórios, calcule seu porcentual de gordura periodicamente 😉