Uma prova para toda a família!

No dia 12 de março, aconteceu aqui em São Paulo uma prova cheia de magia e encanto… A Princesa Magical Run com todas as princesas da Disney! <3

Eu sei que a maioria dessas princesas representa um modelo meio antiquado do que é ser mulher e tudo mais, mas não consigo conter um certo fascínio por esse universo, talvez por saudosismo da minha infância que foi marcada por filmes como A Pequena Sereia, A Bela e A Fera, Pocahontas, Mulan… Anos 90, né? (Entregando a idade, rs) E como a corrida aconteceu nas véperas do lançamento da nova versão de A Bela e A Fera, claro que a prova prestou uma homenagem especial à Bela, que é a minha princesa favorita. Hahahahaha… 🙂

A prova era dividida em corrida de 7k e caminhada de 3k (com muuuitas famílias e crianças fofas fantasiadas de seus personagens favoritos). E eu, que estava muito empolgada, fui nas duas! 😛

Correndo concentrada, rs… e feliz! (Fotos: Ativo e Foco Radical)

Cheguei cedinho no Jockey para ver a arena, que tinha stands especiais para tirar foto com as princesas e algumas lojinhas de produtos Disney e dos patrocinadores da corrida. A largada foi às 7h00 e estava relativamente tranquila. Apesar de muita gente estar caminhando, o que sempre atrapalha um pouco quem quer correr, e de ter algumas crianças participando da corrida também, eu sabia que seria assim. Então já fui com a cabeça preparada para aproveitar o momento sem me preocupar com tempo, com pace, com nada. Tanto que nem fui com relógio, só coloquei o celular para poder escutar uma musiquinha.

O percurso foi um pouco diferente dos demais ali na região. Ao invés de seguir sentido USP, ele pegou um pedaço do acesso da Marginal Pinheiros. Gostei da mudança de cenário, só achei um pouco problemático o fato de que isso fazia com que os corredores se afunilassem em alguns trechos e a gente precisasse reduzir a velocidade ou fazer muitas ultrapassagens. Mas como a maioria estava ali para viver um momento em família, sem tanto espírito de competição, não vi nenhuma confusão ou reclamação mais grave.

Pórtico da Ariel tinha bolinhas de sabão.

Pelo caminho, muitas placas com frases motivacionais como “Uma princesa corajosa nunca duvida de si”, ao lado de uma foto da Rapunzel… É interessante ver como a Disney tem se esforçado em trazer um certo empoderamento para as suas princesas, não acham? Também haviam pórticos temáticos — o que mais gostei foi o da Ariel, que soltava bolhas de sabão! Um toque de magia sempre é bem-vindo!

Quase chegando, passei pela Mari que já esperava com o Dudu para a caminhada. Nos encontramos na largada novamente e saímos juntos para os 3k. A Aline também foi com a família toda, Alice, Melissa e Beto. Nem preciso dizer que as crianças adoraram, em especial as medalhas!

Eram três opções de medalha, na ordem: para a caminhada (princesas), para os rapazes (Fera) e para a corrida (rosa)

Foi uma manhã muito gostosa entre amigas, adorei encontrar com várias de vocês por lá, especialmente vestidas para o evento. Eu também fui de semi-princesa, com coroa e saia de paetês. Aliás, atendendo aos pedidos, em breve teremos essa saia à venda na nossa lojinha! Aeeeeeeeeeeee!!!! Novidades em abril, mulherada! 😉

Você também foi nessa prova? O que achou? Conte pra gente nos comentários!

Quem corre há algum tempo já deve ter se deparado com o termo cadência em algum momento. Mas você sabe o que isso significa? E de que forma a cadência pode ajudar a melhorar a sua corrida? Para tirar essas dúvidas, conversamos com o Darlan Duarte, treinador da assessoria esportiva Pacefit – que estará conosco no próximo #TreinoCM. 😉

Vamos começar esclarecendo o conceito: cadência é a quantidade de vezes que seus pés tocam no solo (esteira, asfalto, terra etc.) durante a corrida. Ela é calculada em ppm, o que significa passos por minuto. “A média ideal é de 175 a 180 ppm. Porém, isso pode variar de acordo com a capacidade física, altura, peso, mobilidade do quadril, entre outros”, explica Darlan.

A maioria das pessoas tem cadência abaixo do recomendado, o que pode ter diferentes explicações. “É possível que a aterrizagem do corredor esteja muito próxima do chão, flexionando excessivamente as pernas; ou uma que a passada seja muito larga, o que favorece a pisar mais à frente do corpo, aumentando o risco de lesões; ou que a fase aérea seja muito longa, o que geralmente reduz velocidade e eficiência na corrida”, detalha o treinador.

Apesar de menos comum, uma cadência acima do ideal também compromete o ganho de velocidade e pode aumentar o desgaste do corredor porque favorece o corpo a ficar mais verticalizado, exigindo mais da lombar para a estabilização.

Como saber qual é a sua cadência

Como já deu para perceber, saber qual é a sua cadência é importante para melhorar a eficiência da sua corrida. “Correr na cadência correta ajuda o corredor a gerar mais velocidade, com uma técnica mais apurada e uma menor tendência a ter lesões”, explica Darlan.

Além disso, ajustar a cadência permite maior aproveitamento de força e amplitude muscular, maior economia da corrida (você corre mais com menos desgaste), maior chance de aplicação da técnica correta, reduzindo a probabilidade de lesões, e maior equilíbrio do corpo na solicitação dos músculos, evitando sobrecargas localizadas e compensações.

Para medir sua cadência, você pode fazer uma contagem, na rua ou esteira, a cada batida de pé no solo durante um minuto. “Para facilitar, sugerimos a contagem somente de um lado; depois, basta multiplicar por dois para ter a cadência”, orienta o treinador. Ou você pode contar com o auxílio da tecnologia. “No mercado de corridas, já temos relógios que contam a cadência e ajudam a acompanhar melhor essa medida”, lembra Darlan.

Para melhorar sua cadência

Se perceber que sua cadência está fora do indicado, você pode contar com o auxílio de músicas e apps para corrigi-la, além de análises técnicas de corrida com treinadores especializados.

Educativos de corrida que favoreçam uma entrada e saída do pé no solo com mais velocidade também são outra opção. Para melhorar sua técnica e cadência, segue um exercício (dentre vários) que podem auxiliar para sua evolução:

Dribbling – exercício com o objetivo de trabalhar a entrada e saída rápida do pé no solo. Com o corpo postado em posição vertical e pernas estendidas, realize movimentos curtos e rápidos projetando as pernas para frente, evitando flexioná-las durante o exercício.

Agora, uma dica importante: não queira aumentar a cadência de uma vez! Vá aos poucos, para que seu corpo se adapte. “Reduzir a passada, deixando-a mais curta, pode ser uma alternativa inicial, porém a busca visando a cadência ideal deve ser bem gradual, com melhorias entre 1 a 3 níveis (por exemplo, de 79 a 82 rpm) por mês”, orienta Darlan.

Vocês já tinham calculado sua cadência? Gostaram dessa dica? Se tiverem mais perguntas sobre o tema, deixem nos comentários!