Olá, mulherada! Feliz 2018! 🙂

Como vocês passaram o fim do ano? Por aqui, aproveitei dezembro para desacelerar e curtir minha família. E, no meio de férias e festas, claro que acabei aproveitando para comer (e beber, rs) todas aquelas delícias que fazem parte desses momentos! Hahahaha… 😉 Quando voltei para a rotina normal, estava me sentindo inchada, sabe? Aí, conversando com meu marido, decidimos fazer um “detox” nos primeiros dias de janeiro.

Ano Novo, cardápio novo! rs

Postei fotos de alguns pratos no Instagram do @corremulherada e como algumas pessoas ficaram interessadas, resolvi fazer este post relatando minha experiência com mais detalhes.

Escolhendo o cardápio

Já tem algum tempo que sigo uma alimentação mais na linha low carb, e queria um cardápio que funcionasse como uma transição da “farra alimentar” (rs) para o que já eu estava comendo antes. Pesquisando, optei por seguir o cardápio sugerido na primeira fase do Método 3F, da nutricionista Camilla Faria, porque as receitas eram bem fáceis de preparar e, o que mais gostei, todas veganas!

Não sou vegana, nem vegetariana, mas um dos meus objetivos neste ano é reduzir o consumo de carnes e incluir mais proteínas vegetais na minha alimentação. Então, achei que fazer esse detox por cinco dias seria um bom começo, até para conhecer receitas novas. Além disso, as fases seguintes do método são bem similares, tanto em tipos de alimento como em quantidades, ao plano alimentar que eu estava seguindo antes das férias.

O cardápio propõe cinco refeições (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar), com cinco sugestões de receitas para cada uma. É possível escolher qualquer uma delas, e ainda trocar ingredientes conforme uma lista de substituições. Procurei fazer todas as receitas com pouquíssimas trocas, justamente para experimentar um cardápio bem variado em sabores e texturas. A maioria funcionou superbem – a única receita que não gostei muito foi a salada de quinoa.

Suco verde para começar o dia

Não posso compartilhar o cardápio completo aqui por questões de direito autoral, mas, em linhas gerais, ele funciona da seguinte forma: o café da manhã é um suco funcional, geralmente combinando uma fruta, uma folha verde-escura (couve, espinafre), limão ou gengibre, e sementes de chia ou linhaça. Algumas receitas também traziam leite de coco, o que eu adorei, deu um sabor bem tropical. 😉

Os lanches também trazem frutas na maioria das vezes, combinadas com sementes ou oleaginosas. Esse é uma dica que minha nutricionista já havia me passado, pois ajuda a trazer mais saciedade e a reduzir o índice glicêmico da refeição.

As refeições principais variavam entre sopas, saladas e legumes grelhados, privilegiando alimentos ricos em proteína, fibras e com baixo índice glicêmico. Achei bem equilibrado e consegui seguir minha rotina normal, treinando (apesar de estar em uma fase mais leve) e trabalhando sem sentir fome e também sem sentir falta de comer doces ou carnes.

Salada deliciosa com rúcula, tomates, vagem e grão-de-bico

Resultados e próximos passos

Meu peso não mudou muito durante as férias, mas estava me sentindo inchada e meu organismo estava mais lento. Um dos objetivos desse cardápio é não apenas ajudar o corpo a eliminar toxinas, como também melhorar o funcionamento do intestino. No meu caso, deu supercerto e vi resultado já no terceiro dia.

Outra proposta muito bacana do método é que ele traz uma lista de compras por fase, o que ajuda e muito na hora de fazer o mercado. Já fui com tudo anotado, com as quantidades certinhas para cada receita, e foi ótimo! Além de ter feito as compras da semana muito mais rápido, praticamente não tive desperdício de comida.

Para quem mora sozinho ou cozinha para poucas pessoas, como é o meu caso, é muito comum ver a comida estragar na geladeira antes que a gente tenha tempo de prepará-la; o planejamento que o método propõe foi fundamental para evitar que isso acontecesse e também agilizou na hora de montar as refeições e marmitinhas. Isso é algo que quero adotar para sempre: planejar com antecedência o que vou comer e comprar somente aquilo que vou precisar.

Creme de couve-flor com couve: lembra um caldo verde! Hummm…

A princípio, meu objetivo era fazer apenas o cardápio detox, mas a experiência foi tão positiva que decidimos seguir adiante e completar os 21 dias do programa. Agora estamos na fase 2 (slow carb). Depois, pretendo retornar para o plano alimentar que já vinha seguindo e que funciona bem para mim, minha rotina e meus treinos, até a minha próxima consulta com a nutri, quando quero reavaliar nossa estratégia para minha prova-alvo de 2018.

Qual vai ser? Mais pra frente eu conto para vocês! 😉

E você, já fez um cardápio detox? Como foi a experiência? Compartilhe com a gente nos comentários!

Estou de férias em dezembro e num desses dias de bobeira em casa, estava procurando um filme fofinho para assistir e encontrei essa opção no Telecine Play que logo chamou a minha atenção. Afinal, uma comédia romântica (ou quase isso, rs) sobre corrida estrelada por uma corredora olímpica de fato não tinha como passar batido, né?

Tracktown – Uma pausa para o amor não apenas é estrelado por Alexis Pappas, como também foi escrito e dirigido por ela em conjunto com Jeremy Teicher. Conta a história de Plumb Marigold, uma corredora de elite que está participando das classificatórias para a formação da equipe olímpica dos Estados Unidos, disputando uma das vagas nos 5 mil metros. Plumb é uma corredora superdedicada, que nunca deixou de correr um único dia em busca de realizar seu sonho olímpico.

Meio solitária e até um pouco “esquisita”, toda a vida de Plumb gira em torno dos treinos. Até que, na véspera de sua grande prova, ela é forçada a tirar um day off para evitar que uma lesão piore e se vê diante de uma situação inesperada. Afinal, o que fazer com um dia livre? O filme é sobre isso!

Claro que a Plumb treina no nível ultra-master-hard, hahahahaha.. Mas, mesmo sendo pé de chinelo, me identifiquei com vários momentos do filme – e acredito que vocês também vão se identificar! Ela recita frases motivacionais o tempo todo (como as que postamos no nosso Instagram, hahahaha…), tem uma amiga que a acompanha nos longões, aquela marquinha de sol do shorts que nunca sai e um monte de outras manias que nós, corredoras, acabamos desenvolvendo com o tempo! 😛

O filme tem uma pegada mais alternativa e um ritmo um pouco mais lento do que estamos acostumados, mas é muito fofinho e acho que esses momentos “que só corredor entende” dão uma graça especial para a história. Dá para ver que foi feito com muito amor e conhecimento de causa, hahahaha… É uma boa opção de filme leve para assistir de tarde, sabe?

Alexi Pappas representou a Grécia na prova de 10.000 nas Olimpíadas do Rio, em 2016

Outra coisa que bacana é que, além da própria Alexis, que correu a prova dos 10 mil metros nos Jogos Olímpicos Rio 2016 representando a Grécia (ela ficou em 17º lugar), o filme traz outros atletas profissionais no elenco. E a Tracktown que dá nome ao filme de fato existe: fica na cidade de Eugene, no estado de Oregon, nos EUA, e é um centro de alto treinamento para corredores. Um verdadeiro celeiro de “olímpicos”.

E você, já viu esse filme? Gostou? Conte pra gente nos comentários!

Tracktown – Uma pausa para o amor

Título original: Tracktown
Ano: 2016
País de origem: Estados Unidos
Duração: 1h28m
Direção e roteiro: Alexi Pappas, Jeremy Teicher
Elenco: Alexi Pappas, Chase Offerle, Andy Buckley
Classificação etária: não recomendado para menores de 14 anos