Blog escrito por amigas que correm. Pouco, muito, devagar, rápido. Não importa como, quando e onde, o importante é correr.

24/11

2014

Testamos: Tanyx

arquivado em: Saúde

Da equipe do blog, eu sou a que tem mais dores e problemas relacionados à isso. Tenho problemas com o joelho, tendinite nos dois pulsos, dores nas costas… e quando recebemos o Tanyx fiquei bem curiosa para ver como e se ele funcionava. Como o aparelho é para ajuda nas dores, tive que esperar a tendinite atacar para testar.

O Tanyx é um aparelho de eletroestimulação nervosa transcutânea, indicado para dores musculares e articulares. Ele é portátil, pequeno e leve, com bateria que dura até 6 horas (ou 18 sessões de 20 minutos, que é o tempo indicado).

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Tá curiosa para saber como funciona? Olha só:

A dor é transmitida ao cérebro através das fibras nervosas sensitivas A-delta e C. A primeira é responsável pelo envio de dores agudas e imediatas; já a segunda, pelas constantes e crônicas.

A eletroestimulação nervosa proporcionada pelo Tanyx ativa as fibras nervosas do tipo A-Beta, que enviam mensagens de não-dor ao cérebro. A competição entre o estimulo transmitido por esta fibra e a fibra C, leva ao chamado fechamento do “portão da dor”, bloqueando a transmissão dos estímulos dolorosos até o cérebro.

(Fonte: Tanyx)

Parece bem simples, né? Usei algumas vezes, em duas crises de tendinite. Queria ter testado nas dores do joelho, mas ele parou de doer  ultimamente (ALELUIA!). Ao abrir a embalagem, vi que tinha que grudar os dois condutores em gel nele e grudá-los na pele, bem fácil. Nas duas crises, segui as recomendações de usar por duas vezes ao dia, por 20 minutos em cada sessão. É muito fácil de regular o nível dos choquinhos (baixo, médio e alto) e depois que você acostuma, é até gostoso.

Ao terminar as sessões, eu sentia que a dor tinha aliviado bastante. Até chegar a hora da próxima sessão a dor já tinha voltado, mas com menos intensidade. Nas duas crises precisei usar o aparelho por dois dias seguidos até a dor sumir totalmente. Achei o resultado super rápido, considerando que para mim o normal é que a crise dure até uma semana, usando somente pomadas e protetor de pulso. Gostei bastante.

Eu estava preocupada em levar choques muito fortes, sabe? Uma vez fiz fisioterapia e os choques eram muito doloridos, era difícil aguentar. Como dá para escolher a intensidade dos choques no aparelho, cada um regula conforme o que aguenta. Eu comecei no levinho e nas últimas sessões já estava usando o mais forte.

Achei um método muito interessante de combate à dor, principalmente por não ter que tomar nenhum remédio, não melecar a roupa (como todas as minhas pomadas fazem) e ser muito prático de usar.

Também estava preocupada em acostumar o corpo com os choques, sabe? Vai que eu “vicio” o meu corpo aos choques. Hahaha. Doideira, mas mas vai que acontece, né? Aí fui estudar e comprovaram que o aparelho não causa dependência. Ufa! Ele também não tem efeitos colaterias e pode ser usado para complementar a fisioterapia e tratamentos com remédios.

Conclusão: gostei bastante e fiquei feliz em conseguir alívio sem depender das pomadas e, como acontece comigo nas piores crises, sem apelar para os remédios de dor. Também achei o preço relativamente bom (o menor preço que encontrei foi de R$59,90), pensando que vou conseguir usá-lo em mais de uma crise.

Claro que se você quiser usar também, é sempre bom consultar um médico antes e ver se ele libera. É como qualquer medicação, você sempre deve seguir o que um médico lhe recomenda. ;)

Ana Carolina L. do Amaral

Beijos,

Ana Carolina

Eu e as dores, as dores e eu.

21/11

2014

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

É com essa frase do Pessoa que começo meu ultimo post como parte da Equipe Corre Mulherada. Chegou a hora de eu encerrar um ciclo e partir para outra etapa da minha vida. Obrigada a todas vocês pelo carinho e atenção comigo e com esse filho que ajudei a criar e vi crescer muito rápido e um obrigada a todas as meninas do Corre Mulherada por esse um ano e meio de aventuras. Sucesso, sempre!

Bom, depois de tanto falar aqui e aqui sobre a ansiedade da minha primeira meia maratona, hoje venho contar como foi passar por essa experiencia. E preparem-se para um mega texto, muitas fotos e talvez um relato bem diferente do que vocês estão acostumadas a ler sobre ~experiencias de iniciantes em meia maratona~.

Sexta-feira logo após o almoço, eu, meu noivo Bruno e a Denise (uma amiga maratonista aqui de Rio Verde) pegamos a estrada rumo à Brasilia. Chegamos em Brasilia umas 19:00hrs e –  foi nessa hora que ‘tudo‘ começou – porque completar uma meia maratona foi apenas parte do que passei nesse final de semana. Encontrei MUITA gente querida que conhecia apenas pelo instagram, reencontrei amigas que amo (oi Beta, Amanda e Erica) e fiz novos amigos. Acho que umas 100 pessoas que conheço estariam nessa prova (algumas no mesmo ‘Hotel da Beta‘ que me hospedei). O final de semana foi de encontros, almoços, jantares, risadas, sorrisos, lagrimas e muitos abraços apertados.

Sábado cedo fui ao aeroporto buscar a Erica e o Julio, que vieram de São Paulo só pra me ver correr <3. De lá,fomos direto retirar o kit na Expo Golden Four –  quando vi o famoso “ASICS 21k”, minhas pernas balançaram. Era real, tinha chegado o dia que sonhei e planejei durante dois meses.

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Como estava inscrita na categoria imprensa, não tive problema com filas e ainda fui super bem atendida pelo querido Rodolfo da Mktmix. Depois retirada da pulseira de marcação de Pace e kit lanche (pão, suco e barrinha).

Outros atrativos da Expo eram a pista de corrida/tiro, massagem, painel para fotos (que iriam direto para o facebook através do app da ASICS), personalização gratuita da camiseta (a fila era enorme e nem arrisquei), palestras com profissionais da corrida, teste de pisada (que estava aceitando apenas agendamento na hora que passei por lá) e a  loja da Asics, que na hora que passei por lá (umas 11:30) já não tinha mas numerações de algumas roupas femininas. #chatiei

Não queria passar o sábado batendo muita perna, almoçamos e depois encontramos amigos em um encontrão no Cocobambu. Em seguida voltamos para descansar no hotel.

O jantar foi em um rodizio de massas, há pouco tempo tenho incluído essa rotina de jantar massa antes dos longões e tem funcionado muito (porque eu era loiraburra e só jantava salada pra não ‘pesar’ no dia seguinte. Ok ainda sou loiraburra, mas já sei comer massa antes de treino/prova), apesar de o jantar estar cheio de pessoas legais e o papo muito bom fomos embora logo pra conseguir dormir cedoerror . Até deitei cedo, mas a cabeça não parava de pensar. Levantei umas duas vezes e em uma delas lembrei que precisava lavar minha polaina de compressão que tinha uma mancha de terra que passou batida na ultima lavagem. PENSA na ansiedade da pessoa lavando polaina na pia do banheiro, tarde da noite.

Às 4:50 o celular desperta: chegou o grande dia! Já tinha deixado as roupas separadas, foi só vestir no modo zumbi, terminar de me arrumar e descer para o café com a galera. O dia amanhecia nublado do jeito  perfeito que gosto de correr –  chegou até a garoar em alguns momentos.

A largada estava programada para as 7:00hrs. Chegamos lá umas 6:45, resolvi ir ao banheiro e a fila estava enorme, eu tinha 10min pra conseguir ir no banheiro, tava nervosa e foi me dando uma dor de barriga de ansiedade. Mas deu tudo certo. Consegui fazer xixi faltando 5min pra largada e enquanto procurava a área do meu pace já tomava o gel, toda atrasada e foi sem água mesmo! Foi o tempo de eu e Bruno entrarmos na nossa área  (que era a última hahaha) que foi dado o sinal da largada.

Não deu tempo de pensar, meditar, de ficar nervosa, nem nada. Quando passei pelo pórtico vi a Erica me fotografando e nessa hora caiu uma lagrima (uma das poucas do final de semana). Eu estava ali largando para a prova que, repito, havia sonhado, planejado e sofrido durante os últimos 2 meses. Não queria que o tempo passasse, queria curtir muito. Desliguei e fui.

Pausa para uma historinha: Uma vez quando fui saltar de paraquedas, tentei não focar no salto e nem na subida do avião, pensei em milhões de coisas menos no salto em si. Na hora que a porta do avião abriu eu não consegui pensar em nada, me deu um branco e quando saltei eu só queria que aquele tempo durasse muito para que eu pudesse curtir muito, só conseguia focar no ‘ali e agora’.

6ccda22e74c64fe29f712641f66e8bc2E na prova também foi assim. Apesar de ter ficado emocionada com a Erica na largada, depois minha cabeça desligou, só conseguia pensar naquilo ali que estava acontecendo naquele segundo. Pra ser bem sincera não consigo nem lembrar do percurso dos primeiros quilômetros. Lembro que encontrei a Thais  perto do km 3, corremos um pouco juntas e parti. Do km 4 ao 9 não vi o tempo passar, desci o eixão admirando todo mundo subir e cada amigo que passava eu gritava o nome. Foram 6 km olhando para a outra pista, sorrindo, gritando, acenando e fazendo Hi5. Já estava quase no meio da prova e não tinha visto o tempo passar. Me programei para tomar a primeira parte do gel no km9 (era uma versão grande) – só que na empolgação tomei quase inteiro, o que resultou no inicio de uma dor de barriga. Tentei mudar o foco e a dor de barriga virou uma dor de lado (acho que acabei  tomando muita água com o gel). Corri por mais um km e decidi caminhar pra aliviar a dor. Essa subida do eixão (do km9 ao km15) demorou uma eternidade, com dor de barriga, dor de lado e cadarço desamarrado – eu só conseguia pensar no quanto estava lenta. Foi sofrido, estava entediada!

Pausa para o elogio: A organização da prova foi perfeita! Sete pontos de hidratação com água e gatorade, banheiros e dois pontos de distribuição de gel de carbo.

No km15 era a hora da segunda parte do gel (que tinha sobrado só um pouco) e também a hora de ficar feliz. Era a ultima parte da prova e o percurso passava pela Catedral metropolitana, esplanada dos ministérios, palácio do planalto e o congresso nacional (e eu só rezando pra ter um fotografo da Asics, pra eu sair em uma daquelas fotos lindas em um cartão postal, mas como boa tartaruga que sou, os fotógrafos já tinham ido embora).

Na descida dos kms finais me distraí com um evento que rolava com os guardas da Dilma atrás do congresso. Foi em um piscar de olhos que estava no km19, e vi alguns corredores já com a medalha no peito. Meus olhos brilharam: era a maior medalha que eu já tinha visto na vida!

De repente, vi minha amiga Amanda vindo na direção contraria, chegando ao meu lado e fazendo a volta imitando um avião ScreenHunter_588 Nov. 19 15.54com os braços abertos. A pessoa, depois de correr super forte, lembrou da amiga tartaruga que poderia estar precisando de um puxãozinho extra nos kms finais (e ela acertou!), me mandou correr mais rápido eencontramos Camila e Synesio mais frente. Estava tão focada que não esperei ninguém (que amiga lixo me senti!).

Ofegante,ouvi a Amanda gritar: “Tá vendo ali aquela placa? Faltam só 500mts, continua assim que falta pouco!”

Passaram as placas dos 400mts, dos 300, dos 200 (alô Fernanda, era nessa que vc se escondeu!) ouvi uma outra amiga que estava na chegada gritar meu nome, eu estava na reta final e olhava para todos os lados pra ver se encontrava meu noivo, a Erica e o Julio. Ouvi mais um amigo (Bernardo) gritar meu nome e logo depois dele estava o Bruno me filmando e gritando: CORRE MULHERADA!!! Mais alguns passos e pisei no tapete tão esperado!

Meu relógio marcou 2:21hrs, 5 minutos além do que meu treinador havia me mandado na estratégia. O que é mesmo pace e tempo de prova pra estreia na meia maratona? Não sei! Eu já havia corrido de 20 a 22km nos quatro finais de semana anteriores, já sabia o que era a distância – só queria curtir os 21km , só queria matar a saudade de toda aquela vibe de uma prova. E foi assim que aconteceu.

Antes de fazer essa prova, os amigos mais experientes me falaram que iria passar um filme da minha vida na cabeça, que eu iria me emocionar e chorar horrores na chegada. Mas como desde pequena eu sempre gostei de ser diferente, o que aconteceu? Não passou filme nenhum e eu não chorei quando cheguei. Em todas as fotos que sai estou com o sorriso no rosto, larguei sorrindo e cheguei sorrindo. Estava feliz e anestesiada demais para chorar, só queria uma água  (e uma cerveja) e abraços do Bruno e da Erica.

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Cheguei BEM cansada, minha virilha e joelhos doeram. Depois dos abraços e hidratação, fui encontrar mais amigos na super festa que estava rolando nas tendas da Morgana e Next Run. <3

Eu sei que o texto ficou BEM longo, mas não posso encerrar antes de agradecer primeiramente ao Bruno, por ter abraçado a ideia de fazer essa meia com tão pouco tempo pra treinar e me acompanhar em todos os treinos. <3 A Erica, Lygia  e Beta por ouvirem minhas reclamações e conquistas. Amanda e Morgana, que me convenceram a correr os 21 em vez de ir só pra fazer 10 na pipoca. Ao treinador Celso da GO Personal, que aceitou a loucura de me treinar nesse tempo curto, me alertou sobre tudo, aguentou minhas chatices e meus cansaços e sempre estava lá me mandando emoticons no whatsapp. E a Mktmit e ASICS (desculpaê Rodolfo por não ter te procurado depois da prova) pela oportunidade de correr a Golden Four, no dia que fui fazer minha inscrição elas já tinham sido encerradas, e não fosse a ajuda de vocês eu não teria conseguido. <3

É isso, que venha 2015 com muitos 21k pela frente.

Um beijo e até breve. <3

Bruna Rieper

Beijos,

Bruna

20/11

2014

No último domingo, 16/11, aconteceu no Parque Ecológico do Tietê, o Circuito Rios e Ruas. Que é uma iniciativa do Instituto Harmonia que tem como foco promover o reconhecimento das principais bacias hidrográficas de São Paulo.

A gente nem imagina o quanto de rios, cursos d’águas estão soterrados bem embaixo dos nossos pés! rs. Eu já conhecia o parque, pois trabalhei por quase 4 anos lá. É um lugar bem gostoso, que muita gente não conhece, mas vale a pena, tem o Museu do Tietê, Oficina Cultural, Biblioteca, um lago onde dá para andar de pedalinhos, lugares para fazer churrascos/piquenique, além da trilha que tem cerca de 5km.

Mas vamos falar da corrida, que no meu caso foi caminhada. Eu não dou conta mais de correr por causa da gravidez, me canso bem rápido e a barriga acaba pesando. Então fui matar a saudades da corrida de outra forma. :P

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Cheguei com o Beto por volta das 7:50, a largada da caminhada estava marcada para às 8:10.  O  clima estava bem tranquilo e tinha poucas pessoas. A organização separou o pessoal da corrida, que largou primeiro, do da caminhada. Antes da largada, os idealizadores da prova explicaram sobre a iniciativa, os rios de São Paulo e etc.

Dada a largada, eu iniciei bem tranquila, fomos curtindo o passeio e a natureza. A trilha é bem arborizada o que deixou o passeio bem fresco e gostoso. Ao longo do passeio, um dos organizadores foi parando e explicando algumas coisas. No percurso vimos alguns quatis, que chegam bem próximos e não tem medo nenhum da gente hehehe.

Trechos do percurso

Trechos do percurso

Foi uma manhã gostosa, eu que estou com saudades de correr e sentindo falta dos treinos, adorei.

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Olha o quati aí!

O circuito ainda terá mais duas etapas, uma no Zoológico, no dia 30/11, e outra no Vale do Anhangabaú, no dia 14/12.

Você pode fazer sua inscrição nas próximas etapas aqui, usando o código: A6BD908F.

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Aline Machado

Beijos,

Aline

Ai que saudades de correr!

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