Olá mulherada!

Muitas de nós começamos a correr na esteira ou no asfalto, não é mesmo? Mas com o passar do tempo treinar sempre na rua/esteira faz com que a gente queira experimentar corridas em lugares diferentes e dar um basta na mesmice.

E se você procura por novos ares… a corrida de montanha proporciona isso e muito mais! Eu comecei a me interessar pelas provas de montanha justamente para sair da mesmice, eu ainda treino muito na rua e na esteira, mas agora sonho com as provas na montanha e não “tanto” com as do asfalto (mas ainda tem algumas maratonas no asfalto nos meus sonhos, rs). E vou compartilhar com vocês o que está me cativando tanto nas corridas de montanha. Quem sabe cativa vocês também?

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Contato com a natureza

Acho que o que mais me cativa nas corridas de montanha é o contato com a natureza. Eu amo terra, água, árvores, animais… isso me encanta muito e depois de um dia correndo no meio do mato, sinto que minhas energias foram renovadas.

Cada prova tem um percurso único, onde pode ter muita subida, descida, mas com toda certeza haverá sempre muita natureza e paisagens lindas.

Pace deixado de lado

Se você corre de olho na performance seja no asfalto ou na montanha o pace vai importar, mas na montanha percebemos muito mais corredores super de boa, curtindo o visual e pouco se importando em quanto tempo irá terminar. Eu vejo a prova como uma oportunidade de você curtir uma trilha com mais segurança. Ao invés de se aventurar sozinha a explorar um local, você terá um caminho demarcado, mais pessoas com você para te ajudar se algo der errado e ainda tem toda a estrutura da prova com estacionamento e guarda-volumes. Pra mim o pace não importa, desde que eu curta muito! 😀

E o pace no asfalto e na montanha são muito diferentes, enquanto no asfalto você consegue ir percebendo sua evolução a cada prova, na montanha nem sempre é assim, pois você pode ter feito uma prova num percurso fácil e depois pegar um percurso casca grossa e ter piorado o pace, mas isso não quer dizer que não evoluiu. 😉

E como vou contar abaixo, você tem que ficar mais ligada no que está a sua frente e nem sempre vai conseguir ficar de olho no relógio, o que pode ser muito bom para quem é viciada no reloginho, rs.

Companheirismo

Eu sempre tive muita sorte de encontrar pessoas incríveis pelo meu caminho, então percebo companheirismo tanto no asfalto quanto na montanha. Mas é perceptível que as pessoas na montanha se ajudam mais, talvez por conta de passar mais perrengues do que passaria no asfalto, rs. 😛

Uma caixinha de surpresas

Enquanto no asfalto você pode olhar o percurso que irá fazer e não ter muitas surpresas (só se o clima mudar) no dia da prova, na montanha é bem diferente! Sempre há surpresas, como uma árvore caída no meio do caminho, ou começar a chover e você terminar coberta de lama, rs. E é essa caixinha de surpresas que me encanta também, porque você não sabe o que esperar, então tem que ficar mais atenta a sua volta e mais preparada para contratempos, e claro, ser maleável com as mudanças.

Sem contar que enquanto no asfalto a superfície costuma ser mais uniforme, o que facilita o equilíbrio, na montanha não é nada parecido. A cada curva, subida, descida.. você não sabe o que irá encontrar. Nós já falamos aqui sobre as vantagens e desvantagens sobre os tipos de piso para você correr.

Na montanha os terrenos podem variar e você tem que tomar cuidado com pedras soltas, raízes, barro… você tem que ficar muito mais atenta ao percurso para não se perder também. E aí também é necessário um tênis específico para trail running. No meu próximo post vou dar muitas dicas exatamente sobre isso, como correr na montanha, e ajudar quem quer se aventurar (o post ficaria gigante se eu adicionasse aqui, rs). 😉

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As montanhas. <3 A natureza. E você correndo ali naquela trilha… <3

Viajar para correr

Outra novidade para quem está acostumada a correr no asfalto e vai correr na montanha são as viagens. Se você não tem a sorte de morar num lugar que tenha muitas provas de trilha, você provavelmente terá que viajar pra participar de algumas. Eu moro em São Paulo (capital) e até tem algumas provas por aqui, mas as mais legais ficam no interior ou no litoral. Ai não tem jeito… tem que se organizar para reservar uma casa ou hotel, ver se alguém vai com você, e os custos são maiores do que só a inscrição da corrida.

Aliás, a inscrição na corrida também é mais cara, pois a estrutura para montar uma corrida numa fazenda ou no meio da serra é maior.

Eu só não participo de mais corridas na montanha por conta das viagens. Como tenho filho pequeno, nem sempre vale a pena levá-lo, nem sempre ele vai conseguir aproveitar a viagem por conta da correria. Então se não dá pra eu ir e voltar sozinha no mesmo dia, ou levar a família para eles aproveitarem o local, eu não me inscrevo. Mas essas viagens de final de semana com toda certeza me animaram a incluir as provas na montanha no meu calendário.

E ai, você já corre na montanha? O que você mais gosta? Conta pra mim nos comentários! 😉

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Já falamos aqui no blog diversas vezes sobre a importância da hidratação, mesmo durante o inverno. Para quem tem dificuldade em beber a quantidade de água recomendada diariamente, tem até uma lista com sugestões de apps para que você receba alertas no celular e mantenha-se hidratada. 😉

Porém, em treinos mais intensos, não perdemos apenas líquidos, mas também sais minerais por meio do suor. E aí fica a dúvida: a água é suficiente para hidratar o corpo ou é melhor tomar um isotônico?

A orientação que recebemos a equipe da Academia Bio Ritmo foi a seguinte:

As bebidas isotônicas possuem uma composição aproximada à do suor, mantendo o equilíbrio entre água e sais minerais. Além disso, trazem carboidratos que diminuem o esvaziamento gástrico, retardando a sensação de fadiga. Por isso, são a opção mais indicada para exercícios de alta performance, com duração acima de 3 horas.

Outra dúvida muito comum é se a água de coco pode substituir o isotônico. Na prática de atividades moderadas, sim. A água de coco contém fibras e sais minerais e é considerada um “isotônico natural” – só cuidado para não exagerar por conta do sódio (são cerca de 40 mg para cada 200 ml).

Já em treinos leves, com duração de até 45 minutos, beber apenas água é suficiente para repor o líquido perdido pelo suor.

É importante lembrar que, em qualquer atividade física, a hidratação deve ser feita desde o início. O consumo de líquidos deve ser compatível com a intensidade do treino; se você estiver em dúvida, pode perguntar para algum especialista qual a quantidade de água indicada para você.

Ah, e uma última dica:  você sabia que, no momento em que sentimos sede, nosso corpo já está desidratado? Por isso, não espere a sede chegar e bebe água, mulherada! 😉

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